segunda-feira, 22 de março de 2021

PANDEMIA E AVAÍ, QUEM AGUENTA? by RC

Encerrado o jogo com a vitória do Brusque, ao desalento deste convívio com a pandemia somou-se este não menos denso da derrota. Não só a derrota em si, que é resultado possível entre três possíveis, mas a maneira como elas, as derrotas vêm acontecendo.

 

O futebol do Avaí mais parece aquelas imagens da guerra da Síria, aquele mundo ilógico, trágico, fruto de total falta de sentido humano. As bolas que nossos jogadores lançam sobre a área, os chamados cruzamentos, são atos incoerentes, tortos, feitos de olhos fechados, se cair na cabeça de um dos nossos, ótimo. Quero dizer, nem são exatamente ótimos, porque entra em cena o definidor que cabeceia sempre por cima da trave, ou pelos lados. 

 

Zenon, Gerson, Rivelino, Adilson Heleno, botavam a bola onde queriam, apenas porque botavam a alma no que faziam e, olhos abertos, miravam o chute na direção do companheiro, não rifavam. Se o chute visava o gol, sabiam o ponto certo onde bater na bola para um chute rasante, ou para a redonda morrer no ângulo. Cada ato sempre pensado.

 

Ou seja, estamos muito longe do que se entende por qualidade. No Avaí, os que têm algum passado, histórico de passagem por grandes clubes, carecem de energia, são veteranos, há gente demais nessa situação. Os times da base são mais efetivos que o time principal, têm conjunto, alegria, vibração. Quando vão incluir mais jovens da base neste time? O campeonato pra isso é o Estadual. Esperam o quê? 

 

Outra vez, vejo-me na obrigação de falar sobre a Chape. A Chape de novo está na frente, de novo dá o recado. Não é curioso? Não assisti ao jogo da Chape, mas posso assegurar que o gramado foi pequeno, que envolveram o adversário em velocidade, com objetividade e que não esmoreceram no segundo tempo e que estão na ponta boa da tabela. E se dizem em crise. O que move a Chape não está nos livros de Einstein, não envolve trigonometria. É juventude, caráter, saúde e vontade de vencer na profissão.

 

Um detalhe, no jogo contra a Chape, um jogador adversário jovem, passou de moto em direção a nossa área, Alemão, num trator, tentou alcançá-lo. Ontem Alemão, chegou atrasado de novo, resultado, pênalti. (Muito embora tenha tocado a bola. Na área do Brusque não teriam apitado). Aceitamos muito passivamente. Vamos ter Alemão no próximo jogo?


* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí. Foto: Luiz Gabriel Cardoso/Brusque FC


5 Comentários:

Roberto disse...

Pra que servem os demais membros da equipe técnica do Avaí? Só pra receber o salário no fim do mês?
Será que ninguém percebe que Alemão não está aguentando o tranco nos jogos, para cobrar do treinador a mudança? Será que só a torcida e a crônica percebem? O presidente só se ocupa das finanças?
Indiscutivelmente, há um vácuo de liderança no reino da Ressacada. - RC

Serjão Leão disse...

Deu a lógica. Fregues, sempre freguês. Alguém vendo o Avai repetir os mesmos erros dos anos anteriores, inclusive com bananeiras que já deram cachos, como Marcos Vicente e Claudinei, vai fazer diferente dos que fez anteriormente? Vamos cair na primeira rodada da copa do Brasil e brigar com o Metropolitano para não cair. Mas será que teremos a sorte do alvinegro que não caiu pelo pênalti mandrake contra o Metrô?

pedro sobrallia disse...

Tem de trazer o portugues, garanto que tem gente que vai tremer...

Marcos disse...

Lembrando que o time CARO do AVAi perdeu para os reservas da chape e para este time do brusque que perdeu de 8 na série C, perdeu este ano para p Concórdia e Retrô.

Treinador faz treino de finalizações sem adversário, ontem ele esqueceu de pedir pra defesa do brusque sair da frente.

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