quinta-feira, 9 de julho de 2015

O AMADURECER…by Gilberto Rateke Jr.

AVISO: Esse post tratará de futebol, mais especificamente do Avaí! Mas antes será necessário um prólogo, que pode (a critério do leitor) ser ignorado, bastando apenas pular dois parágrafos!
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Amadurecimento – Um prólogo:
Há uma fase na vida de qualquer ser humano (na vida de alguns são fases, no plural mesmo), de uma empresa/associação e até mesmo de projetos/objetivos em que o amadurecimento se faz necessário, fundamental eu diria!
Essa fase (ou fases) pode ter relação com a idade, com o tempo. Mas muitas vezes a relação é com fatos, com momentos. Portanto, o peso da idade/tempo não tem relação direta com o amadurecer. Efetuado o prólogo, vamos ao texto propriamente dito.
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As inconstâncias de um Avaí:
Eu gostaria de ver o time do Avaí jogar o campeonato brasileiro numa mistura de duas partidas: A marcação empregada na partida contra o Goiás e o toque de bola aplicado na partida contra o Coritiba.
Mas ao observar os últimos jogos e ver a permissividade com que o Avaí inicia as partidas me fazem questionar se contra o Coritiba e Goiás o futebol avaiano prevaleceu mais em virtude da fragilidade dos adversários do que a qualidade do nosso time. Será?
Mas no decorrer de um jogo o time demonstra evolução, consistência e efetividade. Muitas vezes até o “sobrenatural”está se fazendo presente. Mas o gol avaiano custa a sair. Já o do adversário ocorre com certa facilidade.
O que nos falta?
Não tenho dúvidas! E você já sabe o que vou dizer: É o amadurecimento!
Este time do Avaí ainda não amadureceu. Teve doze rodadas para isso, porém não dá sinais de que tal circunstância ocorrerá de um dia para o outro. Mas precisa!
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Não há tempo para respirar:
Discordo quando leio que o Avaí não tem elenco para disputar a série A, que está carente nas posições X, Y ou Z. Falta para esses jogadores o devido amadurecimento (vergonha na cara, diriam alguns). Talvez o falte para a comissão técnica e também para os dirigentes. Estes últimos, inclusive, precisam aprender a não ficar limitados a empresários A ou B. Querem reforçar? Pretendem reforçar? Abram seus horizontes! O futebol sul-americano cresce em eficiência, enquanto o brasileiro está em declínio.
A economia dos países vizinhos é pior do que a nossa (mesmo aqui havendo crise), ou seja, financeiramente é viável um bom jogador sul-americano jogar no Brasil, mesmo sem ser a sumidade em seu país (temos muitos exemplos desta situação).
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Pré-Epílogo: 
Eu poderia supor (e seriam apenas boatos largados ao vento) que a crise está instalada na Ressacada.
Que empresário A não gostou da contratação de jogador W e que por isso exigiu que o jogador Y fosse titular.
Ou então, que o jogador Z não gostou de ser preterido por outro, numa determinada escalação e que por isso se rebelou, causando eventual racha no grupo.
Ou, ainda, que o jogador X posterga fazer uma nova partida com receio de não poder ser negociado.
Tudo boatos que se verdade fossem apenas demonstrariam que o amadurecimento está numa distância longínqua de se alcançar!
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Remate!
Eu não poderia ter encontrado melhor palavra para encerrar este texto. Afinal, o amadurecimento pode ser fruto de um processo (e o Avaí não tem mais tempo para isso) ou resultado de um trauma (seis jogos sem vencer é, ou deveria ser, um grande trauma).
Na próxima rodada, contra a Chapecoense o Avaí precisa amadurecer. Um amadurecimento que é possível enxergar num jovem de 17 anos, chamado Renan e que não se intimida em disputar uma série A. Queria poder o Avaí ter onze titulares como esse jovem. É tão difícil?
O Anderson Lopes precisa decidir o que quer ser na vida. William e André Lima já passaram da idade de serem amadores. É o momento de o Avaí dar o remate na falta de vitórias em casa e acertar os remates ao gol adversário! Está sendo fácil criticar os defensores. Mas haveriam as críticas se os atacantes convertessem os gols?
Os jogadores precisam entrar atentos em cada jogo. O que se está fazendo nos vestiários antes dos jogos? Tomam suco de maracujá? É preciso amadurecimento para entender o que é uma partida de futebol! E ainda não entenderam que não adianta reclamar da arbitragem?
Amadurecer é reconhecer as limitações existentes. É resgatar as virtudes individuais de cada atleta e compor um coletivo forte. É compreender que o que é preciso pode estar dentro de cada um, ou mais próximo do que se imagina.
Amadureça Avaí! Que este ano ainda pode ser surpreendentemente positivo!
* O avaiano Gilberto Rateke Júnior é proprietário do blog Alameda 1976

8 Comentários:

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Meu caro prefeito do Campeche, o que tu chamas de amadurecimento eu renomeio como entrosamento. Encerramos a 12rodada e ainda não temos um grupo titular. A cada partida saem um ou dois, para entrar mais outros, de perfis e características diferentes. Essa homogeneidade é que faz com que haja uma sonolência ao iniciar a partida e temos tomado gola bobos.
Quanto a tempo para recuperar, o campeonato é longo e temos feito boas partidas, mesmo com falta de entrosamento. Penso que é apenas uma questão de acerto aqui e ali e a coisa anda.

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Apenas corrigindo: é heterogeneidade. O corretor de texto tá sacana.

Anônimo disse...

Não discordo Aguiar. Apenas penso que o entrosamento é uma consequência do amadurecimento.
Se cada jogador sabe o seu papel dentro de campo e se dedica ao máximo para desempenhá-lo, algumas mudanças de peças não iriam interferir tanto no entrosamento. (apesar de que às vezes realmente se está mudando muito, enquanto alguns jogadores parecem ter demasiadas oportunidades. vai entender?)
Mas hei de concordar em um ponto no quesito entrosamento e que é fundamental: a definição dos zagueiros titulares. Não me parece que isso está claro na cabeça do Kleina, nem dos jogadores, muitos menos dos torcedores. E essa indefinição interfere, inclusive, no potencial do goleiro (tão criticado, recentemente).
Abs.
Gilberto

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Perfeitamente. Um time de futebol começa com a zaga. Uma dupla consistente e entrosada melhora o ânimo de todo o time. O atacante perde o gol, mas não tem a obrigação de fazer pra tapar a cagada do zagueiro ou do goleiro.

André Tarnowsky Filho disse...

Rateke,

Continuo concordando com os dois, mas discordo de ti em relação aos zagueiros, que será tema de uma nota da BDA de amanhã: acho que jogar com 3 seria melhor pelo que todos estão jogando atualmente...

André Tarnowsky Filho disse...

Aguiar,

A resposta acima também é pra ti...

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