segunda-feira, 29 de novembro de 2021

NEM TUDO FORAM FLORES NO CAMINHO DA CONQUISTA, by RC

Com sofrimento, com transpiração, com as derradeiras energias, com o derradeiro fôlego. Assim foi a decisão de mais um acesso. 

 

Sim, nem tudo foram flores no caminho da conquista. O time ressentiu-se visivelmente da ausência do bom jogador Jean Cleber, responsável pelo equilíbrio das coisas no meio campo, em parceria com Bruno Silva. Serrato não esteve bem, inseguro, e Alemão dava mostras de sentir o peso dos anos. Tudo somado explica a facilidade com que Ciel passou pelo meio, para colocar totalmente livre a bola no canto, indefensável para Gledson.

 

Estava criada a situação que tantas vezes nos afrontou. Os olhos fixos no jogo, o coração oprimido e sempre no meio do sofrimento aquela centelha lá no fundo da alma dizendo: Sossega, é o Avaí! Tu sabes. Pois foi assim comigo, algo dizia que o fenômeno iria repetir-se, que ao fim do jogo estaríamos classificados. 

 

Mas o temor aumentava porque o time realmente não fazia um bom jogo, não repetia a batalha dos aflitos contra o Náutico, onde venceu jogando bem, mesmo contra a violência do adversário. Felizmente Claudinei percebeu os pontos falhos do time, fazendo entrar Valdívia no intervalo, no lugar do Serrato. Valdívia entrou com fome de jogo, com aplicação, a todos contagiando e correndo por dois. O time ganhou mais ímpeto.

 

Com o passar do tempo o Sampaio Correia foi assumindo atitude mais defensiva, se concentrando em seu campo, ao que parece, dispondo-se a resistir e manter a vantagem de um gol até o final.

 

E eis que surgiu o lance do pênalti, para alegria do torcedor azurra, que compareceu em massa ao jogo, mesmo sob os temores da pandemia. E Edilson, - não era a escolha certa - cobrou mal a penalidade, jogando um balde de água gelada nos corações dos Avaianos. Parecia o fim do sonho.

 

E eis que entrou em cena o VAR, essa entidade imprevisível, já polêmica e contestada, responsável por alguns dissabores já debitados de nossa conta de pontos. E o VAR decidiu que o pênalti mal cobrado pelo Edilson devia ser cobrado novamente. Valdívia, que entrou no jogo com fome voraz, assumiu a responsabilidade e foi lá e cobrou e fez. E o fez perigosamente, um baita calafrio na cervical de cada torcedor azurra, quando bola passou a centímetros do pé do goleiro, que se projetou para o canto esquerdo. 

 

Por fim, Claudinei fez entrar Renato no time. E Renato, segunda vez em dois jogos inspirado e predestinado, na cobrança de escanteio por Valdívia, pulou mais alto que todos e cabeceou para as redes, definindo o marcador, para delírio do torcedor na Ressacada. Detalhe, Renato só precisou de dez minutos em cada um dos dois jogos finais, para consolidar o Acesso do Avaí à Primeira Divisão. Renato, sujeito importante! 


Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Foto: Fabiano Rateke / Avaí FC

3 Comentários:

Roberto disse...

Faço aqui um registro da gigantesca defesa do Gledson nos minutos finais de compensação, quando foi garantidor, em última instância,
da conquista do Acesso. - RC.

cado disse...

E também, axhoxwie o Copete, que ba gora do cage ada so Renato atravessou na frebte do goleiro, atrapalhando a saída e fazendo com que o mesmo nso chegasse interior na bola.

cado disse...

E também, acho que o Copete, que na hora do gol do Renato atravessou na frente do goleiro, atrapalhando e fazendo com que o mesmo não chegasse inteiro na bola.

Postar um comentário

A MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS FOI ATIVADA. Os comentários passam por um sistema de moderação, ou seja, eles são lidos, antes de serem publicados pelo autor do Blog.

Arquivos do Blog

  ©Blog do Tarnowsky - Todos os direitos reservados.

Modificado por Marcostoto | Template by Dicas Blogger | Topo