domingo, 8 de outubro de 2017

BARBIES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS, by RC

O time do Estreito e seus torcedores enfrentam uma situação deveras preocupante. Baixar de nível no Campeonato Brasileiro é sempre uma experiência desagradável, mas cair para a série B não é coisa tão fragorosa, pois trata-se de um certame ainda bem estruturado. Agora, descer à série C significa padecer de um encolhimento significativo em todos os aspectos: financeiro, de imagem e de aumento de dificuldades de toda ordem.

Assisti ontem ao jogo barbies contra o Luverdense. Esse time do Mato Grosso, diga-se de passagem, é tinhoso e "encardido", como se diz pelas mesas dos bares, e costuma complicar.

Os barbies vêm mostrando fragilidade nos jogos e ontem não foi diferente. Há carência de qualidade no plantel e a isso parece que vem se somando certas dificuldades de parte do seu treinador. O jogo de ontem mostrou que Milton Cruz não conseguiu ainda dar uma dinâmica de conjunto ao time. Defesa, meio e ataque falam idiomas distintos.

Sem contar com profissionais de alto nível técnico, o Luverdense fez a diferença exatamente em cima de melhor entendimento de seus jogadores. Bem distribuídos em campo, envolviam o time do Estreito com triangulações e principalmente com investidas pela direita, por onde nasceram as jogadas dos três gols do jogo e da vitória do Luverdense, o primeiro numa cobrança de escanteio.

Faltam dez jogos para encerrar-se o Campeonato da Série B. Os adversários do time do Estreito, nesses dez jogos, não ensejam muitos prognósticos de sucesso alvinegro. As incertezas são muitas, tudo poderá acontecer. Serão dez rodadas em que os torcedores barbies estarão à beira de um ataque de nervos.

O segundo gol do Luverdense foi de autoria de Rafael Ratão. Recebeu dentro da área um cruzamento da direita, cortou com um toque sutil o seu marcador e bateu no canto direito do goleiro, que nada conseguiu fazer.  Gol de bela feitura. Não se trata de um craque, mas de um jogador interessante, que jogou ano passado o Campeonato Catarinense pelo Tubarão e jogou bem. Até sugeri a sua contratação ao Avaí, para compor grupo.

* Roberto Costa é associado do Avaí FC

4 Comentários:

Tiago Soares disse...

Não dei aquela secadinha (e assim como todo mundo, parece que quando não assisto eles, eles perdem)mas fica a pergunta, se não fosse tanto favorecimento do apito pra eles em que posição estariam ? Esse time de um dono, acho que se salva, mas vai perigar e depender do apito amigo até o final.

André Tarnowsky Filho disse...

Tiago Soares,

Sem dúvida, se não fosse o pênalti contra o Paraná, estariam atrás do Santa Cruz, e se não fosse o pênalti contra o Barroso, teriam caído no Catarinense...

Nelson disse...

Sequei, vou secar e morrer secando. Meu sábado terminou muito feliz!

André Tarnowsky Filho disse...

Nelsinho,

Estava em Bombinhas e não tive esse privilégio...
hehehehehe

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