quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A Ressacada não é para fracos, by Alexandre C. Aguiar

Conta-se, nos arredores da Ressacada, que o Presidente Nilton Machado está pior que dente cariado, pronto pra cair da boca. As matildes e onofres falam pelos cotovelos que ele sai, seja por licença ou renúncia mesmo, mas ele diz, com toda a certeza, que talvez não, o que dá a exata noção de que ninguém tem a menor ideia do que está por acontecer.

Aliás, abrindo um parênteses, como tem X-9, X-10 e X-saladas na Ressacada. Chega a ser patética a profusão de “fontes fidedignas” largando informações aqui e ali e pegadas por pombos correios ligeiros e ávidos por serem os donos da razão. Se já foi dito uma vez que informação é poder, tem gente levando isso a sério mesmo e loucos pra mandar em alguma coisa dentro do Avaí. Quanta tolice! Fecha parênteses.

Sobre esta possível ou almejada saída do presidente do Avaí do cargo, convenhamos, ele nunca esteve lá. Se sentou na cadeira nunca a aqueceu. E se assinou algum documento como presidente, sequer deve ter cobrado suas consequências ou buscado os indicadores para uma melhor gestão. Admiro, por conhecer-lhe a biografia, a carreira do advogado Nilton Machado, mas como dirigente de futebol ele tem se mostrado completamente incapaz para o cargo.

Se sair, fará um favor a ele mesmo. Vamos ter que concordar, ele não precisa disso.

Portanto, também não lamento quem vai entrar, se é melhor ou pior. O problema não são os nomes que venham a assumir a cadeira da presidência do maior de Santa Catarina.

O problema na Ressacada são as diversas facções políticas que atiram para todo lado, dia após dia. Faixa de Gaza é jardim de infância perto do que vemos acontecer em nossa estimado reduto. É uma brincadeira de mau gosto a quantidade de pessoas remando cada qual para o seu lado, achando que a sua razão é maior que a do seu oponente. Uma bobagem em cima da outra. E dito, para nossa consternação, por marmanjos barbados e madames cheirando a alfazema.

As vaidades de cada um querendo ser maiores que a história do clube.

De uma vez por todas, essa novela de oposição versus situação tem que acabar. Está chato. Todos devem se sentar a uma mesa e expor suas necessidades e desejos para o futuro do Avaí. Largar os vícios e exacerbar suas virtudes, que cada um tem. Devem discutir os caminhos para o Avaí como adultos e não como moleques birrentos que demonstram ser. E, para piorar, surge por aí uma tal de terceira via, para esculhambar mais ainda as pretensões de um Avaí moderno e estruturado que nós, torcedores, queremos.

Honestamente, na atual conjuntura, e com as disposições que nos apresentam, vejo tempestades e nuvens negras nos céus da Ressacada, e que não vêm do El Niño. Enquanto as ruminações de alcova e rancores pueris não forem terminados, nosso horizonte se verticalizará e para baixo, muito abaixo de nossas perspectivas. Quem viver, verá!

* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC e proprietário do blog Força Azurra

5 Comentários:

Anônimo disse...

Carlos Avaiano
Xará, na vida podemos tomar como exemplo, vários proverbios e ditados que podem muito bem nos ajudar a governar nossos dias.
Ex: a união faz a força, unidos jamais seremos vencidos.
Uma corrente não é composta de um único elo, mas de vários, que unidos uns aos outros, a tornam grande e resistente.
Já comentei sobre essa divisão BURRA que só derruba e atrasa.
Todos querendo morrer com a razão.

Valdori Wolff disse...

Aguiar, mais uma vez parabéns pelo seu ótimo comentário. Mas vamos combinar que o AVAÍ F.C. está igual uma escola de samba, cheia de alas, creio que até uma escola de samba é mais organizada que o nosso clube. Não quero ser hipócrita, mas como eu tenho saudade da gestão do Dr. Zunino, o AVAÍ F.C. estava sempre por cima, organizado e o nosso gramado era o melhor do Brasil.
Saudações Azurras

Valdori

Roberto disse...

Falou bem o Aguiar, é por aí. Perfeito quando diz que o Nilton sentou-se na cadeira e nunca esteve lá.
Não nasceu para a coisa, a sua praia é jurídica e precisa enxergar, conscientizar-se desse detalhe e desocupar o posto.

O que faz o Aguiar é um repto em favor da união, em favor da salvação da entidade, mas entendo que a saída do Nilton é imprescindível nesse processo.

A hora é de um só enfoque, o Avaí. Divididos nunca seremos fortes, importante que cada qual se desarme, deponha suas vaidades e que todos colaborem na medida de suas possibilidades, porque o Leão precisa com urgência se erguer. - RC .

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Lembro aos colegas que o guarani, de campinas, enveredou por esse mesmo caminho e dificilmente volta. O Palmeiras também passou por isso recentemente, mas as forças internas do clube se reuniram e deram um basta, para o bem da instituição.
Onde há vaidades permeia a insensatez e a desordem. Estamos no caminho certo pra isso.

Luís disse...

Valdori, toda essa esculhambação começou na era Zunino. O que se vê hoje é fruto do "legado inestimável" herdado do Zunino aliado a absoluta incompetência administrativa do Nilton.

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