O DNA DO GRANDE AVAÍ, by RC
O Brasil de Pelotas revelou-se um time limitado, deixando evidenciada a razão de ocupar a lanterna do campeonato.
Mas com a expulsão de Bruno Silva
conseguiu segurar o Avaí. Na base do entusiasmo e estimulada pela vantagem
numérica, a equipe gaúcha mostrou volume de jogo, porém, sem a qualidade que
lhe permitisse traduzir em gols as investidas sobre a defesa azurra.
O descontrole do Bruno Silva por
pouco não provocou o desastre, o sumiço pelo ralo, dos sonhos de acesso. Jogador experiente,
dos mais importantes dentro do plantel, precisa pesar essas coisas sempre que
provocado dentro de campo. Sim, o árbitro não puniu o jogador adversário
por uma falta semelhante, mas jogar contra ele, árbitro, o gestual da ira, perante
às câmeras e o público presente, é fazê-lo tomar a única atitude cabível, o
cartão vermelho.
Bruno Silva é um dos pilares desta
campanha em vias de colocar o Clube na Primeira Divisão. Virão novas
provocações. Todos os recursos, possíveis, imagináveis e até inimagináveis
serão utilizados, porque a briga será de foice e só quatro poderão chegar.
Segura as pontas, Bruno. Aliás, segurem as pontas todos. Claudinei, tema bom
para uma conversa ao pé do ouvido com o plantel.
Enfim, foi uma vitória importante, como será cada uma que consigamos conquistar à frente. Quiseram as contingências que o grupo tivesse que se desdobrar, cada qual em dobro, a fim de conservar vivo o sonho e todos abraçaram a causa. Valeu a garra, valeu a raça, valeu o sentido de grupo, de equipe. Nem cabem elogios pessoais. A gente sabe, a gente viu, no jogo o DNA do grande Avaí, pulsava sob a pele de cada jogador.






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