CARINHO NÃO FAZ MAL, by Fefito
Tem uma frase muito célebre entre os jornalistas, que frequentemente é atribuída a George Orwell, mas na verdade é de William Randoph Hearst, a qual cito: “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.”. É uma frase clichê, eu sei, mas serve para o momento. O que os dirigentes gostam é de elogios pomposos. Mas quando atraímos os holofotes, não só nossas qualidades são iluminadas, mas também nossos defeitos. Acompanho o blog há alguns anos e já presenciei algumas vezes os comentários ácidos do blogueiro em relação às administrações avaianas. Contudo, também acompanhei inúmeros elogios.
Ninguém merece ser agredido, seja fisicamente ou com palavras de baixo calão. Todavia, o presidente avaiano, Francisco Battistotti, ao se colocar na posição de homem público, tem que entender que será exposto a todo o tipo de situação. Não é a primeira vez que ele passa por isso. Aliás, ele já teve embates anteriores com a torcida. Acredito que ele administre muito mal os ambientes de crise. Imagine se todos os presidentes de clube, técnicos e jogadores saírem por aí batendo boca com torcedor? Sinceramente, o Avaí precisa de algo muito usado na política: um gabinete de crise.
Vou mais longe. Dentro da realidade local, o Avaí é um clube de massa e que abarca torcedores de diversos patamares financeiros e sociais. Não que a família Koerich não mereça todo o reconhecimento por seus méritos, mas usar o nome da família como escudo, sinceramente, não é uma postura muito inteligente. Aliás, se eu fosse um Koerich (não sou, sou um Torquato-Silveira) não ia gostar de ter o meu nome associado a esse tipo de embate. Mesmo quem tem pouco dinheiro compra nas lojas da família ou faz pequenos empréstimos. Ou seja, o episódio é também desnecessário para a família Koerich.
Esse tipo de postura do presidente, somado ao desempenho esportivo pífio de quase 10 meses de um futebol horrendo, só nos entristece e afasta a torcida. Aliás, o torcedor avaiano, meu caro, é um herói. Pegamos filas para ir aos jogos desde 1983 (para se ter uma ideia, eu nasci em 1988, pegava a fila ainda nos cojones do papai), demoramos uma eternidade para subir para a série A, vivemos num constante ping-pong de acessos e descensos, passamos por uma temporada torturante em 2019 e, mesmo assim, somos os que mais compramos pacotes da FC Play e empurramos 8000 almas na Ressacada no primeiro jogo do ano. Um pouco de carinho não faria mal, porque o respeito, esse já foi para as cucuias.
Forte abraço aos avaianos.
Fernando TS
* Fernando Torquato Silveira, o 'Fefito', é associado do Avaí FC
Ninguém merece ser agredido, seja fisicamente ou com palavras de baixo calão. Todavia, o presidente avaiano, Francisco Battistotti, ao se colocar na posição de homem público, tem que entender que será exposto a todo o tipo de situação. Não é a primeira vez que ele passa por isso. Aliás, ele já teve embates anteriores com a torcida. Acredito que ele administre muito mal os ambientes de crise. Imagine se todos os presidentes de clube, técnicos e jogadores saírem por aí batendo boca com torcedor? Sinceramente, o Avaí precisa de algo muito usado na política: um gabinete de crise.
Vou mais longe. Dentro da realidade local, o Avaí é um clube de massa e que abarca torcedores de diversos patamares financeiros e sociais. Não que a família Koerich não mereça todo o reconhecimento por seus méritos, mas usar o nome da família como escudo, sinceramente, não é uma postura muito inteligente. Aliás, se eu fosse um Koerich (não sou, sou um Torquato-Silveira) não ia gostar de ter o meu nome associado a esse tipo de embate. Mesmo quem tem pouco dinheiro compra nas lojas da família ou faz pequenos empréstimos. Ou seja, o episódio é também desnecessário para a família Koerich.
Esse tipo de postura do presidente, somado ao desempenho esportivo pífio de quase 10 meses de um futebol horrendo, só nos entristece e afasta a torcida. Aliás, o torcedor avaiano, meu caro, é um herói. Pegamos filas para ir aos jogos desde 1983 (para se ter uma ideia, eu nasci em 1988, pegava a fila ainda nos cojones do papai), demoramos uma eternidade para subir para a série A, vivemos num constante ping-pong de acessos e descensos, passamos por uma temporada torturante em 2019 e, mesmo assim, somos os que mais compramos pacotes da FC Play e empurramos 8000 almas na Ressacada no primeiro jogo do ano. Um pouco de carinho não faria mal, porque o respeito, esse já foi para as cucuias.
Forte abraço aos avaianos.
Fernando TS
* Fernando Torquato Silveira, o 'Fefito', é associado do Avaí FC






Postar um comentário
A MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS FOI ATIVADA. Os comentários passam por um sistema de moderação, ou seja, eles são lidos, antes de serem publicados pelo autor do Blog.