PRESENTE DE GREGO, by RC
Aí estamos nós, com nosso Avaí, no topo da tabela da fase classificatória do Estadual, mas de novo jogando um futebol que não convence.
O Avaí tem a camisa maior que a do Concórdia, maior tradição, maior história, maior estrutura, mas dentro de campo nada disso falou mais alto.
O Concórdia mostrou-se mais articulado que o Avaí, ou seja, com deslocamentos e troca rápida de passes, acossando mais nossa área, com chutes de longe e penetrações pelas pontas. Ao poder ofensivo avaiano, meio e ataque, falta exatamente essa capacidade de articulação, de variação de jogadas.
Quem vê nosso time jogar imagina tratar-se de um grupo que acabou de se conhecer e resolveu bater uma bolinha. E não temos jogadas ensaiadas, nem mesmo em bolas paradas.
Parece que o time do Avaí não tem um líder dentro de campo, um braço direito do treinador para observar e exercer alguma forma de comando. No gol do Concórdia, a bola sobrou à frente da meia lua para dois adversários, livres, leves e soltos. Um deles assumiu a responsabilidade, ajeitou e bateu forte, colocando a bola no ângulo, indefensável. Era o caso do líder cobrar responsabilidade de quem devesse cobrir aquele espaço. Mas nada, ninguém conversou, ninguém foi cobrado. Três minutos após a coisa se repetiu, dois adversários soltos de forma idêntica e quase um outro gol igual ao primeiro.
O empate contra o Concórdia, considerada a derrota do Brusque para o time do Estreito, colocou o Avaí na condição de vencedor do turno de classificação.
É bom vencer, é bom ser o líder. Mas a singela conquista pode vir a representar um presente de grego, porque de acordo com o regulamento, ao Avaí caberá enfrentar a Chapecoense, que finalmente parece ter encontrado seu jogo, e sempre gostou de complicar.
Tudo pode acontecer, se o campeonato não for suspenso por obra e graça do Coronavírus. Neste caso, a Federação pode considerar (por que não?) o encerramento do turno de classificação como o encerramento do Campeonato, homologando o primeiro colocado como Campeão Catarinense de 2020. (rsrsrs).
* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Foto acima: Ricardo Artifon/Concórdia AC







Estou a aproximadamente 1 ano e meio sem ver uma partida com um futebol mais ou menos praticado pelo nosso Avaí. E olha que assisto a todos mas, este ano fui a dois jogos e desisti. Ninguém de sã consciência sai de casa para assistir um filme, uma peça teatral ou a um show ruim e isto é o que temos visto todo este tempo, partidas ruins...
Postar um comentário
A MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS FOI ATIVADA. Os comentários passam por um sistema de moderação, ou seja, eles são lidos, antes de serem publicados pelo autor do Blog.