SEM MEDO DE SER FELIZES, by RC
Vi com satisfação a adoção do sistema 3.5.2 pelo Geninho, que deu mais estabilidade à retaguarda e, como venho dizendo, me parece o mais indicado para o time do Avaí. Paulinho, por exemplo, desinibiu e viu seu futebol crescer em relação ao jogo de estréia. Não é um marcador e mostrou mais efetividade na função de ala, de apoiador.
Por outro lado, Matheus Barbosa, como acontece com os confeiteiros, perdeu o ponto da massa. A impressão que passa é de que atravessa um período de intranquilidade, de ansiedade e o resultado é insegurança, erros de passe. Talvez o próprio jogador possa investigar e tentar descobrir o que o intranquiliza, mas sentar no banco por alguns jogos pode ajudar.
Brizuela também ainda não encontrou o futebol para ser o titular de que o Avaí precisa para enfrentar os difíceis compromissos que terá pela frente nesta série A. Jones Carioca, que entrou no segundo tempo no empate de ontem contra o Grêmio, mostrou muita disposição e acrescentou mais que Brizuela, mas parece lento e também não nos faz crer que conquistará titularidade.
Moritz, sempre é chamado quando o Avaí toma o primeiro gol. É quando Geninho percebe que é preciso agredir a defesa adversária, partir pra cima, única opção para mudar as coisas, tentar o empate e, se possível, virar o jogo. É quando o torcedor se empolga, se anima e apóia. Aqui cabe a pergunta, por que não sair com ele e querendo vencer desde o início? Mas é certo que Moritz também precisa calibrar sua empolgação, conter sua ânsia de querer ser herói, para não complicar a hierarquia e os planos do comandante Geninho, como aconteceu no momento em que cobrou de forma horrorosa a falta nos minutos finais, para a qual o treinador tinha designado Pedro Castro.
Luan Pereira é outro que vem sendo preterido por Geninho. A julgar pelas palavras do treinador após o jogo, Luan Pereira seria indisciplinado taticamente, ou seja, não cumpre à risca as orientações recebidas. Acontece que o jogador, toda vez que entra no time para jogar os quinze minutos finais brilha e contribui decisivamente. Quem sabe não seria bom negócio deixá-lo jogar sem função definida, flutuando, como se diz e confundindo a marcação adversária. Numa época em que a safra de talentos é reduzida, é inconcebível deixar esse moço no banco.
Kunde mostrou ontem, uma vez mais, que tem que ter vaga no time.
É claro que temos limitações e que contratações são necessárias. Mas ontem um detalhe chamou atenção, é que uma vez mais crescemos no segundo tempo, sufocamos o Grêmio nos dez minutos finais, o que significa que temos um ótimo trabalho de preparação física, parabéns aos responsáveis. Mas precisamos jogar sem medo de ser felizes, agredir a defesa adversária, se possível em cada um dos noventa minutos. Claro, com as necessárias cautelas. É evidente que o jogo sistemático em cima de nossa área só pode render frutos ao adversário.
* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Foto acima: Frederico Tadeu/AFC







Postar um comentário
A MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS FOI ATIVADA. Os comentários passam por um sistema de moderação, ou seja, eles são lidos, antes de serem publicados pelo autor do Blog.