QUE VENHA O MÉXICO, by Roberto Costa
O time do Brasil começa a tomar forma, a crescer durante a disputa. A Sérvia, como já se sabia, não é um time fraco e começou o jogo exercendo pressão sobre nossa defesa, chegando a assustar, mas os comandados de Tite souberam manter a necessária calma.
O futebol da equipe Sérvia alia estatura e vigor físico a um bom nível técnico, e andou complicando nossa defesa, além de beliscar tornozelos e peitos de pés, o que preocupou o Tite. Consideradas as potencialidades das duas equipes e o equilíbrio de forças, sair à frente com um gol seria de capital importância.
E o Brasil, em jogada bem tramada, coisa de treinamento, teve o privilégio de abrir o marcador a 36 minutos de jogo. Felipe Coutinho, um dos destaques da equipe, dominou a bola no meio campo, enquanto William, postado à frente da grande área da Sérvia deslocava-se para a esquerda, abrindo passagem e levando um marcador consigo. Ato contínuo, Paulinho sai em velocidade em direção à área, deslocando-se pelo espaço aberto por William. O lançamento de Felipe Coutinho é perfeito e Paulinho num único e leve toque encobre o goleiro, fazendo a bola entrar mansamente no gol da Sérvia.
Os Sérvios não desanimaram e no segundo tempo seguiram perseguindo seu sonho de vencer o Brasil e seguir em frente. Mostraram mesmo um aumento no seu volume de jogo, mas a 68 minutos, na cobrança de um escanteio pela esquerda, em jogada ensaiada, Neymar habilitou Thiago Silva no primeiro pau, que de cabeça mandou inapelavelmente a bola para o fundo das redes, classificando o Brasil para as oitavas de final e desclassificando a Sérvia. Que venha o México.
* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Getty Images







Equilibrio de forças? kkkkkkkk
Claro que havia equilíbrio, não a tua concepção ingênua de equilíbrio, 50% pra cada lado, isso não existe em futebol, mas até nossa imprensa via o jogo com muito respeito pelo adversário e os jornalistas têm informações precisas sobre os times, seus desempenhos, etc.
Se a Sérvia fizesse um gol antes do Brasil, o que quase aconteceu, a coisa complicaria, nossa Seleção teria de se abrir e eles teriam condições de jogar de contra-ataque, de não se expor e resistir.
E nos primeiros 15 minutos de jogo tiveram chances de fazer, assim como na metade do segundo tempo, quando Thiago Silva salvou, já com o Álisson batido.
Também gosto de rir, Cara; faz bem pro coração. - RC
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