LOUCURAS QUE A GENTE FAZ PELO AVAÍ, by RC
A referência feita pelo Aguiar, do jogo contra o JEC em que Adilson Heleno quebrou a barreira do som, na cobrança de uma falta, trouxe-me à memória as loucuras que fiz para assistir àquele jogo.
Encontrava-me num sítio acima de São Pedro de Alcântara, que possuía de sociedade com um amigo, resolvendo certas questões relativas ao imóvel. A todo momento olhava o relógio, contando com a possibilidade de que tudo ficasse resolvido a tempo e que pudesse chegar à Ressacada no horário do jogo.
Nessa época meu carro era um gol bielão 1.8, que literalmente voava. No momento em que fiquei liberado do compromisso olhei o relógio e percebi que teria de pisar muito fundo e ter sorte no trajeto, para conseguir chegar em tempo à Ressacada. Do sítio à BR 101 o trajeto era quase em sua totalidade estrada de chão.
Com o ímpeto de um adolescente que eu não era, e inspirando-me em Airton Senna, larguei pela pista de chão cavando pneu, saí voando, ultrapassando a
tudo e a todos que encontrava pelo caminho, derrapando, correndo riscos nas curvas, xingando mentalmente quem demorava em ceder-me passagem.
Hoje, relembrando, arrepio-me com os lances de perigo aos quais me expus irresponsavelmente por força da paixão.
Mas cheguei inteiro, adentrei o Estádio subindo pela rampa do setor A e assim que vislumbrei o gramado suspirei de contentamento, como num balé cronometrado, coincidentemente o que vi foi o pontapé inicial daquele jogo inesquecível, no qual Adilson Heleno teve uma atuação de gala. Bons e inesquecíveis tempos.
* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Publica do originalmente em 07/06/2013. Foto acima: Jornal O Estado, de 06/06/1988.
Encontrava-me num sítio acima de São Pedro de Alcântara, que possuía de sociedade com um amigo, resolvendo certas questões relativas ao imóvel. A todo momento olhava o relógio, contando com a possibilidade de que tudo ficasse resolvido a tempo e que pudesse chegar à Ressacada no horário do jogo.
Nessa época meu carro era um gol bielão 1.8, que literalmente voava. No momento em que fiquei liberado do compromisso olhei o relógio e percebi que teria de pisar muito fundo e ter sorte no trajeto, para conseguir chegar em tempo à Ressacada. Do sítio à BR 101 o trajeto era quase em sua totalidade estrada de chão.
Com o ímpeto de um adolescente que eu não era, e inspirando-me em Airton Senna, larguei pela pista de chão cavando pneu, saí voando, ultrapassando a
tudo e a todos que encontrava pelo caminho, derrapando, correndo riscos nas curvas, xingando mentalmente quem demorava em ceder-me passagem.
Hoje, relembrando, arrepio-me com os lances de perigo aos quais me expus irresponsavelmente por força da paixão.
Mas cheguei inteiro, adentrei o Estádio subindo pela rampa do setor A e assim que vislumbrei o gramado suspirei de contentamento, como num balé cronometrado, coincidentemente o que vi foi o pontapé inicial daquele jogo inesquecível, no qual Adilson Heleno teve uma atuação de gala. Bons e inesquecíveis tempos.
* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Publica do originalmente em 07/06/2013. Foto acima: Jornal O Estado, de 06/06/1988.






Postar um comentário
A MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS FOI ATIVADA. Os comentários passam por um sistema de moderação, ou seja, eles são lidos, antes de serem publicados pelo autor do Blog.