terça-feira, 8 de setembro de 2015

Bom dia, Azurras - nº 1.942

A ENTREVISTA DE GILSON KLEINA

Ontem fiz a reprodução da entrevista do técnico do Avaí, Gilson Kleina, após a derrota para o Coritiba no último domingo, publicada no site GloboEsporte. Não se podia pedir nenhuma novidade vinda dele naquela situação, mas confesso que fiquei surpreso por ele ter assistido ao mesmo jogo que eu...

Além disso, esfazendo o que coloquei na Bom dia, Azurras de ontem, todos no Sul da Ilha tinham plena ciência de que a vitória contra o Coxa deixaria o Leão num patamar bem diferente. 


Por partes, vamos tentar entender melhor o que disse o treinador avaiano...




QUEM NÃO FAZ, LEVA
"Perdemos uma oportunidade de ouro para sair dessa situação. A gente estava conversando e eu vi os números, tivemos muitas finalizações, mas não foi suficiente. O Coritiba jogava por uma bola e quando a gente não fez, levou, o futebol tem dessas máximas, quem não faz, leva. O atacante ficou brigando sozinho e fez um gol, mexe com a gente, a rodada era favorável. A gente teve força, a equipe criou as jogadas, mas as coisas não evoluíram."

É uma verdade. Afinal de contas, como coloquei na Bom dia, Azurras de ontem, se o Avaí saísse para o intervalo com uma vantagem mínima, que fosse, o resultado não teria sido injusto porque tivemos algumas chances com Rômulo, Camacho, Léo Gamalho...

Não fizemos e fomos castigados com o gol paranaense, na tal jogada por uma bola. Ao que parece, uma bola é o suficiente para desmontar o Avaí...




SUBSTITUIÇÕES E ESCALAÇÃO
"Em casa a gente fez a mesma formação contra o Inter. Trabalhamos dessa forma e a equipe não conseguiu fazer o gol. A derrota passou pelas finalizações e pensamos em melhorar. Mas assumo a derrota, as coisas não aconteceram como a gente queria.  E tentamos, abrimos mais, buscamos entrar no jogo. As circunstâncias não foram favoráveis."


Creio que a escalação do Avaí, com Eduardo Neto e Tinga no meio, para suprir a ausência de Adriano, não foi o maior problema da equipe. Afinal de contas, até por uma questão de coerência, não há como criticar uma equipe que vinha fazendo um bom jogo até levar o gol.

No entanto, em relação às substituições, creio que Kleina confiou naquele fato de ter feito gols contra o Inter quando substituiu Marquinhos. As coisas não aconteceram como ele queria e pioraram ao encher o time de atacantes sem ter quem colocasse as bolas para eles...




FORÇA PSICOLÓGICA
"A gente chegou fortalecido. Tínhamos feito uma projeção de pontos, sobre os confrontos, os jogos que temos em casa e esse era decisivo. A vitória aconteceu para o Coritiba e eles saíram da zona de rebaixamento. Mas tem que reagir, pegar força. Você pega o vice-líder e depois tem o Goiás. Não adianta nada ter os jogos de seis pontos e não conseguir o resultado."

Ao que parece, o time avaiano não tem aquela força psicológica necessária para encarar um revés e muito menos para buscar uma posição mais confortável na tabela de classificação. A partida de domingo era vital para mudar o panorama, mas, o que vimos, foi uma equipe disputando apenas mais um jogo dentro do Campeonato Brasileiro da Série A.

Era uma decisão! E o comportamento em campo não foi o que se viu, de uma time querendo ganhar.




INSEGURANÇA NO CARGO
"Tem que perguntar para o presidente. Agora no momento difícil eu não vou dividir as responsabilidades. Eu assumo, vou blindar os jogadores e não fico me sustentando no cargo. Mas futebol é resultado, não sei o que passa. Sei que eles me falaram de ter início, meio e fim. Não sou eu que decido e colocamos na balança, tentar detectar o que está acontecendo, tentamos corrigir e assim as coisas acontecem. Onde a gente passou, tivemos uma postura vitoriosa. A somatória do sucesso e dos resultados ruins passam por vários fatores."

Futebol é resultado, Kleina sabe muito em disso. A equipe, como colocou o amigo Roberto Costa, MAIS DO MESMO, clique e confira, tivemos os mesmos erros, os mesmos setores falhos e seguidamente apontados. Tivemos também as mesmas virtudes, é verdade, mas elas não em sido suficiente para nos garantir uma vitória.

Diante desse quadro, até pela semana tensa que vai ter o Avaí, outro revés em Belo Horizonte contra o Atlético Mineiro poderá ser considerado, mas outro tropeço contra o Goiás não sustentará Kleina no cargo, e ele sabe disso...




PRESSÃO NO FUTEBOL
"A nossa pontuação no primeiro turno foi equilibrado, mas pela terceira vez estamos no rebaixamento. E essa oscilação aumenta a pressão, futebol é pressão. E é assim que tem que funcionar, o torcedor cobra, a imprensa, a diretoria, mas estamos aqui para trabalhar e pensar o que pode fazer de diferente. Precisamos estancar nosso saldo fora de casa também, que ficou muito negativo."

Sim, Kleina tem razão. No primeiro turno, nas quatro primeiras rodadas, o Avaí fez 7 pontos, com empate contra o Santos e vitórias contra Flamengo e Coritiba. No segundo turno, apenas 3 pontos em 12 disputados...

Com esse quadro, é natural que a pressão aumente e Kleina esteja muito preocupado com o desempenho da equipe...




CHANCE DE REFORÇOS
"Quando a gente fala em reforços, tem que pensar também na condição do Avaí. Faltam 10 dias, detectamos algumas situações, mas esbarra na parte financeira. Você tem o jogador, mas ele não quer sair de onde está ou quer algo maior financeiramente e não podemos fazer loucuras. A gente conversa com a diretoria para ver o que fazer pensando em Série A."

É visível que o Avaí precisa de reforços, pontuais, é verdade, mas precisa...

Se o Avaí não tem essa condição financeira de arcar com um gasto maior nesse momento, estaremos marcados para o fracasso, para a Série B, e o que é pior, com um orçamento infinitamente inferior ao deste ano...

As inscrições encerram no próximo dia 15, e se até lá não tivermos surpresas nesse sentido, o Leão poderá pagar um preço ainda mais caro...

(Para conferir a entrevista  de Gilson Kleina no GE, clique AQUI. Foto: Jamira Furlani / Avaí FC)





O QUE PENSAM OS TORCEDORES AVAIANOS


"André, a situação ficou muito complicada, para dizer o mínimo. Perdemos para um adversário direto, que está em franca recuperação e melhorando. Nosso time, do contrário, só não está pior do que o Vasco (que já caiu!). 
Acho que a forma de jogo foi, de novo, equivocada, com pouca marcação no meio campo. Não dá para entrar em campo com 10 jogadores! Marquinhos dispensa comentários, mas está claramente sem condições de sair jogando, ainda mais nessa fase do campeonato, com todo mundo "nos cascos"... 
Outros contrataram titulares nas últimas rodadas, e em posições-chave... 
Nós não temos opções para zaga e função de volante. Isso está fazendo falta agora! Aliás, o time já entrou derrotado em campo: - todo mundo de cabeça baixa! Está faltando vibração e comando, na minha opinião.
Abraço,
Helton"



"No geral, sabemos que alguns ali não poderiam jogar e outros nem no elenco estar. Mas, independente disso, fica a pergunta: o técnico realmente tem convicção no que está fazendo ou já está completamente perdido?
Roberto Wendhausen"


"O problema é que quem esta na Z-4 faz de cada jogo um decisão. E realmente é. O JEC e Coritiba são um exemplo disso. Infelizmente no Avaí entram em campo tão somente para cumprir tabela. Para mim mais uma vez estão querendo derrubar o técnico e fuder o Avaí. Cantei a bola com Luxa no Cruzeiro, caiu e o time esmagou do Figueira. Nossa zaga é uma piada de mau gosto. Tomar gols fáceis como daquele desconhecido do Flamengo e desse desconhecido do Coritiba é pacabá.
Sérgio Nativo"



"Fica preocupante a situação onde temos pela frente nos próximos 9 pontos a serem disputados, uma perspectiva de conseguir apenas 3.
Ficar com aquela sensação de faltam tantos jogos e matematicamente ainda podemos acreditar é de matar.
Se algo deve ser feito que possa ser agora.
Com este elenco, não sei se somente a troca de treinador e talvez conseguir alguns falsos resultados. 
Qualificar o elenco urgentemente seria bem melhor.
Qualificar... Não receber atleta encostado.

Marcelo"







Saudações AvAiAnAs!

7 Comentários:

Roberto disse...

ANDRÉ, PARECE-ME QUE NÃO DEVERIA FICAR SEM UMA INVESTIGAÇÃO ESSA INFORMAÇÃO DE QUE HÁ CONFLITOS DENTRO DO PLANTEL. SE HÁ PROBLEMA TEM DE SER RESOLVIDO.
ACHO TAMBÉM QUE MESMO QUE NÃO HAJA TAL PROBLEMA, UMA CONVERSA TETE-A-TETE DO PRESIDENTE COM OS JOGADORES PODE TRAZER ALGUM RESULTADO, ELEVAR O MORAL DOS CARAS.
ACHO AINDA, QUE UMA MEIA HORINHA DESTINADA PARA ISSO NÃO HÁ DE ATRAPALHAR OS PARTICULARES DO PRESIDENTE. RC

Anônimo disse...

Olha, fizemos 30 minutos melhor que o Flamengo, não matamos e perdemos feio. Fizemos o primeiro tempo melhor que o Coxa e ate levar o gol éramos melhores perdendo chances.

NÃO VEJO O TREINADOR COMO CULPADO.

Quero ver algum técnico no Brasil se manter na série A, com "micraques" como Romário, Pablo, Eduardo Neto, Antonio Carlos (não dão um sarrafo, não dividem uma com pé de ferro, não metem medo em ninguém) tomando olé do adversário sem encostar neles.

E na hora de fazer o gol tem de ter mais tesão pra botar pra dentro, foram varias oportunidades, mas quantas defesas efetivas fizeram os goleiros adversários? Ou seja, marcamos mal e fuzilamos pouco. Aí junta 10 técnicos que não da jeito.

A Direção (tardiamente) está procurando reforços, se o problema fosse o técnico isto não seria necessário.

Elenco fraco, é fácil os dirigentes tirar da reta e trocar o técnico (modus by Brazil).

Mais dois resultados ruins já virá a receita do corvo do sapato branco (gilmar dal pozzo para preparar uma base para a serie B do ano que vem)....

Ruim!

Otávio

Unknown disse...

Com um ônibus "cheinho" de atacantes e outro de volantes, para o Leão fazer gol nesse brasileiro de futebol é sempre um parto (e dos mais complicados), mas é menos pior, um pontinho aqui outro ali e quiçá uma vitoriazinha também aqui ou acolá, daria prá levar esta série A aos trancos e barrancos, mas uma defesa formada por pseudos goleiros e outros tantos pseudo zagueiros, somados muitas vezes à ineficiência lá na frente, aí a coisa fica cada vez mais difícil, aliás é o que se constata a cada rodada.
Hoje se o adversário vier cauteloso para jogar contra o Leão, com toda certeza terá grandes chances de sair vitorioso, principalmente na Ressacada, aonde a pressão em cima dos jogadores avaianos acaba sendo maior.

Quem sabe jogar com mais cautela, explorando contra-ataques???...
Com o que viemos apresentando, não sei se conseguiremos vencer nem o Vasco, que é o lanterna assumido. Talvez preparando emboscadas, ficar de campana, na tocaia, esperando o momento mais propício para o contra-ataque e não se jogar desabaladamente, esquecendo que a defesa está desguarnecida.

Vi no blog do Gerson, uma foto, onde os jogadores entram em campo cabisbaixos, numa aparente conformação com a situação atual, ou não acreditando que possam reverter (é o que a imagem passa).

O momento é crucial, ou o time mostra que tem vergonha na cara, ou deu prá nossa bolinha.

Anônimo disse...

Não adianta André.
Kleina é bom treinador, é coerente...enxerga as coisas. Mas só isso não resolve.
A verdade é que esse elenco é fraco para uma série A. Ninguém tira leite de pedra.
Simples assim.
E outra, também é psicologicamente muito instável.
Time toma um gol e não tem força e confiança para reagir. Desaba em campo.
Essa é a realidade.
Acharam que, com um time nível série B que foi montado, daria para fazer bonito na Série A. Para né??
Até fizemos alguns bons jogos, mas elenco não tem qualidade técnica para fazer um campeonato seguro.
Se não contratar mais um zagueiro, um volante e talvez mais uma lateral esquerdo...já era...goleiro, nem falo mais nada...porque acham que temos os melhores do mundo...
Nessa semana tem Atlético Mineiro, o negócio é torcer pra perder de pouco...é jogar fechado...inflar o meio campo e colocar velocidade na frente...
Abraços.
Eduardo

André Tarnowsky Filho disse...

RC,

Do jeito que o Nilton anda vaidoso, sei não...

Existem problemas, sim, e a declaração do ACarlos após a partida contra o Coxa mostrou isso.

Maios experiente, o Emerson falou em união...

André Tarnowsky Filho disse...

Otávio,

Perder hoje em BH não é nada, mas se Kleina perder para o Goiás, ele e o Avaí, nós por tabela, estaremos fritos...

André Tarnowsky Filho disse...

Eduardo,

Nem vou te contestar...

Virou postagem!

Abraço!

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