Bom dia, Azurras - nº 4.477
DECISÃO EM CAXIAS
Acabou a 24ª
rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, e pela terceira rodada consecutiva,
o Avaí está na “zona de rebaixamento”, agora na 18ª posição, a pior colocação
da equipe desde o início do Brasileirão.
Não há a menor
sombra de dúvidas de que a partida de sábado, em Caxias do Sul, contra o
lanterna Juventude, ganha ares dramáticos, onde apenas e tão somente a vitória
interessa, até porque, ainda que tenha perdido na Ressacada para esse mesmo
time, o Avaí não pode repetir a lambança...
Com 17 pontos
ganhos, o Juventude foi goleado na noite de ontem em Porto Alegre, 4 a 0, e
certamente já está projetando seu retorno para a Série B em 2023, que segundo o
departamento de Matemática da UFMG, coloca o clube gaúcho com 94,6% de
probabilidade de rebaixamento. O Avaí tem 65,4%.
Diante de números
tão ácidos, não há outra alternativa ao time comandado por Eduardo Barroca que
não seja a busca da vitória, que aliás, vencer fora de casa, é fato raro para o
Avaí neste Brasileirão, onde até mesmo o Jaconero consegue ser um visitante
mais audacioso que o Leão da Ilha...
Ainda que a
situação seja extremamente delicada, há que se entender que o Avaí ainda
depende apenas de suas forças.
Capricha, Leão!
SOBREVIDA DO BARROCA
Não costumo pedir a cabeça de quem
quer que seja, muito menos de técnico de futebol, no nosso caso, do Eduardo
Barroca. No entanto, confesso que depois de sábado, “virei a chave”, e creio
que seu ciclo no Sul da Ilha está encerrado.
Não é mau treinador, mostrou uma
equipe com padrão de jogo em determinada parte da competição, mas sua insistência
com peças como Muriqui e até sentindo-se na obrigação de achar um lugar para
Guerrero, mostram que começou a “remar” contra seu próprio discurso. Diria que
seu maior erro começou na partida contra o Cuiabá, quando voltou com Douglas no
gol e perdeu a partida.
Hoje, ao menos num primeiro momento,
vejo sua situação como insustentável, justamente porque perdeu sua linha de raciocínio,
suas convicções.
PARALELO
Ainda que o Matheus Fidélis, do bom
podcast “Isto é Avaí” diga que não, creio que as escolhas de Barroca fizeram
com que ele perdesse o vestiário. Já não vejo no elenco avaiano aquela
vibração, aquele sangue nos olhos em querer ganhar uma partida.
No último fim de semana, após
perder para o Londrina por 1 a 0, no Augusto Bauer, a direção do quadricolor
marcou coletiva onde anunciaria a demissão do técnico Luan Carlos. Na hora
marcada, aberta a coletiva, um grupo de jogadores se fez presente, pedindo a
permanência do técnico.
E na Ressacada? Fariam a mesma
coisa??
BRIGA FORTE
Ainda que esteja
na lanterna e faltando 14 partidas para o término da competição, 42 pontos em
disputa, o Juventude, 17 pontos ganhos, precisa de três rodadas perfeitas para “respirar
sem aparelhos”, o que não é tão impossível assim.
No meu
entendimento, pelo que tenho acompanhado deste Brasileirão, diria que do São
Paulo (13º, 29 pontos) pra baixo, estão todos na disputa contra o rebaixamento,
com a conta sendo mais cara para Juventude, Atlético-GO, Avaí, Cuiabá e Coritiba.
Ceará e Botafogo também correm riscos.
MENSALIDADES
Ao menos pelo que pude
acompanhar ontem nas redes sociais, houve um “ruído” em relação aos aumentos
das mensalidades do Avaí, muitos reclamando do percentual aplicado, considerado
elevado, fazendo paralelo com a inflação, enfim...
Não se trata aqui de fazer
defesa da atual diretoria, mas creio que está mais do que na hora da torcida
participar mais da vida do clube. Uma reunião do Conselho Deliberativo em abril
próximo passado foi quem definiu os referidos aumentos a partir do returno do
Brasileirão. Simples assim.
Além disso, acrescente-se, as
mensalidades não eram reajustadas há vários anos, e ainda assim, não cobrem a
inflação do período. Isso é fato.
AVAÍ É PARA FORTES
Como disse o amigo Marcos da Trindade em
determinada oportunidade, “ser torcedor
do Avaí não é para fracos, nem deveria ser para os modinhas.”
É óbvio que pelo fato de estarmos na principal
competição do país, o número de associados aumentaria, como efetivamente
aumentou, muito por fruto de uma gestão mais confiável e da perspectiva de bons
jogos.
Não vou entrar no mérito aqui do mínimo orçamento
do clube, das dívidas que foram pagas obrigatoriamente, o que torna tudo muito
mais complicado e frustra alguns sonhos...
No entanto, na medida em que se atrele o apoio ao
clube, estar associado, com os resultados em campo, certamente a caminhada será
ainda mais espinhosa.
É hora de mostrar que somos fortes e jogar com o
time!
MODINHA
Ontem à noite estava numa reunião e não consegui acompanhar
o bom podcast “Isto é Avaí”, só conseguindo sintonizar na parte final do
programa, mas chamou-me atenção uma fala do Filipe da Costeira.
Diz ele que ouviu num programa em outras emissoras
(poupo minha saúde e não ouço os “convencionais”), que já tem torcedor dizendo
que vai quebrar carteirinha, deixar de ser associado...
A fala do Costeira foi contundente, afirmando que
desse tipo de torcedor “modinha” o Avaí não precisa. E ele está certo: com
todos os problemas existentes no clube, era mais do que evidente que a equipe
iria oscilar na competição, até porque temos um elenco reconhecidamente
limitado.
Mas se o “modinha” quer ganhar sempre, mais fácil
torcer para Palmeiras ou Flamengo...
DIFERENÇA
Está no Instagram da ESPN Brasil e no
SportCenterBR, o pré-jogo do Betis, da Espanha, hoje em segundo lugar, mas que
disputa uma competição contra os poderosos Real Madrid, Barcelona, Athletic
Bilbao, Atlético de Madrid, Celta, Valência, entre outros...
O que a torcida faz no pré-jogo é de arrepiar! Com
violino, estádio apagado, luzes do celular, cantando...
E certamente por lá não estão preocupados com a
fase do time porque sabem que a disputa será extremamente acirrada, como
efetivamente é.
Por aqui, os “modinhas” vão pro estádio pra mandar
o “doladelá” no tomate cru, entre outras coisas, mas só se o Avaí estiver
ganhando, né?
Saudações AvAiAnAs!













Andre diz , para o costeira. Que modinha é os perebas , que vestem a camisa do Avaí e não jogam nada. Vem para ressacada comer e beber e fod.. com o clube . Esses são os verdadeiros.modinhas.
André,
Concordo contigo que o Barroca se embaralhou nas "convicções de excelência", nas "disputas internas pelas posições". Será que o Guerrero chegou correndo mais que o Bissoli e o Muriqui era melhor que o Morato, JP e Copete?
Tem torcedor achando que é o preparo físico que está matando o Avaí. Não é, quando ele coloca o Muriqui e não o Natanael, ele mata o time. O Guerrero estátua no lugar do vice-artilheiro do campeonato, ele mata o time.
Também discordo sobre críticas aos jogadores, na minha visão estão correndo, disputando bola, tentando ao máximo, mas com a estratégia de jogo trazida pelo técnico totalmente equivocada. Eu vejo um grupo que quer se manter na A, ruim tecnicamente (Bressan, Cortez, Muriqui) mas suando a camisa (Ranielle, Bissoli, Bruno).
O problema agora é que se ganharmos o Juventude o Barroca pode ganhar um falso prestígio. Estou muito preocupado com este jogo, porque do jeito que ele é inflexível e sem ter testado e treinado outro sistema, a chance de no primeiro jogo não dar certo também existe. Mas precisamos arriscar! Não há outro resultado que não a vitória Maiúscula, com gols de diferença e sem sofrimento, sem correr riscos.
A Diretoria também tem sua parcela de responsabilidade, não poderia ter liberado Arthur e Morato num time tão carente, e não precisava de Bissoli, Nathan e Guerrero, sem ter outro ponta, um zagueiro, um cabeça pensante com mais qualidade. Vivemos achando o Potker um grande jogador quando na verdade é um boi brabo que não acerta o gol (mesmo assim nosso melhor atacante).
Espero que a Diretoria tenha dois ou três técnicos na manga e que eles estejam já assistindo o jogo de sábado. Essa troca já deveria ter ocorrido e a conversa ao pé do ouvido com o técnico também.
Ainda há tempo, mas precisamos de mais organização e gestão.
Saudações
Bom dia. A chance e o recado estão aí. Desde os idos de Geninho, até mesmo antes, o Avai não tem uma estrutura ofensiva de meio de campo. Temos jogado por uma bola. Isso precisa ser quebrado.
Talvez uma receita para isso (aí vai um pitaco) com o que temos na casa, seja jogar com uma espécie de losango no meio de campo,com Lucas Ventura fixo, Bruno Silva, Raniele, com esse último mais solto e Jean Pierre, menos lateralizado, Potter e Bissoli não tão abertos e sem voltar tanto.
Nessa formação os laterais terão que aparecer mais para o jogo, o que talvez possa ser um problema, mas algo diferente há que ser tentado.
Para podermos ter alguma chance de articular contra ataque ou a transição, o time necessita aprender a se defender com 8 jogadores.
Pela tabela de classificação, temos muitas chances de permanecer. Pelo futebol apresentado em campo, temos pouquíssimas .
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