O LEÃO QUE QUEREMOS, by Roberto Costa
Que palavras usar para compor um comentário sobre a vitória de ontem sobre a Chape? Raça? Combatividade? Garra? Determinação? Estratégia? Todas cabem.
O Avaí foi um time determinado, que entrou quente em campo, para aceitar um único resultado, a vitória. Estranhamente a Chape procurou esfriar o jogo desde seu início. Talvez apostasse num gol salvador no segundo tempo. Então o que se viu foi um Leão muito ativo, incansável, ocupando todos os espaços do gramado, pressionando desde a defesa adversária. Enfim, o Leão que queremos.
O Avaí teve uma atuação perfeita, todos os setores cumprindo suas funções com acerto, cada jogador dando o máximo de si, o ataque voltando em auxílio à defesa, os laterais subindo para municiar o ataque. É claro que alguns sobressaíram, mas seria totalmente injusto nesse jogo destacar algum nome entre os que em campo combateram.
Sob pressão, a Chape não conseguiu articular suas melhores jogadas, muitas das quais aplicadas com sucesso sobre algumas das grandes equipes do Campeonato. Com isso começaram seus jogadores a perder a calma, a pressionar o árbitro com seguidas reclamações. Inclusive reivindicando um pênalti não configurado, em bola que tocou o braço de Júnior Dutra, devidamente grudado ao corpo. Em outro lance, a bola também tocou o braço de um defensor da Chape dentro da área, até separado do corpo, e o jogo seguiu.
O nome do jogo não esteve dentro das quatro linhas, o nome do jogo foi Claudinei, que soube amarrar o time do Oeste sem com isso abdicar do ataque. Claudinei, que, segundo Betão, ouviu os seus comandados, aceitando sugestões e colocando-as em prática, sinal de que o relacionamento no vestiário é dos melhores. O Avaí é o líder do segundo turno, com sete pontos conquistados em nove disputados.
Não foi um jogo fácil de controlar, o árbitro teve dificuldades. Pecou ao não expulsar jogador da Chape, já amarelado, que matou contra-ataque com pontapé sobre Capa. O treinador Eutrópio conseguiu chamar muita atenção sobre si em um lance de lateral, onde o jogador ao lançar a bola com as mãos ergueu seu pé direito do chão, irregularidade que as câmeras comprovaram. Como o árbitro não viu, o auxiliar apontou a irregularidade, como era seu dever.
O programa Troca de Passes, da Globo, devia ter um pouco mais de consideração com os torcedores dos times ditos menores. Comentam os jogos dos times grandes descendo a nauseantes detalhes, mas são frios e apressados quando abordam os jogos dos times menores. Ontem, próximo do encerramento do programa, simplesmente mostraram imagens do gol do Avaí e o ataque de nervos do Eutrópio, à beira do gramado. Senhores jornalistas, um pouco mais de consideração a quem lhes dá audiência.
* Roberto Costa é associado do Avaí FC






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