O fatal é o erro, by Alexandre C. Aguiar
Jogar uma série A de campeonato
brasileiro, com pretensões a ficar por, ao menos, duas temporadas não
lhe dá direito a erros para qualquer time de futebol. Nenhum erro. E por
isso eu digo que houve dois resultados nesta partida de quarta-feira à
noite, na Ressacada: o Avaí perdeu e o Atlético Mineiro venceu.
Sim, o Avaí perdeu porque errou muito.
Não vou cair na esparrela comum de falta de qualidade no elenco, de
jogadores diferenciados e blábláblá. Não! O time que empatou com o
Santos, que venceu o Flamengo, que por detalhes não venceu o Inter em
Porto Alegre e que ganhou do Coritiba, no mínimo, empataria com o Galo
neste jogo. Sem essa de galinha mortas como muitos boca alugadas da
mídia local gostam de falar. E isso não quer dizer que seríamos
superiores ao time de Belo Horizonte, nada disso, porque estas análises
são relativas. Digo que o que fez falta foi a regularidade daquelas
partidas. E fomos pro embate de queixo caído e a guarda arriada. O Avaí
se apequenou.
Por outro lado, o Galo foi aplicado e deu
uma aula na Ressacada. A movimentação, a velocidade das jogadas e as
inversões de bola causaram um tumulto na nossa marcação, o ponto forte
do time dos Carianos. Luan, Carlos, Lucas Pratto, Thiago Ribeiro e
Giovani Augusto foram soberbos. E, curiosamente, não são estes craques
que muitos por aqui adoram reverenciar. Sequer jogariam numa seleção
brasileira.
Aliás, o Galo demonstrou que jogadores
sem muita expressão no futebol, mas bem treinados, podem fazer a
diferença em qualquer time. Aprendam, barcelonistas! O Atlético Mineiro
derrubou as velhas máximas do futebol, os esquemas fechados, as fórmulas
batidas e as teses muitas vezes furadas. É um time que joga bola,
simplesmente. E muita bola.
O Avaí errou por se tornar tímido. Por
não marcar dentro do adversário como vinha fazendo. Por seus principais
jogadores estarem mais apagado que vela no vento sul. E por seu técnico,
o festejado Gilson Kleina, ter se achado um Mourinho por alguns
instantes. E quem erra contra um time mal treinado, toma lambada. Contra
um time acertado e bem treinado foi o que se viu na Ressacada.
O curioso é que mesmo estando abaixo da
crítica, mesmo sendo tanso em algumas jogadas, o Avaí impôs algum
futebol, pressionou de alguma forma o Atlético e por pouco não apronta
uma surpresa.
Está tudo acabado? Imagina! Temos muito
caminho pela frente e isso foi só uma amostra do que é jogar o
brasileirão focado e sem erros.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC e proprietário do blog Força Azurra






Concordo que não está tudo acabado. Vamos fazer uma boa campanha neste Brasileiro. Kleina vem fazendo um bom trabalho apesar das lambanças de ontem e nosso elenco tem condições de ficar no meio da tabela pelo menos se continuarem correndo como tem corrido nesses primeiros jogos.
Discordo que entramos de queixo caído. O time do Avaí correu MUITO no primeiro tempo tentando marcar pressão a saída de bola de deles, do mesmo jeito que o fez contra o Flamengo e o Coritiba. Porém, o Atlético foi sim muito superior e soube sair dessa nossa marcação com maestria.
Aguiar, qualquer jogador do Atlético-MG, inclusive do banco de reservas, seria titular em nosso time, não achas? Isso pra mim demonstra diferença técnica do elenco. Veja que a bola quando estava com a Avaí parecia estar sempre "quicando". O Atlético era só bola no chão, grudada nos pés dos caras, com passes em velocidade. Clara diferença de habilidade individual.
De qualquer forma, vamos em frente! Ainda teremos muitas alegrias este ano.
Um abraço!
Marcos, sobre isso de que "qualquer jogador do Galo seria titular em nosso time", lembro que até o ano passado o Renan Oliveira era titular no Atlético MG e um dos destaques do time.
- Ah, mas ele não está jogando o que jogava lá!
Pois é, por isso que esta afirmação é relativa e vai justamente corroborar o meu discurso.
Apenas um jogo treino contra o fraco time do quadrangular da morte.
O placar natural seria um 10 x 0.
Porém, o Galo preferiu vadiar em campo e nem levou o jogo muito a sério.
Gostei muito do FrangWagner, esse é seleção!., … kkkkkkkkkk!!!
O Pablo, “O Vingador”, foi o melhor homem em campo, ….kkkkkkkk!!
A Paquita, “O Lento”, foi o “homem” mais rápido em campo, … kkkkkkk!
É pacabááááhhhh!! … hehehe! esse combinado da costeira é uma comedia.
Galo faz treino de luxo na ressacola.
Não podem ver uma camisa preto e branco que logo ficam de 4…
Marcos Schmidt,
Louvável o otimismo após uma partida como a de quarta. Ainda que concorde no tocante a boa campanha, precisamos ajustar o time. É visível que com essa escalação não conseguiremos marcar ninguém, se é que me entendes...
Abraço!
Aguiar,
Permitas uma correção. O Renan Oliveira pertence ao Atlético-MG, mas ano passado jogou contra o Avaí defendendo o América-MG, onde fez uma boa Série B.
Anônimo,
Para tua informação, visto que estás longe da realidade, 4 é o número de pontos do time do Argélico...
O Avaí tem 7, seu tanso!
Sim, André, tudo bem. Mas jogou ano retrasado. E, independente disso, está numa fase não muito boa agora. A minha posição não é a defesa do jogador, mas observar que é jogador "tarimbado", segundo o pensamento geral. André Lima também, que foi muito bem cotado ao ser contratado este ano, por ter jogado em times grandes, e não está rendendo. Alguém duvidaria de estes jogadores não acrescentarem nada ao Avaí? E, no entanto.
Por isso que sou refratário a este pensamento a respeito de "jogador de peso". Existe jogador que joga, que faz boa temporada e o que não faz, independente da procedência, nome, tipo sanguíneo, se a mãe era de família ou não.
Aguiar,
Também não. Ano retrasado era o Galo que foi campeão da Libertadores, com Bernard, Diego Tardelli, Luan, Pierre, Jô, Ronaldinho Gaúcho, entre outros. Rena Oliveira estava no Goiás. De qualquer forma, entendi tua posição.
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