VÃO ACABAR COM O AVAÍ, by Roberto Costa
Um dia retornei à Floripa, depois de três anos fora. Meu irmão Paulo, que faleceu, me disse: Domingo vamos ao Campo da Liga. Vais ver jogar o Zenon. E falou-me das qualidades daquele craque.
Chegado o domingo, sentado naquela histórica geral de cimento áspero, vi entrar o time do Avaí, com a camisa tradicional, de listas verticais, azuis e brancas. Meu irmão falou, "o Zenon é aquele magrinho, camisa dez."
Sinceramente, eu não vi um atleta. Raquitismo foi a primeira palavra que me ocorreu, aquele não poderia ser um craque, e achei que ele não tinha como aguentar trancos dos zagueiros adversários. Biotônico Fontoura; Óleo de Fígado de Bacalhau, com seu vidro opaco e o pescador com o bacalhau pendurado às costas; Complexo Vitamínico; pensei nesses medicamentos, que eu entendia fossem capazes de fortalecer e auxiliar o rapaz na profissão em que se iniciava.
Passados os primeiros 45 minutos eu já havia percebido que Zenon não precisava aguentar tranco, porque não precisava do corpo, não precisava de grande massa muscular, passeava, flutuava lépido entre adversários. Era mestre em aplicar chapéus; inteligente no drible; perfeito nos lançamentos; e hábil cobrador de faltas. Saí do Pasto do Bode maravilhado.
Acompanhei toda sua carreira no Avaí, os títulos que conquistou, e lembro do seu derradeiro jogo pelo Leão, antes de apresentar-se ao Guarani de Campinas, que lhe comprara o passe. Se não me falha a memória foi exatamente contra o Hercílio Luz, da sua Tubarão, e vencemos de 4 a 1. Zenon despediu-se com gala, mandou no jogo, fez um gol e as assistências dos outros três. Ao fim da partida, sentiu-se mal e soube-se no dia seguinte que jogara os noventa minutos com hepatite. Hoje, uma gripe comum deixa fora de atividade qualquer jogador, e ninguém tinha a mínima idéia do que fosse o fator K.
André, eu tinha que falar de alguma coisa muito boa, pra superar a melancolia do jogo de ontem, fui buscar no passado. Recuso-me de falar sobre o mais obsceno e pobre futebol que já vi esse time praticar.
Não há um minuto a perder, o Silas sozinho não vai mudar as coisas. Se as pessoas que podem alterar a situação não se unirem, não se revoltarem, não se mexerem, esses burocratas, esses incompetentes, vão acabar com o Avaí.






Carlos Avaiano
Roberto, perfeito também tive o privilégio de ver um caráter, um craque chamado ZENON, e quanto aos dirigentes, já estão acabando com o nosso e do ZENON, Avaí fc.
Isso me fez lembrar de uma frase de Paulo Prisco Paraíso.
A Capital não tem condições de ter dois times' com esta frase me veio a cabeça sera que a RBS e os envolvidos no Avaí estão querendo isso? Que duvida é louco. Roberto só uma pergunta porque estes caras que se dizem jogadores, usam aquele esparadrapo no pulso.é para aparecer na TV é?
Pois o cara consegui fazer uma postagem sem falar mal do Figueirense.....viva...está caindo a ficha.....viva......
ANÔNIMO, FALANDO DE ZENON IMPLICITAMENTE O TEU TIME ESTÁ INCLUÍDO, É SÓ REMEMORAR AS DORES DE CABEÇA QUE ELE TE PROPICIOU. - RC
MIRO, O ESPARADRAPO NO PULSO DEVE SER PARTE DO EXCESSO DE MÁSCARA. - RC
Imagina a camisa 10 do Avaí Zenon, Adilson Heleno, Marquinhos e agora o super craque Diego Jardel,desanimador.
Perfeito texto!
Não me lembro de sete derrotas seguidas... de um time de frouxos como esse... de falta de vergonha na cara e tamanha incompetência dos dirigentes... E o João Salum é que era amador!
Cada vez fica mais claro que Avaí é paixão, não pra ser "Amado".
Roberto Wendhausen
Os anônimos, apaixonados pelo fiGAYrenC, levaram 14 rodadas para superar este time de juniores do AvAi, e começaram a soltar foguetes, não é de admirar !!
O maior jogador que vi jogar em um clube de futebol em Santa Catarina. Perfeito dentro e fora do campo. Nem os medalhões que por aqui passaram chegaram aos seus pés
Carlos avaiano
Antes da era ( Zunino) que Deus o tenha na sua Glória, o AVAÍ FC, foi e era o mais vezes campeão do estado, o campeão do século, mais vitórias em clássicos, pagava em dia seus funcionários, atletas e fornecedores.
E ainda cantávamos aquela música que dizia assim:
NÃO É MOLE NÃO, NA RESSACADA NINGUÉM GANHA DO LEÃO.
Hoje cantamos: queremos raça, queremos competencia, queremos respeito, queremos vitórias, queremos nosso Avaí de volta. Esse é paraguaio e vaidoso.
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