Meu amigo Zinho
Nasci na Carlos Corrêa numa época em que meus pais, moravam
na Rua Duarte Schutel. Ainda nos primeiros anos de infância, meu pai construiu
na Rua Presidente Coutinho, casa que está lá até hoje, apesar das mudanças na
cidade.
Na Presidente Coutinho, um dos meus primeiros amigos da rua
foi o Ivan Mattos Filho, o Ivanzinho, que acabou virando Zinho, como era
carinhosamente chamado.
Fomos vizinhos por longos anos, mas como tudo na vida, com o
amadurecimento, as pessoas seguem seus rumos e o dele foi para o BESC, onde se
aposentou, até virar “chef”, proprietário da Mr. Zinho, que promovia deliciosos
eventos.
Se para Carlos Drummond de Andrade “no meio do caminho tinha
uma pedra”, no nosso caso havia o Avaí. E foi justamente através dessa paixão
pra toda vida que nos reencontramos tempos depois, religiosamente, a cada jogo,
na Toca do Leão, antes e depois das partidas, na mesma mesa comandada pelo
Piazera.
A pandemia acabou restringindo nosso lazer, mas tínhamos
contatos diários pelo grupo de WhatsApp, denominado “Toca”, em alusão aos nosso
encontros.
A segunda-feira amanheceu triste, a pandemia fez mais uma
das suas vítimas levando meu amigo Zinho, que tentou resistir bravamente. Fica
sua fina ironia, o bom humor, o espírito agregador, suas opiniões fortes, uma
amizade que atravessou seis décadas.
A esposa Rosana, aos filhos, netos, irmãos que também tive o
prazer de conviver, meus sinceros sentimentos.
Descanses, Zinho!






Meus pêsames a família enlutada. Descanse em paz mô quiridum avaiano, Ivanzinho
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