O DETALHE, O AVAÍ, O VAR, by RC
É certo que muitos jogos um clube perde nos detalhes, mas perder um jogo por detalhe idiota, aí é coisa que impacta por demais o sentimento do torcedor.
A qual detalhe me refiro? Ao pênalti idiota cometido pelo lateral Paulinho. É inconcebível que um jogador profissional, com a idade de 30 anos (pensei que fosse mais jovem) cometa uma falta dentro da área, sobre um adversário que está próximo à linha de fundo e de costas para o gol. Ou seja, não oferece nenhum perigo imediato. Meu Deus, é tudo que o atacante podia querer. Afinal, o futebol para ser razoavelmente jogado (já não digo bem jogado) requer um certo grau de raciocínio, de controle emocional, de lucidez. Foi de embrulhar estômagos, o que esse rapaz fez, num jogo que sabia-se difícil e quando sair para o intervalo em zero a zero era importante.
Mais um detalhe que precisa ser observado. Na decisão do Estadual com a Chape, só jogamos no segundo tempo e ontem de novo só jogamos no segundo tempo. Será que vamos ser um time de meio jogo, de encarar o campeonato todo jogando somente os 45 minutos finais? Se assim há de ser, talvez convenha trazer de volta o Claudinei, que tem larga experiência nesse esquema.
Moritz tem mostrado que melhora o time quando entra, mas por que só entra quando o time encontra-se em desvantagem no marcador? Não consegue jogar noventa minutos? E Luan Pereira, qual é o problema? Por que João Paulo não brilhou?
Sobre o jogo de ontem, assim como o da decisão do Estadual, o grande assunto foi o VAR. Não sei se a câmera do VAR tem o recurso da câmera lenta, - é provável que tenha - porque acho que visto o lance com auxílio desse recurso teriam esclarecido a contento as dúvidas sobre a bola e a mão do zagueiro Betão. Mas não se encerra aí a questão, o que se constata é que o flagrante mais fácil de constatar nesse mesmo lance foi o pênalti cometido sobre Betão, agarrado e empurrado por trás, infração que não requer nenhum recurso adicional de câmara lenta para ser observada, é tão evidente que chega a comprometer os responsáveis pelo VAR, porque parece que preferiram omitir-se sobre esse detalhe, favorecendo o Clube maior, da Federação mais forte.
Sandro Meira Ricci viu falta do Brizuela sobre o goleiro do Atlético, no gol do Avaí. Estranho, porque a bola foi tocada limpamente para o gol, e na queda do atacante avaiano há o choque involuntário do seu pé com o corpo do goleiro Vitor. Tão involuntário foi o choque que não suscitou nenhuma reação dos jogadores do Atlético.
A questão é que a tecnologia foi trazida ao futebol como uma panaceia, exatamente para dirimir todas as dúvidas, apurar todas as questões das arbitragens, mas é ela que tem sido a personagem central dos comentários porque está acrescentando novas modalidades de controvérsias ao futebol.
Acho que Geninho deveria adotar o sistema 3.5.2, porque nossos laterias não são bons marcadores.
* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Foto acima: CAM







A história se repete, o Avaí garfado já no jogo de estréia da série A.
Quem tem memória vai confirmar. Em 2017, Ressacada, estréia contra o Vitória, da Bahia. Junior Dutra correndo livre em direção ao gol, recebe uma tesoura por trás, que podia ter-lhe quebrado uma perna, isso a 1 metro dentro da área. Pênalti indiscutível e o safado do árbitro mandou seguir o jogo. Resultado, final do campeonato, Avaí caiu por um ponto e vitória permaneceu. A roubado no primeiro jogo decidiu o destino do Avaí no fim do campeonato e do Vitória também.
Vamos chiar, buzinar nos ouvidos dos homens da CBF, chega de baixar a cabeça. - RC
Se o VAR vai ser com as imagens da rede de televisão que tem o direito comercial podemos recolher a banda porque nunca vão deixar a audiência cair. Para existir o VAR a CBF tem que ter capacidade operacional, caso contrário o que veremos será a decisão pré-concebida.
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