segunda-feira, 18 de maio de 2015

O TIME PREOCUPA, by Roberto Costa

Parece que o atacante Roberto não seguiu com a equipe para o jogo contra o Inter em Porto Alegre. Imagino que não tenha sido opção do Gilson Kleina tê-lo deixado em Floripa, prefiro crer que esteja com alguma lesão. Teria sido um jogo ideal para ele, o adversário partiu pra cima e ofereceu espaço em seu campo.

Gilson Kleina, quando quis mexer no ataque tirou Hugo, que pouco apareceu, e insistiu equivocadamente no retorno de André Lima, para desespero da torcida azurra. Então tivemos aquele mais do mesmo, um jogador de passado profissional interessante, mas mostrando-se ainda fora de forma, com zero de mobilidade, chegando a apanhar da bola em alguns lances. 

Por mais que André Lima por definição fosse o homem a entrar, afinal é centroavante, os vários jogos em que esteve presente sem nada render recomendavam antes uma improvisação, algum jogador com mais flexibilidade, mais dinâmica, alguém mais inteiro e intenso, porque o André Lima do momento já mostrou do que não é capaz. Melhor que Gilson Kleina tivesse dado uma chance ao garoto Rômulo.

Dos novos que estiveram em campo, excetuando-se o zagueiro Emerson, nenhum deixou aquela boa impressão capaz de inspirar-nos confiança. É claro que na avaliação de qualquer estreia precisamos conceder sempre algum desconto, por conta do justificado nervosismo. Mas o lateral Romário pareceu-me ainda muito preso, tendo cometido duas faltas em seus primeiros 5 minutos em campo. Desde que Geninho tirou Marrone injustamente da lateral esquerda, este jovem não teve mais chances, e nessa posição não vi ninguém render mais que ele. É a pulga atrás de nossas orelhas, quando o assunto é imposições de empresários nas escalações dos times.

Adriano, dos novos contratados, foi um dos primeiros a ser considerado apto a jogar, ainda no Campeonato Catarinense, mas o tempo passou e não vimos a cor do seu futebol. 

O time preocupa, é mais que evidente. Nada além dos reservas do Inter, mas nosso Avaí mostrou que ainda não consegue jogar solto, que ainda há, com poucas exceções, jogadores com ansiedade e a ansiedade é o principal indício da insegurança. É urgente um goleador, mas até que esse venha, que o Gilson Kleina determine ao Anderson Lopes que chute de fora da área, sempre que a oportunidade aparecer.

E aqueles secadores do Estreito, que adoram dizer que o Marquinhos Santos bebe, hoje viram que na verdade ele foi um perfeito garçom dentro de campo, botou a bola onde quis. Com seus lançamentos e um pouquinho mais de qualidade em nossos homens de frente, poderíamos ter vencido o jogo.

* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Alexandre Lopes / SC Internacional

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