Avaí, 48 anos do título de campeão de 1973
Da esquerda para a direita, em pé: técnico Jorge Ferreira, Rubão, Souza, Vilela, Orivaldo, Rogério, Ari Prudnte, Joceli e o massagista Afonso;
agachados, Paulo Roberto, Balduíno, Toninho, Zenon, Carlos e João Carlos.
Em 1973, dez equipes participaram do Campeonato Catarinense: Avaí, Hercílio Luz, Palmeiras, Próspera, Caxias, América, Paysandu, Figueirense, Internacional e Juventus de Rio do Sul. O Avaí foi o campeão, conquistando o título que não vinha desde 1945. Ao todo foram 31 jogos, sendo 20 vitórias, nove empates e duas derrotas. O Juventus de Rio do Sul foi o vice-campeão.
O quadrangular final teve Avaí, Juventus, Figueirense e Caxias. O título avaiano foi conquistado na noite de 17 de dezembro, no estádio Adolfo Konder, com uma vitória de 2 a 1 sobre o Juventus. Rogério marcou o primeiro gol do Leão. O baixinho Balduíno, aos 42 minutos do segundo tempo, fez um gol de cabeça que garantiu a conquista da tão almejada taça.
Quando o árbitro encerrou a partida, o campo foi invadido e os jogadores, o técnico e o presidente, carregados nos ombros. A festa da torcida azurra representou um claro desabafo, depois de ver o time perder a vaga para o Campeonato Brasileiro. No auge da alegria e eufórico, os torcedores saíram em carreata pela ruas da cidade. Depois de 28 anos, o Avaí era novamente campeão estadual.
17/12/1975 - segunda-feira - 21h
AVAÍ 2 - Rubens; Souza, Ari Prudente, Vilela e Orivaldo; Rogério, Balduíno, e Zenon; Paulo Roberto, Toninho e João Carlos. Técnico: Jorge Ferreira
JUVENTUS-RSL 1 - Volnei; Baio, Miguel, Valdir e Milton; Miltinho (Liminha), Carlos Magno, Toninho (Everaldo) e Clairton; Tadeu e Nei. Técnico: Lauro Búrigo
JUVENTUS-RSL 1 - Volnei; Baio, Miguel, Valdir e Milton; Miltinho (Liminha), Carlos Magno, Toninho (Everaldo) e Clairton; Tadeu e Nei. Técnico: Lauro Búrigo
Gol: Rogério (A), aos 43' do 1°; Baio (J), aos 36', Balduíno (A), aos 42' do 2°T
Árbitro: José Carlos Bezerra (SC), auxiliado por Osmarino Nascimento e Edson Vieira
Estádio: Adolfo Konder (Florianópolis)
Público: não informado
Renda: Cr$ 43.300
Fonte: O TIME DA RAÇA: Almanaque de 90 anos do Avaí Futebol Clube / Adalberto Jorge Klüser, Felipe Matos e Spyros Apóstolo Diamantaras - Blumenau : Nova Letra, 2014, p. 230
Estádio: Adolfo Konder (Florianópolis)
Público: não informado
Renda: Cr$ 43.300

Timaço!! Eu morava ali na pracinha Esteves Júnior, acompanhava diariamente os treinos!!
Sim, Damian, um timaço!
Nem precisaria da escalação para identificar cada um deles...
O melhor, era depois do treino, era pegar a bola e bater aquela pelada com a raça do morro do céu, do escalador e do morro do 25!! Geralmente fechava o pau!!😂😂😂
O "ADOLFÃO" lotado, eu estava lá. Grandes emoções. Jogavam com entusiasmo. Foi uma era notável, de semi-profissionalismo mas com raça total dentro de campo. As coisas mudaram, mas Avaí será sempre Avaí.
À época, nos clássicos jogados no nosso salão do Estreito eu sentava sempre no meio da torcida rival. Eles eram mais civilizados naquele tempo. Claro eu nunca vestia nada de azul.
É que o visual daquele canto reservado à nossa torcida é péssimo.
Então, teve um jogo em que entrei no salão logo após o início. O Avaí deu a saída e no no primeiro ataque abriu o marcador. Entrei pelo portão à direita das cabines de rádio, assim, no momento em que tive a visão do campo vi Toninho chutando a gol e a bola entrando no ângulo.
Quando sentei no meio deles, defronte à linha divisória do campo, perguntei a alguém do lado como fora o lance do gol, como fora a jogada. O sujeito respondeu, achando que eu fosse alvinegro:
Aquela jogada de sempre, né, o Zenon lançando o Toninho.
A resposta demonstrou o conhecimento e o respeito que eles tinham por essa dupla sensacional. Época inesquecível. - RC
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