quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O DEUS EMPRESÁRIO, by Roberto Costa

Fui um dos defensores da dispensa de Gilson Kleina e da sua substituição pelo professor Cabral. Kleina, apesar do nome nacional, vinha se esforçando por compor um novo samba do crioulo doido, com base no futebol do Avaí. Cabral traz registros interessantes em seu histórico à frente da equipe, inclusive vitória sobre o rival, e imaginava eu tratar-se de alguém sem compromissos com empresário. E todos sabíamos que qualquer um, com a mente centrada, que assumisse, não faria pior que Gilson Kleina.

Tomei um banho antes de partir para a Ressacada, não que fosse estritamente necessário, mas foi como uma providência destinada mais a tirar a inhaca do que vínhamos assistindo e uma maneira de homenagear e preparar-me para os novos tempos, sob nova direção. Triste engano. Quase voltei do meio do caminho ao ouvir pelo rádio a escalação da equipe concebida pelo professor Cabral(?). Não estivesse ilhado no meio daquela maldita fila na altura do Carianos, acho que teria voltado.

Cabral estava contaminado da mesma doença do Kleina. Os jogadores que nos últimos jogos haviam mostrado competência, explosão e melhorado o potencial do time, conforme o torcedor esperava, casos de Adriano e Éverton Silva em especial, não estavam escalados, e Claudinei surgia, ressuscitado. Pelo rádio do carro, ouvi que dois comentaristas também mostravam-se surpresos com a escalação desse jogador. Um deles disse: "Esse cara não mostrou nada em todas as vezes em que entrou. A gente não quer acreditar que tem coisa estranha, mas parece que tem."

Em campo, pelo menos, o time mostrou disposição, viu-se que estavam os jogadores imbuídos de fazer o resultado e com isso conseguiram produzir um razoável primeiro tempo. No início do segundo tempo, Rudinei foi sacado, coisa que só se justifica se foi por cansaço, e parece que a partir daí o Joinville começou a gostar do jogo e o rendimento do Avaí desceu ao ridículo, a equipe não passava de um bando desconectado, sem nexo, as bolas arremessadas à frente, às cegas.

Mostrando uma equipe mais coesa, inclusive com mais mobilidade em campo, o JEC tomou conta das ações e seguiu assediando nossa defesa, com várias bolas passando rente aos paus de nossa trave e obrigando em duas ocasiões o goleiro Vagner a fazer duas defesas milagrosas.

O assédio fez que Cabral, enfim, e em desespero, quando já chamado de burro, apelasse ao bom senso, para fazer as substituições necessárias, corrigindo os erros do início. Pablo, Rômulo e principalmente Éverton Silva, autor do gol salvador, para mim titularíssimo nesse time, entraram para dar um novo ânimo, conquistando mais uma vitória com a marca Avaí, sob extrema dificuldade e ao apagar das luzes. Linda a explosão da galera.

Seguimos respirando, mas parece que a autonomia do professor Cabral é relativa. O deus empresário é hoje o principal beneficiário do futebol, o resto é resto.

Arbitragem complicadíssima. Conseguiu anular gol legal do Avaí, conseguiu dar vantagem em jogada de pênalti, e conseguiu não apitar um outro pênalti, a bola contra o braço do defensor, braço este aberto em relação ao corpo.

* Roberto Costa é associado do Avaí FC

14 Comentários:

herege disse...

Q triste ter q concordar com a história do deus empresário

Roberto disse...

Em Chapecó, nós Avaianos tivemos um gol legítimo anulado pelo árbitro Daronco, pontos que seriam importantes nessa hora de reta final. Ontem, apesar da vitória, fomos novamente prejudicados pela arbitragem e quase nos tiraram da parada.
Em Campinas, no lance polêmico não se utilizou o recurso da imagem de TV, como em outros jogos tem sido utilizado. Por que não? Afinal, a hora é de decisões importantes.
Dois esotéricos presidentes de Clubes garantiram categoricamente que seus times não cairiam. A partir da rodada de ontem, tudo indica que uma dessas "premonições" está praticamente consolidada.
Para Faraco o pênalti inexistente favorecendo o time dele ontem compensou outro pênalti não apitado.
Quem vai compensar os dois pontos que nos tirou o Daronco, e que poderão significar a nossa queda? Daronco está pontificando em jogos decisivos na parte de baixo da tabela. -RC

Anônimo disse...

LEDO ENGANO, CONSPIRADOR RC, NÃO SÃO PREMONIÇÕES NÃO, PELO MENOS POR PARTE DE UM DOS CITADOS EM SUAS ALUSÕES, É COMPETÊNCIA MESMO. MENOS RANCOR, MEU SENHOR.

Anônimo disse...

KKKK...pênalti a favor do time das letras foi uma piada.

Pois é que seu Roberto Alves nem ficou vermelho em afirmar que foi penal. Cronista Sem vergonha!

ManoelNilson disse...

O senhor RC pensou em voltar pra casa ao ter conhecimento da escalacāo do Claudinei. A minha irritação foi tanta que eu nem sai de casa quando fiquei sabendo que citado atleta estava escalado para a partida contra o JEC.Cabral que era unanimidade, decepcionou a torcida com esta opção. Mas com a vitória, as críticas que seriam sereras foram suavizadas. Contra o FLU, espera se que o sr. Cabral escale os melhores e não venha com Claudinei que a torcida conhece muito bem e quer distância.

Roberto disse...

SECADOR,
Conspirador é o Roberto Alves, que sendo homem não de mídia, mas da mídia, desprestigia até as imagens televisivas, briga com elas e com isso consegue te emprenhar pelo ouvido.
Pelo rádio se percebeu a saia justa com que Paulo Branchi e Roberto Alves noticiaram o pênalti.
Competência sim, concordo, a mesma, a antiga, a tradicional, que levou o teu time a dois títulos estaduais vergonhosos nos últimos dois anos em SC. Sabemos todos, e vocês também. - RC

Roberto disse...

ANDRÉ,
IMPRESSIONANTE A SORTE, DIGO, COMPETÊNCIA, DESSE PESSOAL DO ESTREITO, HEIN?
PÔÕÔ... UM ERRO DE ARBITRAGEM ACONTECEU EXATAMENTE QUANDO ELES MAIS PRECISAVAM, NO JOGO CHAVE E MAIS ESTRATÉGICO DESSA RETA FINAL. rsrsrsrsrs. -RC

André Tarnowsky Filho disse...

Amigo dr. Rodrigo,

O Sul da Ilha, infelizmente, está contaminado...

André Tarnowsky Filho disse...

RC,

Assino contigo. Aquele lance marcado dentro da área do Avaí, no final do jogo contra o JEC, é uma demonstração de quanto querem mexer nos resultados...

Quanto ao Faraco, o cagão ainda tem medo do Red Label...

André Tarnowsky Filho disse...

Anônimo,

Se quiseres, posso te contar como funciona a competência à bordo do Blue Label, pelas águas da nossa Costa Esmeralda...

Não conheces o Blue Label? Tanso!

André Tarnowsky Filho disse...

Anônimo 2,

Essa raposa felpuda, grande maricão, consegue contrariar as imagens sem ficar enrubescido...

É um safado vendido!

André Tarnowsky Filho disse...

Manoel Nilson,

É, Cabral frustrou uma massa que foi apoiá-lo...
Menos mal que vencemos a partida e somamos mais três pontos...

Nossa Senhora da Ressacada ainda vai ter muito trabalho!

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