quarta-feira, 8 de agosto de 2018

UMA NOITE ESPECIAL, by Roberto Costa

Não foi uma vitória como tantas outras, a de ontem contra o Vila Nova de Goiás, pois rendeu mais que os três pontos. Além da ascensão na tabela, ao resultado matemático somou-se um Renascimento, o de Marquinhos Santos.

Na conjetura coletiva Marquinhos já pouco contava, "jogador pra quinze minutos". Precisou indignar-se, a seu modo protestar, expressar seus brios, porque queria jogar, não se dar por acabado. Pouco se importou com a onda de críticas que recebeu, manteve o moral elevado e ontem conseguiu mostrar da melhor forma possível, dentro de campo, que continua vivo, e que era justa a sua revolta por ficar no banco. 

Guga foi bem, mas Marquinhos foi o melhor em campo nos oitenta minutos em que participou do jogo, e quem sabe virá a brindar-nos com muitas atuações como a de ontem. A presença dele, Marquinhos Santos, em campo, contagia os companheiros e com isso faz o time crescer.

De maneira geral todo o time jogou bem, salvo o bom jogador Renato, que pareceu desinteressado. Em dois momentos quase acreditei que estava de sacanagem, recuou bolas displicentemente, quando tinha companheiros bem posicionados, esperando o passe para levar perigo à meta adversária.

De parabéns o diplomático Geninho, que soube mudar o esquema de jogo e dar chance ao Galego de jogar enquanto o corpo aguentasse. Foi uma noite especial.

* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Jamira Furlani/Avaí FC

7 Comentários:

GEISON SILVA disse...

Com todo respeito ao texto do amigo, me permita discordar de sua opinião. Marquinhos, na minha visão, não foi nem de longe o melhor jogador em campo.
Fata-lhe fôlego e pernas para atuar no mesmo nível físico e competitivo dos outros jogadores.
Há de se montar um esquema que o favoreça ficar estático em campo apenas fazendo distribuição de jogadas.
Mas há quem diga que em uma bola parada ele pode decidir, concordo, e discordo!
Todas as cobranças de faltas e escanteios já não tem a mesma força para chegar na área, os tiros livres já não vencem as barreiras. Uma prova de que as pernas já estão pesando.
No primeiro escanteio que o galego já não tinha fôlego para ir cobrar, guga assumiu. Resultado? Gol do Avaí. A bola enfim chegou na área.

Marquinhos é uma unanimidade no que se refere a liderança e idolatria.

Porém, monta-se um esquema pra ele jogar ou todos os outros correrão em dobro pra cobrir os espaços deixados por ele.

Abraço

Adenilson disse...

Os cegos e suas cegueiras. Isso é contagiante.

Roberto disse...

GEISON, desculpa mas eu vi, todos vimos um lançamento milimétrico da nossa intermediária à área do Vila Nova, perfeito para Renato fazer o gol. A distância é bem maior que da bandeira do escanteio à área. Então, não cabe falar em falta de força pra bater escanteio.
Eu vi, todos vimos, Marquinhos colocar a bola no chão, distribuir o jogo com passes precisos. Um bom jogador veterano pode jogar sem desgastar-se à toa, fazendo a bola correr, o que é mais inteligente, e isso o Marquinhos fez. Em outros jogos o Guga bateu escanteios e nenhum gol saiu. - RC

Roberto disse...

JOSÉ CARLOS MEURER, VOCÊ DISSE A MESMA COISA PARA O BOM DIA, AZURRAS, DO TARNOWSKY: "ACHO QUE VI OUTRO JOGO."
ISSO ME LEVA A PENSAR QUE VOCÊ ANDOU MESMO VENDO OUTRO JOGO. RC

José Carlos Meurer disse...

O comentário no BDA foi por engano . Tá valendo para sua coluna. Jogamos sem meio, não ataca, não corre, não marca . Coitado do Judson. Acho que o Marquinho ainda é útil, mas para o final do jogo qdo todos estão cansados. Que elevem talento é inegável, porém fisicamente tá muito complicado. Se perdessemos ontem todos estariam jogando pedras como em outros jogos, mesmo não jogando mal. Jogando como ontem, somente com muita sorte para subir

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