COMPLEXO DE VIRA LATA AVAIANO, by Rafael Botelho
Um dos maus dos brasileiros é achar que daqui e aqui nada presta. Trazendo um pouco para o futebol e para nosso clube, vejo alguns assuntos em pauta na ultima semana que me chamaram a atenção.
CHAPECOENSE VIROU REFERÊNCIA
É natural que clubes que atravessam boas fazes virem referências de como se faz futebol. Li alguns comentários dizendo que a fórmula que o time do oeste usa pra fazer futebol é correta. Contrata "jogador fortão, lindo, loiro e de olhos azuis". Até ano passado a referência era o Joinville, assim como já foi o Avaí em outros anos.
EU TENHO A FÓRMULA
A fórmula de fazer futebol é DINHEIRO.
Chapecoense pratica a base salarial de pelo menos o dobro da nossa. Eles tem menos jogadores justamente porque pagam mais e podem minimizar a margem de erro nas contratações e contratar jogadores mais "lindos" que os nossos. Eles tem uma comunidade empresarial envolvida com o time. Este time é o único da região e quer queira ou não, leva turismo a região e a coloca em evidência no cenário nacional.
Querem um exemplo? Desde que a Chapecoense ingressou na série B e logo subiu para série A do brasileirão, aumentou muito a oferta de voos para a cidade. Antes eram voos corriqueiros e com empresas pequenas. Neste meio tempo já houve reforma no aeroporto e também ampliação no estádio da cidade, onde passaram a chamar de Arena Condá, aumentando sua capacidade.
Enfim, tudo que passamos em 2008/2009, Chapecó passou a pouco e está passando, com o time em boa fase.
VOLTANDO AO AVAÍ
Todos concordamos com o discurso do presidente quando foi dito que este ano o Avaí não cometeria loucuras no futebol. O Avaí paga, salvo engano, 600mil mensais em negociações trabalhistas entre outras coisas e acaba no final deste ano. Foi dito que este ano seria chave para a recuperação financeira do clube, e que, se permanecer na série A, 2016 seria um ano muito melhor que este.
Vale lembrar, que alguns jogadores que estão no grupo, tiraram o pé em 2013 por conta de salários atrasado e premiação que a diretoria não pôde pagar. Passamos vergonhas nos estaduais de 2014 e 2015, com jogadores novamente fazendo corpo mole e fazendo o clube passar vergonhas. Esses mesmos jogadores que tiravam pé no estadual, por pouco não fazem isso na série B de 2014, onde conseguimos subir, mais por ajuda dos outros times do que propriamente por bom campeonato nosso.
Nossos funcionários não são mais burros que os da Chapecoense, nosso presidente não é mais tanso do que o deles e nossos diretores de futebol não são piores. Eles só tem mais grana do que o Avaí.
Claro que muitos pontos podem ser melhorado dentro do Avaí, e melhorado bastante. Mas esse discurso demagogo com que torcedores oportunistas estão batendo nos profissionais do Avaí, não condiz com a verdade.
Quem prestar atenção de onde vem esses adjetivos chulos em cima da diretoria avaiana, vai reparar o grau de honestidade das pessoas. Não entenderam??
A campanha está forte, 2017 vem aí!!!
* Rafael Filipe Botelho é associado do Avaí FC e proprietário do blog TV Blogueiro.







POR UM OUTRO ÂNGULO
Com respeito aos argumentos elencados pelo RAFAEL BOTELHO, tenho a dizer que quando a Chape começou a aparecer como referência, a informação que se tinha era de que fizera um time com salário médio de R$ 25.000,00 e que graças a isso não havia no grupo a tal da ciumeira dos que ganhavam menos que outros, problema que se apontava no Avaí. Eu fui um dos que defenderam a adoção dessa folha reduzida e linear.
Outra vantagem dessa folha é que, dizia-se, sendo baixa, tornava possível mantê-la em dia, evitando assim o tal do corpo mole. E por aí explicava-se a competitividade do time do Oeste.
Não sei, mas quem sabe o grande trunfo da Chape seja o fato de não ser obrigada por empresário a aceitar contratação casada, ou seja, pra alugar João tem de levar Pedro de contrapeso. Se não, como explicar que tenhamos cabeças de área, meias, laterais que nunca são usados, recebendo pra ficar no come-dorme? Um tal de Conrado que nunca se viu e outros que tais? Se pouco dinheiro é grande problema, usá-lo mal é pior ainda.
Pelo quadro que você pinta, Botelho, nosso presidente deveria ter-se atirado sobre os 700.000,00 do Fluminense como um faminto sobre um prato de comida e não esnobar o que caía do céu.
Outra coisa, a situação financeira do Clube não implica que o presidente tenha que acovardar-se diante de tantas afrontas cometidas pelas diversas arbitragens escolhidas a dedo para roubar o Clube em campo, em seus próprios domínios, e distribuir contra seus jogadores cartões que não distribui a outras equipes. O presidente não tem o dinheiro, mas tem a boca pra falar, a mão pra escrever. Só ingênuo não percebe que o Avaí não reage, não se impõe, que aceita tudo e por isso estão deitando e rolando, roubando-nos jogo a jogo vergonhosamente, numa boa. Ou algum ingênuo ainda existe que acredite em erro de arbitragem?
Como vês, Botelho, existe mais de uma maneira de ver as coisas relativas ao atual Avaí. - Roberto Costa
RC, a Chape poderia até ter um teto de 25 mil em 2012/13, mas em 2014, por exemplo, era o elenco mais caro de SC.
Eles tem uma grande vantagem sobre nós. Floripa não tem indústrias, o que dificulta no apoio de empresas local.
Acho o Avaí passivo, mas não vejo soluções enquanto o presidente da fcf estiver no poder.
Basta lembrar que em 99 foi o roubo do século (passado ), mas foi.
O presidente era o Flávio.
Ele diz que se abrisse a boca sobre isso...
Depois disso tivemos dezenas de fatos que nos levam a crer que existem preferências na federação, e o Avaí não está nessa seleta lista. Aliás, prefiro que nossas vitórias sejam no campo.
Outro ponto, o Avaí erra nas contratações, fato!
Mas comparando com a Chape, eles tentaram até parceria com o Sonda, ou seja, lá como cá, os empresários são donos do time, infelizmente para o futebol.
Abraço
A chapecoense nem paga manutenção de estádio. Não é referência pra ninguém. Grana.publica nima arena que so serve um time
Tudo bem, Roberto, tentasse desmontar o argumento do Botelho, mas o teu viés é frágil. Desembucha, tu consegues.
"Pozagora", ontem pensei em fazer um comentário sobre o fato de a Chapecoense ter o apoio de empresas da região mas como não dispunha de referências sobre tal, deixei quieto. Hoje leio neste Blog algo bem como eu gostaria de ter comentado (muito bom o texto Rafael Filipe Botelho).
Não dá para comparar o apoio que o clube do oeste de SC recebe com os nossos aqui, nossa terra (Floripa) é praticamente um reduto de comerciantes (a maioria pequenos) e órgãos públicos e seus (muitos) funcionários. O turismo, embora sempre promissor não é tão bem explorado assim a ponto de poder investir no esporte (futebol) como patrocinadores.
Empresas com "din din" e coragem de investir nos clubes de futebol, em especial os daqui (que deixam sempres expostas suas mazelas) são poucas, os tempos são "bicudos", economia estagnada, quase de ré.
Nesse sentido o trabalho de convencimento, sim pois há a necessidade de convencer o empresário de que ele terá um retorno e com vantagens do seu "rico dinheirinho", terá de ser exaustivo, sem margem para falhas, afinal ninguém vai botar a grana da sua empresa no Avaí apenas por que é um torcedor, aqui a razão vai sempre se sobrepor ao coração, é a lei da sobrevivência. "Farinha pouca meu pirão primeiro".
Creio que no nosso Conselho (quem sabe?!), blogueiros avaianos também (por que não?), possa haver alguém (alguns?) que tenham tenham uma maior "intimidade" com o nosso presidente, talvez promover mais reuniões (até informais), onde quem tiver boas ideias, tenha a oportunidade de expô-las, mostrar projetos, até de chamar a atenção do presidente (essa tem que ser com jeitinho) para que tenha um pulso mais firme nos interesses do Leão.
Creio (muito) que a solução está dentro da Ressacada e que discussões sérias (e urgentes) possam resolver a atual conjuntura do Avaí.
Abraço!
Bom dia Roberto,
Eu até ia argumentar suas colocações, mas os colegas ai acima já o fizeram com propriedade. Nem tenho mais a acrescentar.
Como vemos, a Chapecoense tem uma situação muito melhor que a nossa, por conta disso, pode trabalhar com um teto salarial muito maior, minimizando os erros nas contratações.
Grande abraço
Ahh, continuando.
Isso não quer dizer que não tenha o que ser arrumado ou melhorado no sul da Ilha.
A questão de impor mais respeito é verdade e sempre bati nesta tecla. O Avaí tem que cobrar mais da FCF uma postura dos árbitros, nem que pra isso, se jogue merda no ventilador pela imprensa.
Abraço
O que eu chamo a atenção é que essa mania de se dizer que na Ressacada tudo é ruim, nada presta, bota fogo e derruba tudo, baseado no que os outros fazem, é uma falácia. Cada qual com os seus cada um. Se assim fosse, se este mar de iniquidades (peguei ali na barbearia) existisse, estaríamos disputando a série J ou bem pior.
Dizer coisas genericamente acerca dos textos para não ter que ARGUMENTAR verdadeiramente acerca de cada tópico em particular é cômodo.
Se soubesse que mencionar a barbearia pudesse machucar não teria feito, desculpe, sinceramente.
Concordo, por falta de dinheiro alguém deve ficar mesmo inerte e alheio à "iniquidade" dos árbitros safados que nos estão impingindo. Faz sentido. RC
Poxa, só isso? Credo. O Google não é mais o mesmo.
RC,
Nada como um debate entre pessoas maduras.
Tua observação sobre a folha salarial da Chapecoense é pertinente, mas tal valor com salário médio de R$ 25.000,00 era coisa de anos atrás. Desde que disputou a sua última Série B, o time do Oeste mantém um teto salarial, mas bem mais elevado.
Quanto as vantagens que uma folha linear provoca, não tenho dúvidas. Fácil para mantê-la em dia, corte de vaidades por salários mais altos e assim por diante. Ano passado, por exemplo, com a premiaçao definida, alguns jogadores que chegaram depois, como Carletto, nao concordavam com o "extra" que Marcos iria receber e recebeu. Quase nao subimos...
Creio que o grande trunf da Chape seja o fato de não se fixar apenas num empresario, mas para isso, e' preciso ter din-din...
Contratacoes casadas sempre existiram e sao um mal para o nosso futebol. Ano passado, queriam trazer Roberto, mas Paulo Sergio veio o pacote. Este ano, Hugo e Conrao parece ser o exemplo...
Nao vou entrar na polemica da venda do mando do jogo para o Flu, mas nao vi nenhum absurdo, principalmente pela atual situacao em que esta o Avai'...
Apesar de contrapor alguns pontos nas tuas colocacoes, o ultimo paragrafo esta perfeito. Vai para a BDA.
Flora,
Muito bem lembrado. A Chape tem sim teto salarial, mas muito superior aos R$ 25 mil citados pelo RC, alem de ter o elenco mais caro de SC desde o ano passado.
Al'em da vantagem de ter industrias, a regiao esta abracando a Chape, enquanto por aqui dividimos forcas...
Em relacao a passividade do Avaí, as colocacoes feitas pelo RC sao perfeitas. Nilton Machado precisa mudar a postura, inclusive em relacao a imprensa.
Pois e'... Mas o Flavio nao abriu a boca!
Sobre erro de contratacoes, nao e' de hoje, basta ver a turma de pe murcho do ano passado...
Abraço!
Professor Murilo Moreira,
É verdade! A Arena Condá é do município...
Aguiar,
Não vejo dessa forma. Uma coisa é ter teto salarial, ter din-din, acertar nas contratações, mas a parte final do que o RC escreveu está absolutamente correta.
A diretoria do Avaí, principalmente Nilton Machado, precisa mudar de postura diante da FCF, CBF, mídia...
Sim, correta, desde que esse fosse este o foco do assunto levantado pelo Botelho. Não foi. O que está em voga é se olhar para a Chapecoense como o Nirvana dos clubes de futebol em SC, imaginando que, ao se fazer igual a eles, sairíamos do buraco. E, a partir daí, tudo o mais na Ressacada não vale mais.
Ora, a coisa se inverte ao se perceber, como bem exposto pelo Flora, que não mais do que isso e que lá no Oeste as coisas não fluem tão bonitinhas como quer acreditar.
Temos nossos problemas, por questões circunstanciais, por erros administrativos, por falta de dinheiro, mas não porque não "imitamos" a Chapecoense.
Achar que nossos problemas são porque o presidente não abriu a boca por causa deste ou aquele juiz, ou porque a RBS cagou em nossa boca é simplório demais.
Aloísio Campeche Silveira,
Na prática, vimos isso acontecer nos áureos anos de 2008 e 2009, quando Zunino abria a Ressacada para várias reuniões com blogueiros. Na atual gestão, até houve uma reunião no início de 2014, mas ficou nisso...
Hoje, de acordo com tuas boas sugestões, existem dois problemas: a blogosfera, com o crescimento das redes sociais, já não é a mesma, e a própria direção do Avaí vem sofrendo com uma guerra de egos...
Vai virar postagem.
Abraço!
Botelho,
E para corroborar com teus argumentos, basta lembrar do JEC na época da Tigre e o Criciúma quando tinha a Eliane...
Abraço!
Botelho,
Já mencionei várias vezes: o Nilton Machado, principalmente, precisa mudar sua postura diante da FCF e da mídia especializada...
Abraço!
Aguiar,
Não tenho dúvidas de que se fossemos absorver o discurso de alguns, estaríamos da Série J pra baixo...
Tem muita gente que emprenha pelo ouvido!
RC,
Vou pagar uma Original pra ti e o Aguiar...
Aguiar,
Vou pagar uma Original pra ti e o RC...
Aguiar,
Toda essa polêmica, bem como o texto do Botelho, nasceu em daquele copiei-colei que fiz ontem, com um texto do RC e um comentário do Ney L.Félix.
Porém, se visitares o texto CHAPECOENBSE PODE SERVIR DE EXEMPLO?, do Roberto Costa, vais notar que minha resposta ao Félix segue com uma boa risada...
Os 3 titulares da Chape passaram por aqui, talvez até fossem titulares no Leão, mas daí a tirar como "modelo", é um pouco demais...
Outro detalhe: por "N" vezes, o presidente da Chape disse que o Avaí era um exemplo para eles. Simples assim.
Creio que ambos os textos, do Botelho e do RC, que vou publicar, podem ser muito bem aproveitados...
Carlos Avaiano
Quando usam o Avaí como exemplo, referem-se principalmente aos acessos legais e os dois com ( TITULO ).
Carlos Avaiano,
Sem dúvida...
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