Bom dia, Azurras - nº 4.426
SEM JOGAR, SEM COMENTÁRIOS
Em condições normais de temperatura e pressão, o
Avaí sofreria para vencer o Red Bull Bragantino na casa do adversário, Bragança
Paulista. Ocorre que ninguém poderia imaginar o teatro de horrores que os
comandados de Eduardo Barroca fossem proporcionar no interior paulista.
Foi uma partida bisonha, do primeiro ao último
apito do carioca Marcelo de Lima Henrique, aquele do jogo do acesso, que hoje
sopra a latinha pela federação do Ceará. Diga-se de passagem, teve boa atuação.
Quem não apareceu para o que estava programado para
16h30min no estádio Nabi Abi Chedid foi o time do Avaí. Aqueles que pisaram o
gramado do acanhado palco da partida vestindo azul e branco, salvo honrosas exceções,
foram coadjuvantes num espetáculo de apenas um time, o Red Bull Bragantino.
Não há o que se escrever sobre o Avaí, que simplesmente
não aconteceu, não jogou. O placar de 4 a 0 construído a partir dos 24 minutos
do segundo tempo, foi pouco. Vitória incontestável do Massa Bruta.
Foto: Ari
Ferreira/RBB
DESTAQUE ABSOLUTO
Quando falo que o 4 a 0 foi pouco, não estou
brincando. Sem assistir os melhores momentos da partida, esse poderia ter sido
o placar da primeira etapa, com folga...
E o Avaí só não foi para o vestiário no intervalo
amargando a derrota em função de um jogador: o goleiro Vladimir, que fez
inúmeras defesas salvadoras.
Para a alegria do meu amigo e craque Haroldo
Johnson Corrêa, que hoje vive sossegado num belo sítio em Alfredo Wagner, Vladimir,
depois da partida de ontem, não tem como deixar de ser o titular do Avaí.
Simples assim.
COM MÉRITOS
Apesar da bisonha apresentação do Leão da Ilha, que
mais parecia um felino de pequeno porte, há no meu entendimento alguns
jogadores que merecem ser destacados.
Bruno Silva é um deles. Se não foi brilhante, ao
menos foi destaque entre tantos que não sabem o que foram fazer em Bragança
Paulista. O mesmo pode-se dizer de Arthur Chaves, que mostrou o comprometimento
de sempre, saindo machucado no intervalo. Espero que esteja recuperado para enfrentar
o Santos.
E fechando os destaques da equipe, gostei a atuação
de Rafael Vaz, muito seguro, sem firulas, fazendo uma boa partida sem
comprometer. Aon lado de Arthur Chaves, creio ser a melhor dupla para o Avaí.
MUDANÇA
– BDA nº 4.420 – 04/07/2022
Minhas
críticas ao técnico Eduardo Barroca sempre foram mas no sentido do esquema de
jogo que ele adota, o 4-3-3, quando efetivamente não temos três atacantes de
grande estilo para sair jogando, muito menos três meias que possam criar e
abastecer esse ataque.
No
Catarinense, acabou sucumbindo quando insistia no 4-2-4, e ainda que os
resultados no Brasileirão lhe sejam favoráveis até aqui, seria interessante
repensar a forma de jogar.
Crio
que o ideal seria a permanência desse trio de ferro no maio, Raniele, Bruno
Silva e Eduardo, juntando-se a eles o Jean Pyerre, que efetivamente não é
marcador, mas criador. Saca um do ataque, preferencialmente Muriqui, de forma
com Pottker e Bissoli na frente.
ESCALAÇÃO
DE TODOS
Fiz questão de recuperar a nota acima, publicada na
última segunda-feira, por uma questão de coerência, que tento manter. Não é
pelo placar adverso de 4 a 0 que vou criticar o trabalho do técnico Eduardo
Barroca, pelo contrário.
Ontem, por exemplo, ele escalou exatamente o time
que havia sugerido, e não só por mim, mas por boa parte da imensa Nação
Avaiana, principalmente no que se refere ao aproveitamento de Jean Pyerre.
Com todo o respeito, creio que o problema de ontem
em Bragança Paulista não foi na escalação, mas no desempenho de quem tanto se
espera e que não mostraram nada para merecer todo esse crédito da torcida.
SEM
OPÇÕES
Aliás, ontem após a partida, li uma séries de
comentários criticando Eduardo Barroca, e até alguns mais exaltados, pedindo
sua “cabeça”. E quando vejo determinadas, e “específicas” manifestações, já
imagino a tendência...
Só para lembrar: Gledson, Cláudio Vitor, Felipe
Silva, Rodrigo Freitas, Diego Matos, Matheus Ribeiro, Jean Cléber, Lucas
Ventura, Vitinho, Dentinho, Gustavo e Marcinho. Esse era o banco de reservas do
Avaí...
Então responda francamente: quem poderia entrar no
jogo para “mudar” o banho de bola que o Avaí estava levando?
Fala sério...
SEM
ERROS
A partida de ontem foi um desastre, indo direto ao
ponto, uma vergonha. Os 4 a 0 para o Red Bull Bragantino deram uma demonstração
inequívoca da limitação do elenco.
Por isso mesmo, não é permitido para a diretoria
avaiana errar meio centímetro na janela de transferência que se aproxima, que
abre no próximo dia 18 de julho.
A limitação do atual elenco mostra não só uma
questão financeira, onde o clube não pode investir muito, mas algumas “apostas”
efetivamente não deram certo e agora há que se fazer uma depuração do elenco e
fazer contratações absolutamente pontuais.
DOIS
TIMES
Creio que fica muito fácil para alguns apontar os
erros na partida de ontem, e ainda mais fácil depois de acachapantes 4 a 0. No
entanto, salvo o “desastre” de ontem, além das partidas contra Juventude,
Cuiabá e também incluiria o jogo contra o Atlético Goianiense, a campanha do
Avaí até surpreende.
Creio que o maior problema, o maior questionamento que
deveria ser feito para a diretoria, e consequentemente para a comissão técnica,
qual a razão de uma mudança de postura tão brusca do time que atua dentro da
Ressacada e o outro, que joga fora de casa...
A mudança é grande demais, são equipes absolutamente
distintas, diferenciadas, e com todo o respeito, isso não é normal. Ontem, por
exemplo, o Ceará vendeu caro a derrota para Fluminense, jogando de igual para
igual. O Avaí fora de casa é sempre dominado, inclusive na vitória sobre o
Botafogo...
CARÊNCIAS
O fato de fazer críticas não significa que deixo de
ser avaiano, de não ser torcedor de verdade ou algo do gênero, porque estou
questionando, ou que não estou acreditando. Ainda que alguns débeis mentais não
entendam, não escrevo para agradar quem quer que seja, muito menos a diretoria,
e assim devo seguir.
É fato que o Avaí tem um time limitado, quer nos
onze que entram em campo, quer pelas opções dadas ao técnico Eduardo Barroca
para alterar um panorama de jogo adverso.
Alguns resultados inesperados, perfeitamente
identificáveis, escancaram as carências da equipe, e se resta um consolo, nada
se decidiu em Bragança Paulista e ainda teremos mais 22 rodadas para arrumar a
rota.
Mãos à obra!
METAMORFOSE
Quem chamou a atenção para o fato foi o gente boa
Marcos da Trindade. Desde a partida com o Fluminense, um domingo, 19 de junho,
o Avaí só jogou nos fins de semana, ou seja, teve tempo de sobra para treinar e
enfrentar Palmeiras, Cuiabá e Red Bull Bragantino.
Se tiveram esse tempo para treinar, qual a razão
para que o time ontem não tivesse aquela “garra” demonstrada em outras
partidas? E não foi só a questão da falta de garra, mas pelo fato de dar a
impressão de “andar em campo”...
CAMISA PESADA
Uma coisa é fazer um bom campeonato jogando por uma
equipe de menor expressão, com competições absolutamente “domésticas”, no que
podemos chamar de “província”...
Outra bem diferente é disputar a principal competição
do país, estando numa equipe que chama os holofotes para si, como o Avaí, que
mesmo no nosso chão, tem uma camisa que pesa barbaramente, afinal de contas, é
a camisa do maior de Santa Catarina.
Por isso mesmo, sem medo de errar, algumas “apostas”
se mostram tão acanhadas quando entram em campo para defender o Leão...
OBRIGAÇÃO
Todos os problemas do Avaí foram expostos nas duas
últimas rodadas, ressaltando-se aqui o primeiro tempo vitorioso contra o Cuiabá,
onde o Leão da Ilha mandou na partida, além de ter vencido por 1 a 0...
A partida daquele segundo tempo de domingo passado,
a dureza encontrada para acertar o time foi descomunal. E mesmo que o treinador
avaiano tenha colocado em campo “o que temos de melhor”, nada aconteceu, pelo
contrário...
Para a semana que começa amanhã, no jeito avaiano
de ser, nesta semana todos os problemas serão sanados, olhos nos olhos,
conversa franca, e foco na recuperação diante do Santos, que agora é
obrigação...
E falo em obrigação porque não quero ver esse time
na “zona de rebaixamento”!
ZONA
DE REBAIXAMENTO
Antes
mesmo do fim da 16ª rodada do Brasileirão, que termina amanhã com Internacional
x América-MG, infelizmente é a segunda pior colocação do Avaí, 15ª posição, e
pode piorar ainda mais, dependendo da combinação de resultados...
Diga-se
de passagem, a rodada ainda não terminou, e conforme forem os resultados de
Santos x Atlético-GO e Cuiabá x Botafogo, a “zona de rebaixamento” pode se
tornar uma realidade para o Leão...
Para
que isso aconteça, o Dourado precisa vencer o Fogão, assim como o Dragão ganhar
do Peixe. Se apenas um deles vencer, o Leão volta para a 16ª colocação, onde
esteve na 10ª rodada...
VÂNDALO
Pelo
que acompanhei nas redes sociais, o muro do CETEFA João Nilson Zunino foi
pichado após a vexatória derrota de ontem à tarde, e ainda que alguns entendam
como “protesto”, isso não passa de puro vandalismo.
Apesar
da derrota, há que avisar esse marginal que pichou o muro, que o Avaí vem fazendo
uma campanha digna, até então bem longe da “zona de rebaixamento”.
Ao
invés de farem guarida para esse porco, correto seria identificá-lo e fazê-lo
limpar as referidas pichações, mas parece que tem gente que com intuito de “dar
o furo” faz qualquer negócio...
EM SÃO PAULO
Visando
dar um “fôlego” para o gramado da Ressacada, bem como para o do CETEFA, o Avaí
fica em Atibaia até quinta-feira, treinando para a partida contra o Santos,
sábado, dia 16, na nossa bela Ressacada.
O
plantio das grama de inverno, em função das fortes chuvas no período em que foi
realizado, precisará ser refeito.
Além
dos treinamentos, é importante que a direção avaiana blinde os jogadores, e
mais que isso, que resolva o quanto antes essas saídas do elenco, tão badaladas
pela mídia, para que os demais integrantes do elenco permaneçam focados no
objetivo maior do clube.
Saudações AvAiAnAs!















Boa noite, desse pessoal que estava no banco, ficaria só com o Jean Cleber, o demais tentam emprestar para aliviar a folha e fazer as contratações necessárias para tentarmos nos mantermos na série A, porque se não, não vai dar.
O todo poderoso Corinthians, mesmo desfalcado, tomou 4 do Fluminense. Claro que ninguém quer ser goleado, mas para quem entrou para ser saco de pancadas, estão honrando a nossa camisa.
O problema é que somos limitados, e erros recorrentes estão nos prejudicando. O segundo gol ontem foi patético. 2 atletas havaianos chegaram na bola e um deixou pro outro, a bola sobrou de graça para o jogador de Bragança.
Enfim, vai ser sofrido! Esqueçam aquela marola das primeiras rodadas que o Avaí namorou a liderança.
Só achei q errou quando tirou o Eduardo e colocou o Marcinho, poderia até tirar o Eduardo, mas q colocasse o Jean Kleber ou Lucas Ventura, aí voltou o velho problema do estadual meio campo esvaziado.
André, BDA perfeita!
O Avaí precisa de contratações pontuais e não há mais espaço para apostas.
Ontem à noite, retornando pra casa, eu vi com muita tristeza as pichações no muro do CETEFA. Mesmo que o Avaí tivesse fazendo a mesma campanha da chate do ano passado, não justificaria tal ato de vandalismo, aliás, nada justificaria. O artista precisa ser identificado.
Bom domingo e grande abraço.
Na minha opinião, o Barroca sabe escalar, mas não sabe olhar o jogo, dificilmente acerta nas alterações!!
Concordo! Fora as limitações do elenco.
Tomar 4 de um Palmeiras, um Flamengo ou um Atlético Mineiro já seria vergonhoso. Tomar do Bragantino?!?! Intolerável. Não sei não, mas vendo a pasmaceira em campo ontem fiquei com a impressão de que pode ter mais coisa no céu do que avião de carreira. A ver....
Não peço a cabeça do Barroca.
Mas nem tudo são flores.
E tem que saber ser criticado e aprender com isso. Aprender com os erros.
Inquestionável que faz boa campanha.
No entanto, tem que mudar a postura do time quando joga fora, nada explica o que vem acontecendo fora.
Se não bastasse, tem que analisar melhor o jogo durante a partida e ver qual setor pode ajudar mais o time nas mudanças.
Por exemplo, inaceitável ele colocar Dentinho para jogar MAIS UMA VEZ. Beira o ridículo!
Prefiro colocar mais defensores ou meio campo do que colocar um ponta NULO como o Dentinho, cito como opções Jean Cleber ou Nonoca.
Igualmente, inaceitável comportamento do técnico de tirar o Eduardo para colocar Marcinho. Caberia novamente Jean Cleber ou Nonoca.
Mas poderia até ter mudado a escalação, já que estava sofrendo tanto, para jogar com três zagueiros, colocando o Lipe que estava no banco, liberando mais os laterais e defendendo com uma linha de 5, além de três volantes à frente.
Não dá pra dizer que Barroca povoou o meio de campo. Jean Pyerre é meia, mas não fecha espaço algum. Quase não marca. Ele tinha que ficar na sobra e entender que se tirar um da trinca Eduardo, Bruno e Raniele, tem que colocar outro volante no lugar, porque é evidente que JP não irá fazer a função de nenhum deles.
Na minha opinião Barroca acertou no time que entrou, mas deveria notar que continuava perdendo o meio, porque JP não marca. E nas substituições, poderia deixar JP mais livre com Potker ou Bissoli na frente, acrescentando mais um do meio para reforçar a marcação (nesse jogo até preferia jogar com Potker na sobra, pelo jogo de corpo e velocidade).
Masssss, o homem preferiu abrir ainda mais o time, colocando Marcinho no lugar de Eduardo. Se já tava sofrendo, o time ficou ainda mais vulnerável...
E não é a primeira vez que faz isso, ama jogar com muitos atacantes e não sabe se defender, evidentemente.
Espero que aprenda com os erros, mas não vejo evolução nos jogos...
Luiz Henrique Pereira.
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