quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Bom dia, Azurras - nº 4.492

 

ACERTARAM

Na “Bom dia, Azurras” de ontem escrevi que minha sugestão de novo técnico do Avaí dada ao presidente Júlio César Heerdt foi do nome de Vanderlei Luxemburgo, mas Lisca acabou sendo o escolhido.

 

No entanto, assim como citei Luxemburgo, vários outros nomes estavam na lista do Avaí, e como citei, Eduardo Baptista, hoje no Atlético-GO, Jorginho, que está no Vasco da Gama, e Pintado, sem clube, faziam parte dessa lista. Lisca também foi citado por mim ontem, sugestão levada ao presidente pelo conselheiro, amigo e pesquisador Spyros Apóstolo Diamantaras.

 

Por razões óbvias, não significaria que fosse esse ou aquele, mas nomes que foram analisados e a escolha acabou ficando mesmo no nome de Lisca, que entendo ter um perfil adequado para tentar permanecer na elite do futebol brasileiro.

 

O bom papo e a educação de Eduardo Barroca não foram suficientes para deixar o elenco avaiano “ligado”, e até nesse sentido escrevi na semana passada, e faço questão de repetir hoje.

 

Com um time bem montado, organizado por Barroca, que até flertou em boas posições por 21 rodadas, o trabalho de Lisca será facilitado, mas ele terá que mexer com os brios de muitos jogadores que parecem estar apenas passando temporada no Sul da Ilha.

 

Até pelo folclore que traz na bagagem, no melhor estilo “animador de torcida”, creio houve acerto na escolha do substituto de Barroca. No entanto, não nos enganemos: o trabalho será árduo!

APRESENTAÇÃO

Se o nome do novo técnico avaiano foi divulgado ontem, a entrevista coletiva com o departamento de futebol ficou para hoje, às 11 horas, juntamente com a apresentação de Lisca.

 

Tanto melhor, evitando desgaste e uma séries de perguntas insossas, meramente especulativas.

VAI DAR CERTO

Meu palpite em relação ao trabalho de Lisca no Avaí é que vai dar muito certo, ainda que tenhamos apenas mais 12 jogos, 36 pontos em disputa, seis jogos em casa, seis jogos fora.

 

Mas minha convicção não está na sequência dos jogos, e sim na forma como Lisca foi contratado: foi obedecido o orçamento do clube, não é o salário que o técnico costumeiramente pede, mas há uma bonificação em caso de permanência.

 

Ou seja, Lisca vai fazer esses mandriões correrem por ele e pelo clube, até porque, ao final todos ganham.

REFÉNS – BDA nº 4483 - 05/09/2022

Ainda tenho na memória a triste lembrança da eliminação do Avaí na Copa do Brasil, em pleno dia 13 de fevereiro de 2020, para a Ferroviária. Naquela oportunidade, recebi uma mensagem, publicada nesse espaço no dia seguinte, de que o Leão seria eliminado, como de fato foi, Locomotiva 2 a 0...

 

A derrota não foi “ao natural”, mas fabricada pelos jogadores e alguns integrantes do corpo diretivo e comissão técnica, e desse lamentável episódio de 2020, estou sentido o odor que exala do Sul da Ilha referente a fritura do “César Menotti do Carianos”...

 

Ou seja, Eduardo Barroca é a versão atualizada de Augusto Inácio, e apesar da boa vontade do mandatário do clube, o Avaí está ficando refém outra vez de jogadores de mau caráter.

SEM VIBRAÇÃO – BDA nº 4483 - 05/09/2022

Quem chamou minha atenção para o detalhe foi o amigo Eduardo Piazera, que nos remete aos bons tempos de colégio. No golaço de Bissoli contra o Juventude, apenas três jogadores vieram abraçar o artilheiro do Avaí no Brasileirão.

 

Como salientou Piazera, precisando vencer para fugir da “zona de rebaixamento”, o time do Avaí não conseguiu vibrar nem mesmo com o gol conquistado...

SEM GARANTIA – BDA nº 4.485 – 07/09/2022

Mudança de técnico pode ser algo interessante, mas não é garantia de absolutamente nada. Vejo muita gente falar em criar um “fato novo”, mas nem isso garante qualquer coisa...

 

Lisca foi contratado pelo Sport, na Série B, em 26 de junho, e em menos de um mês, aceitou proposta do Santos, transferindo-se para a Vila Belmiro em 19 de julho...

 

Segunda, 5 de agosto, Lisca recebeu o “carinho” da torcida do Peixe...

QUALQUER UM

Quando falo que a mudança de técnico não é garantia de absolutamente nada, estamos diante de um fato protagonizado pelo próprio Lisca em sua passagem pela Vila Belmiro.

 

Para quem espera um “milagre”, muita calma nessa hora. O desempenho de Lisca no Santos foi tímido, com duas vitórias, três empates e três derrotas, correspondendo a 37,5% de aproveitamento.

 

Sem o Lisca, o Peixe disputou 18 partidas, com seis vitórias, sete empates e cinco derrotas, ou seja, 46,29% de aproveitamento.

 

Capricha, Lisca!


PROJEÇÃO

Mantido o ritmo de pontuação que o Avaí vem tendo desde a sexta rodada, certamente estaremos fadados ao rebaixamento, e mesmo assim, o clube só entrou na “zona de rebaixamento” na 22ª rodada.

 

O percentual de aproveitamento de Lisca no Santos, 37,5%, colocaria o time da Vila Belmiro hoje na 15ª colocação, mas brigando contra o rebaixamento. Se Lisca tiver o mesmo aproveitamento no Avaí, estaremos rebaixados...

 

Afinal de contas, com 25 pontos ganhos e mais 37,5% de 36 pontos em disputa, seriam somados apenas mais 13-14 pontos...

 

Lisca terá que busca um aproveitamento mínimo de 47,2%, conquistando 17-18 pontos...

 

Dá-lhe, Lisca!


PARALELO

Evidentemente, traçando um paralelo entre o aproveitamento de Lisca no Santos e Barroca no Avaí, a vantagem estará ao lado do treinador que chega, mas é uma diferença muito pequena por toda a euforia gerada na torcida, 37,5% contra 32,05%.

 

Melhor calçar as sandálias da humildade e voltar a jogar junto com o time, como na fase inicial de Barroca, quando o Avaí ficou boa parte da competição entre Libertadores e Sul-Americana.

 

Bom que os jogadores entendam de suas responsabilidades. Barroca não jogava, nem Lisca entrará em campo, se é que me entendem...

 

REFLEXO – BDA nº 4.490 – 12/09/2022

No sábado perguntei “quantos seremos?”, até porque imaginava que com os últimos resultados, havia água na fervura da torcida, e não estava errado. Na terceira partida às 11 de um domingo, tivemos nosso pior público, 9.397 torcedores.

 

Na primeira partida pela manhã, contra o Cuiabá, fomos 13.103 torcedores. Na segunda, contra o Flamengo, o maior público da Ressacada este ano, com 17.557 torcedores. Ruim não foi, mas poderia ter sido melhor.

 

A Nação Avaiana tem cumprido seu papel com um bom número de torcedores a cada partida: 5.081 contra o América-MG, 5.883 contra o Goiás, 8.548 contra o Coritiba, 9.355 contra o Juventude, 11.962 contra o São Paulo, 8.937 contra o Fortaleza, 15.223 contra o Palmeiras, 13.103 contra o Cuiabá, 8.674 contra o Santos, 17.557 contra o Flamengo, 12.648 contra o Corinthians e 13.911 torcedores contra o Internacional.

 

A próxima partida será contra o Atlético-MG, sábado, 17 de setembro, às 16h30min, quando deveremos ter outro ótimo público.

 

Agende-se!

 

SEM MOTIVAÇÃO

Como escrevi na segunda-feira, parece que a Nação Avaiana sentiu esse período sem vitórias, ao ponto de fazer o pior público num domingo pela manhã este ano. Nesse sentido, foi também o comentário da minha querida amiga Wendy Silveira Pereira:

 

“Outro ponto ruim foi o público, muito aquém pelo valor e a importância da partida, era jogo para 12,15 mil, mas os 9 mil e pouco souberam apoiar. Torço para que fiquemos na elite em 2023, mas time não mostra reação objetiva disso. REAGE AVAÍ.”

 

MOTIVAÇÃO RECUPERADA

Apesar de considerar que o problema maior do Avaí não estava apenas no técnico Eduardo Barroca, ao que parece, a chegada de Lisca parece que renovou as esperanças da Nação Avaiana.

 

Verdade seja dita, vamos medir essa motivação na partida de sábado, até porque, mais do que a torcida, quem precisa recuperar a motivação são esses jogadores, não em sua totalidade, mas que existem alguns acomodados, mandriões, disso não tenho dúvidas...

 

JEAN PYERRE

A mídia convencional da Capital, assim como boa parte da torcida, não entendeu a razão pela qual o meia Jean Pyerre colocou em seu perfil Instagram, que é “ex-jogador” e “mind.fut7”...

 

Simples. Mais preocupado com a cor do cabelo e com as redes sociais, Jean Pyerre ainda não entendeu o que veio fazer no Sul da Ilha, não na cobertura no Campeche, que tem aproveitado muito bem, mas especificamente na Ressacada.

 

Não discuto sua habilidade, mas seu comprometimento é totalmente questionável. Domingo, por exemplo, mesmo com muito tempo para jogar e o Avaí com um jogador a mais, não foi além de um jogador burocrático.

 

PROBLEMA

A questão do Avaí, e já escrevi isso aqui, estava muito além das escolhas e substituições feitas por Eduardo Barroca. Em algum momento, e não estou lá para ter uma noção mais exata da coisa, o treinador perdeu o controle, talvez até por comportamentos descompromissados como o de Jean Pyerre.

 

Concordo com o amigo Rodrigo Medeiros, ilhéu, avaiano, dentista radicado em Blumenau, que disse:

 

“O problema está no vestiário, entre os jogadores. Acredito que outro profissional não dará jeito. A intervenção deveria ser feita no grupo de jogadores. Mas não temos recurso para fazê-lo.

 

Vide o comportamento do Jean Pyerre, colocar nas redes sociais que é ex-jogador. Faz falta um BETÃO, para falar alto com moral.”

 

MAIS UM

E quem esteve na Ressacada no último domingo, principalmente para quem estava próximo dos setores B e C, deve ter observado o comportamento moleque de Mateus Sarará ao ser substituído por Jean Pyerre, aos 10 minutos do segundo tempo.

 

Sarará não foi ao encontro do colega, saiu pela lateral junto ao setor C mesmo, talvez para ganhar tempo. Também entendo que não deveria ser substituído, visto que estava bem na partida.

 

No entanto, não lhe dá o direito de soquear a bandeira de escanteio. Desrespeito ao técnico e ao colega que entrava. Comportamento desnecessário.

 

BARROCA

Extremamente educado, inteligente e ético o técnico Eduardo Barroca em sua resposta ao Filipe Souza, do podcast “Isto é Avaí”:

 

Sou muito feliz por ter dirigido esse clube, e saio muito melhor do que entrei. Contém comigo sempre.”

 

Barroca, por questões próprias, não fala mais sobre o Avaí, nem quis dar sua versão sobre os fatos, muito menos reclamar de um ou de outro. Muito educado desde o primeiro momento, é um grande profissional, deixando no clube um padrão de jogo, mas para variar um pouco, a corda acabou arrebentando no lado do treinador...

 

O MELHOR

E ainda voltando a falar sobre Eduardo Barroca, não tenho como contrariar meu amigo Rodrigo Medeiros, que citei acima:

 

“Particularmente, penso que o Barroca foi o melhor técnico que passou no Avaí nos últimos 8 anos.

A culpa dos resultados não era dele.

Vide o pênalti do Vaz, no jogo do Inter.

Jogo do Flamengo.

Gol de ontem, contra o Athletico.

Agora, Vaz e Guerreiro tem que assumir o grupo. E colocar seus pesos profissionais à mostra.

Esperar o grupo decidir, jogar para ele. O tal, fato novo, é que poderá desabrochar estes talentos.”

 

Vale lembrar, quando “resolveram” assumir a responsabilidade, ao menos nas últimas partidas, os jogadores não corresponderam.

 

PROFESSOR NEREU, 94 ANOS

Como sempre faço com os amigos em dia de aniversário, posto fotos no “carnê social” do blog, e ontem foi dia de homenagear o professor Nereu do Vale Pereira, que dispensa apresentações.

 

Não falei com o professor ontem, mas ele recebeu minha saudação através do neto Felipe Warken do Vale Pereira, que retribuiu enviando a presente foto.

 

Até comentei com o neto, uma verdadeira benção ter o professor Nereu do Vale Pereira, ex-presidente do clube, interinamente, ex-presidente do Conselho Delierativo e o mais antigo conselheiro do Avaí, tão bem com seus 94 anos.

 

Parabéns, professor Nereu!

 

 

 

 

Saudações AvAiAnAs!

5 Comentários:

ANDRÉ LUIZ disse...

Não vejo desrespeito do Sarará, na sua saída a torcida até ensaiou uma vaia ao Barroca demostrando que ele estava muito bem no jogo, quero 11 Sarará insatisfeito por uma má substituição do que um apático Jean Pierre, mas vamos ficar na A , acredito, uma vitoria sabado vai ser fundamental para elevar a moral do grupo

GeorgeAB disse...

Contrataram o Jean Pierre conhecendo o seu histórico e suas "habilidades", ele tem que jogar, a bola tem que passar por ele, o time tem que ser escalado para que ele jogue, simples. Vários meios campostas tem a mesma caratlcteristicas de JP, ou seja, não correm, só dão "o tapa" na bola. Um exemplo é o Ganso que era jogador de meio tempo, que vivia no banco, Fernando Diniz deu jeito nisso e agora ele é titular e fundamental para o time. Que façam o JP jogar!

Unknown disse...

Obrigado pelo carinho André!! De pronto quando mandei o seu abraço ele recordou de você.
Ainda saudoso da recente perda de nossa Avó a pouco mais de uma semana, ele pode de forma discreta comemorar seu aniversário. Claro com o bolo do nosso Avai e com direito a Hino cantado em coro pela família.
94 anos do meu avó e 99 anos do Avai, não tem como separar a história de um e de outro. Quero muito que ele tenha saúde pra poder curtir o centenário do nosso clube!!!
Ele ainda não quis voltar ao estádio, mas espero poder levá-lo ainda este ano, e comemorando a nossa permanência!!
Grande abraço!!

Felipe Pereira

Paulo disse...

https://twitter.com/AvaiFC/status/1570034656178733059?t=aWZW1V66VcmiAyuoY-qPbg&s=19

GeorgeAB disse...

Amigo, falo sempre no JP pois todo time precisa de um 10, alguém que de aquele passe magico pra deixar o 9 na cara do gol, e ele sabe sim, por mais "lento" que seja, ao contrário viveremos de penaltis em cima do Pottker.

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