ACONTECE ALGUMAS VEZES, by RC
Se no futebol um sujeito não se deu
bem com os pés, não saiu artilheiro, nem meia de qualidade, nem lateral apoiador,
nem aquele zagueiro anjo da guarda que todo mundo quer no seu time e se frustra
também atuando com as mãos, ou seja, de goleiro, ele vai para o fim da
fila das vocações futebolísticas, quero dizer, faz um curso de
arbitragem, pede antecipadamente perdão à mãe e vai ser árbitro de
futebol.
Ele então, entra em campo, desfila
entre os craques, que são ovacionados, apoiados, aplaudidos e, quase sempre
vestindo preto, sequer é notado, o foco das câmeras só o enquadra por ocasião
das lambanças que consiga fazer. É claro, estamos falando de exceções, são
conhecidos os verdadeiros profissionais da arbitragem.
O árbitro do jogo recém jogado entre
Avaí e Ponte Preta poderia ter descido um pouco de sua imponência para observar
as imagens no VAR, do lance em que expulsou Bruno Silva. Poderia constatar a
intenção do jogador de evitar o choque. Não teria perdido a calma, pela
incerteza no seu gesto, comprometendo o restante de sua arbitragem, que
até o momento da expulsão era boa. O lance era para um simples cartão amarelo.
Depois, parece que ainda carregou mais na súmula, comentando um ato inócuo do atleta que, insatisfeito com a exclusão do jogo, arremessou um copo plástico de água contra uma parede, num gesto de mero desabafo, de alguém sem intenção de atingir qualquer pessoa. Pretendia o árbitro que o atleta saísse vibrando de alegria?






O Avaí deve buscar as imagens do lance que mostra quando o Bruno Silva tenta recolher a perna para não atingir o adversário. - RC
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