DOIS OVNIS SOBRE FLORIPA, by RC
Na empresa onde trabalhei e me aposentei, tínhamos uma pelada, bem organizada, com rango e cerveja ao final. Jogávamos às quintas, por volta de oito da noite, no Monumental de Santa Mônica, nome jocoso que demos ao campinho (designação imprópria, haja vista que o piso era de areia) da Associação do Bairro Santa Mônica, na Trindade, hoje transformado em quadras de piso sintético.
Eis que, na primeira quinta-feira de maio, de 1992, brincávamos com a bola, a título de aquecimento, mas também dando tempo a que chegasse um dos goleiros, que estava atrasado, e que viria do bairro Capoeiras. Substituir goleiro é a última coisa que um peladeiro de linha concebe fazer, pois goleiro é vocação deturpada, talvez tara, de quem, num jogo de extrema vibração e mobilidade se compraz em participar parado. Quem explica?
Mas então as "coisas" surgiram, fui o primeiro a ver. Nós, que observávamos do bairro Santa Mônica, pensávamos serem dois aviões, com luzes claras como as de led, de hoje em dia, e que haviam de estar, cálculo na base do olhômetro, sobre São Miguel, região dos restaurantes especializados em camarão, saída para o norte, na 101. Eu disse: Nunca vi aviões tão iluminados como aqueles. E todos acharam estranhos, realmente. Não eram as luzinhas pequenas que costumamos ver nos aviões, eram luzes grandes.
Seguimos observando os dois objetos, que se aproximavam, que voavam a cerca de duzentos metros de altura, lentos e, surpresa, totalmente silenciosos como duas asas delta e que, pela distância entre as luzes que ostentavam, percebia-se serem enormes.
Então as duas "coisas" pararam no ar, creio que aproximadamente sobre a reta das três pontes, giraram sobre si mesmas e retomaram seus lentos movimentos, cruzando sobre a parte mais baixa do Morro da Cruz, região da Agronômica, seguindo em direção ao bairro Capoeiras, como nos pareceu. Em suas traseiras pudemos constatar, em cada nave uma enorme abertura circular, deixando ver algo como uma fornalha rubra, de um rubor cambiante, que sugeria extremo calor, mas jato nenhum saía dali, nenhum indício revelador do seu silencioso sistema de locomoção. E no rumo que tomaram, sumiram de nossas vistas.
Nosso goleiro, que atrasado chegara, confirmou ter visto também as duas "coisas", durante seu trajeto.
O mais surpreendente, porém, foi os militares do posto policial localizado no bairro, defronte ao campinho, terem vindo até nós, esbaforidos, visivelmente impressionados e perguntarem se havíamos visto os tais objetos, confessando que toda sua aparelhagem de comunicação deixou de funcionar durante a passagem dos tais ovnis, efeito muito frequente relatado em muitos depoimentos de testemunhas oculares desses fenômenos.
Imaginei o dia seguinte, Floripa na mídia do mundo, fotos, filmagens e depoimentos, haja vista que a exposição dos objetos fora generosa e lenta. Comentamos dia seguinte na empresa, todos ouviam com atenção, mas não haviam visto. Um dentista confirmou-me que sua esposa, voltando da aula de ginástica, havia visto. E acrescentou: "Eu sou piloto, tenho brevê e sei que se ligarmos para a base aérea contando, eles negarão, embora o radar deles tenha captado. É norma obrigatória negar."
Por quê a maioria não viu? Mistério envolvendo alguma outra dimensão? Até aqui, simplesmente mistério.
* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Texto publicado originalmente em 03/01/2015. Foto: Internet
Eis que, na primeira quinta-feira de maio, de 1992, brincávamos com a bola, a título de aquecimento, mas também dando tempo a que chegasse um dos goleiros, que estava atrasado, e que viria do bairro Capoeiras. Substituir goleiro é a última coisa que um peladeiro de linha concebe fazer, pois goleiro é vocação deturpada, talvez tara, de quem, num jogo de extrema vibração e mobilidade se compraz em participar parado. Quem explica?
Mas então as "coisas" surgiram, fui o primeiro a ver. Nós, que observávamos do bairro Santa Mônica, pensávamos serem dois aviões, com luzes claras como as de led, de hoje em dia, e que haviam de estar, cálculo na base do olhômetro, sobre São Miguel, região dos restaurantes especializados em camarão, saída para o norte, na 101. Eu disse: Nunca vi aviões tão iluminados como aqueles. E todos acharam estranhos, realmente. Não eram as luzinhas pequenas que costumamos ver nos aviões, eram luzes grandes.
Seguimos observando os dois objetos, que se aproximavam, que voavam a cerca de duzentos metros de altura, lentos e, surpresa, totalmente silenciosos como duas asas delta e que, pela distância entre as luzes que ostentavam, percebia-se serem enormes.
Então as duas "coisas" pararam no ar, creio que aproximadamente sobre a reta das três pontes, giraram sobre si mesmas e retomaram seus lentos movimentos, cruzando sobre a parte mais baixa do Morro da Cruz, região da Agronômica, seguindo em direção ao bairro Capoeiras, como nos pareceu. Em suas traseiras pudemos constatar, em cada nave uma enorme abertura circular, deixando ver algo como uma fornalha rubra, de um rubor cambiante, que sugeria extremo calor, mas jato nenhum saía dali, nenhum indício revelador do seu silencioso sistema de locomoção. E no rumo que tomaram, sumiram de nossas vistas.
Nosso goleiro, que atrasado chegara, confirmou ter visto também as duas "coisas", durante seu trajeto.
O mais surpreendente, porém, foi os militares do posto policial localizado no bairro, defronte ao campinho, terem vindo até nós, esbaforidos, visivelmente impressionados e perguntarem se havíamos visto os tais objetos, confessando que toda sua aparelhagem de comunicação deixou de funcionar durante a passagem dos tais ovnis, efeito muito frequente relatado em muitos depoimentos de testemunhas oculares desses fenômenos.
Imaginei o dia seguinte, Floripa na mídia do mundo, fotos, filmagens e depoimentos, haja vista que a exposição dos objetos fora generosa e lenta. Comentamos dia seguinte na empresa, todos ouviam com atenção, mas não haviam visto. Um dentista confirmou-me que sua esposa, voltando da aula de ginástica, havia visto. E acrescentou: "Eu sou piloto, tenho brevê e sei que se ligarmos para a base aérea contando, eles negarão, embora o radar deles tenha captado. É norma obrigatória negar."
Por quê a maioria não viu? Mistério envolvendo alguma outra dimensão? Até aqui, simplesmente mistério.
* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Texto publicado originalmente em 03/01/2015. Foto: Internet






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