"DEU ZEBRA", by RC
Deu zebra! A expressão encaixa bem entre nós,
brasileiros, que temos em nosso meio e fazendo já parte parte da nossa cultura popular o futebol e o Jogo do
Bicho.
Como se sabe, a zebra não faz parte
do jogo, não está entre os vinte e cinco bichos que compõem o elenco tão
conhecido em bares e casas de apostas. É absurda a ideia de alguém amealhar alguns
trocados no Jogo do Bicho apostando na zebra. Assim, "dar zebra"
virou expressão jocosa e clássica no mundo do futebol, para referir aquilo
que por ninguém é esperado,
mas acontece.
"Deu zebra" teria sido
criada por Gentil Cardoso, que em 1964 treinava o Vasco da Gama. Num jogo
contra a Portuguesa, após derrota inesperada com um gol nos derradeiros minutos
usou pela primeira vez a expressão, que foi adotada pelos jornais da época
e assim difundiu-se, virou jargão.
Pois então, ontem "deu
zebra" no Estreito.
Acho que Jorginho jogou suas fichas
no elemento surpresa e se deu bem. A retrospectiva do time do Estreito era de
quem vinha patinando no campeonato e a Chape entraria em campo como o único
time representante do Estado na série A. Logo, o receio ficaria por conta do
representante do Estado na série C, que teoricamente deveria entrar em campo
encolhido, como a caça, a quem caberia evitar o embate. Claro, sair
matando seria uma aposta e poderia não dar certo, toda aposta requer
uma grande parcela de sorte.
Mas eis que a sorte visitou Jorginho,
e contribuiu para o sucesso de sua ousadia, tanto que foi brindado com um gol
dado de presente pelo adversário. Quando a Chape acordou, quando saiu de
seu relax, já perdia de três a zero.
Jorginho teria falado que no próximo
jogo tudo será diferente. Sem dúvida, entrará em campo com vantagem no
marcador. Isto muda todas as expectativas. Um outro coelho, diferente daquele
de ontem, precisará tirar da cartola.






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