AVAÍ, UM TIME INSTÁVEL, by RC
Difícil definir o time do Avaí. É um time bom? É um time razoável? Um time fraco? Foi ao Rio de Janeiro, enfrentou o Vasco jogando um bom futebol. O torcedor sorriu, tirou sarro de adversários, passeou esnobando com o manto sobre o lombo. Tudo no seu direito. O Vasco tem histórico de clube grande.
Mas ontem saiu pra enfrentar o Goiás
em sua casa e a história foi outra. Esbanjou fragilidades, as quais
conhecemos. As duas laterais, com o peso dos anos em Edilson, o fantasma
dos cruzamentos altos sobre a área do goleiro Gledson.
Nossa proteção à área é dependente do
bom futebol de Bruno Silva. Se não entra em campo a estabilidade
desaparece, como ontem, com Jean Martim e Wesley, ainda verdes. Jean
Martim perdeu a bola bisonhamente no segundo gol e não vem produzindo o que
dele se espera. E um time que pretende chegar em algum lugar não pode ficar na
dependência de um único jogador, ainda mais veterano, como Bruno Silva.
Valdívia não vem jogando um futebol
do tamanho do nome que conquistou, mas penso que deve ser aproveitado no meio,
pela experiência. Júnior Dutra é outro de quem se espera muito, mas é justo
suspeitar de suas reais condições físicas. Jonathan, que a torcida pediu para
ser escalado desde o início dos jogos, parece mostrar que é mesmo especialista
de quinze minutos finais. Renato teve momentos bem mais interessantes na
sua fase anterior à ida para Chapecó, mas no atual balaio de valores que é
o plantel do Avaí é titular. Lourenço vem mostrando crescimento, batalhador e
tem um bom chute em cobrança de faltas, que pode melhorar com treinamento.
Na frente Vinicius Leite é quem mais se destaca.
Enfim, o Avaí é um time instável, com
perigosa tendência ao descenso, se não se reforçar.







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