COISA HORROROSA O ÁRBITRO VENAL, by RC
Entendo que um árbitro de futebol quando se vende, quando transige com seus princípios para fabricar um resultado, ou impedir que algum resultado se concretize, ele se equipara a qualquer bandido, de qualquer profissão, ou mesmo desocupados. É claro que os que o compram, nivelam-se com ele. Porém, ele, árbitro venal, supera grande parte dos bandidos no grau de vileza, porque furta indecorosamente à luz do dia, ou dos holofotes, e na presença de milhares de testemunhas, muitas vezes milhões, no milagre da TV, e sabe que seu ato está sendo gravado, preservado, disponível para exame.
Considerando-se que os espetáculos hoje em dia se difundem por todos os lares, que a televisão os leva a todos os rincões, com esmeradas e nítidas imagens, com câmera lenta, com aproximação de imagem, enfim, com uma gama de recursos que flagra todo e qualquer detalhe, seja ele honesto ou condenável; considerando que na cidade onde o indivíduo reside, ou na rua onde mora, tem pessoas assistindo e na sua própria casa a família reunida pode estar assistindo ao pai na prática do seu trabalho, e ainda assim o sujeito transige e se suja, deve ser um exercício da mais extremada frieza, o árbitro venal encarar no dia seguinte a si próprio diante do espelho, e as pessoas de seu convívio, amigos, filhos, vizinhos, parentes. Coisa horrorosa, o árbitro venal.
* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Texto publicado originalmente em 17/06/2015. Arte: Internet
Os bandidos comuns, como vemos todos os dias nos noticiários, geralmente quando presos e conduzidos pela polícia, muitas vezes já com extensa folha criminal, ainda assim encobrem o rosto com a camisa, escondem-se das câmeras, mostrando que lá no fundo de si próprios uma brasa de vergonha se mantém acesa, que ainda se ressentem do mal que praticam. Mas o árbitro venal, que pratica de público a sua forma de violência, através do esbulho, não hesita em chamar em seu socorro a força policial quando se sente ameaçado, e lavra súmulas agressivas sobre os prejudicados. Não raro, esbanja uma expressão carregada de cinismo e até de deboche, diante dos lesados. É difícil de entender como tais pessoas conseguem administrar, em termos de consciência, essas atitudes.
* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Texto publicado originalmente em 17/06/2015. Arte: Internet







E os torcedores(?) do clube favorecido que fecham os olhos, discutem defendendo a ação do árbitro e não tem coragem de assumir que seu clube foi beneficiado por um ato ilícito?
Posagora, Nelsinho,
Conheço 3 clubes que se encaixam perfeitamente na tua colocação, um de São Paulo, outro do Rio de Janeiro, e para não ficar atrás, um de Santa Catarina...
André, também conheço!
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