O TIME PREOCUPA, by Roberto Costa
Parece que o atacante Roberto não seguiu com a equipe para o jogo contra
o Inter em Porto Alegre. Imagino que não tenha sido opção do Gilson
Kleina tê-lo deixado em Floripa, prefiro crer que esteja com alguma
lesão. Teria sido um jogo ideal para ele, o adversário partiu pra cima e
ofereceu espaço em seu campo.
Gilson Kleina, quando
quis mexer no ataque tirou Hugo, que pouco apareceu, e insistiu
equivocadamente no retorno de André Lima, para desespero da torcida
azurra. Então tivemos aquele mais do mesmo, um jogador de passado
profissional interessante, mas mostrando-se ainda fora de forma, com
zero de mobilidade, chegando a apanhar da bola em alguns lances.
E
aqueles secadores do Estreito, que adoram dizer que o Marquinhos Santos
bebe, hoje viram que na verdade ele foi um perfeito garçom dentro de
campo, botou a bola onde quis. Com seus lançamentos e um pouquinho mais
de qualidade em nossos homens de frente, poderíamos ter vencido o jogo.
* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Alexandre Lopes / SC Internacional
Por
mais que André Lima por definição fosse o homem a entrar, afinal é
centroavante, os vários jogos em que esteve presente sem nada render
recomendavam antes uma improvisação, algum jogador com mais
flexibilidade, mais dinâmica, alguém mais inteiro e intenso, porque o
André Lima do momento já mostrou do que não é capaz. Melhor que Gilson
Kleina tivesse dado uma chance ao garoto Rômulo.
Dos
novos que estiveram em campo, excetuando-se o zagueiro Emerson, nenhum
deixou aquela boa impressão capaz de inspirar-nos confiança. É claro que
na avaliação de qualquer estreia precisamos conceder sempre algum
desconto, por conta do justificado nervosismo. Mas o lateral Romário
pareceu-me ainda muito preso, tendo cometido duas faltas em seus
primeiros 5 minutos em campo. Desde que Geninho tirou Marrone
injustamente da lateral esquerda, este jovem não teve mais chances, e
nessa posição não vi ninguém render mais que ele. É a pulga atrás de
nossas orelhas, quando o assunto é imposições de empresários nas
escalações dos times.
Adriano, dos novos
contratados, foi um dos primeiros a ser considerado apto a jogar, ainda
no Campeonato Catarinense, mas o tempo passou e não vimos a cor do seu
futebol.
O time preocupa, é mais que evidente. Nada além dos reservas do Inter,
mas nosso Avaí mostrou que ainda não consegue jogar solto, que ainda
há, com poucas exceções, jogadores com ansiedade e a ansiedade é o
principal indício da insegurança. É urgente um goleador, mas até que
esse venha, que o Gilson Kleina determine ao Anderson Lopes que chute de
fora da área, sempre que a oportunidade aparecer.
* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Alexandre Lopes / SC Internacional







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