sábado, 10 de dezembro de 2022

Bom dia, Azurras - nº 4.579

THE BOOK IS ON THE TABLE

Na época de colégio, nas primeiras aulas de inglês, uma das primeiras frases que aprendemos a formar é justamente o título desta nota: “The book is on the table”, cuja tradução literal é “o livro está sobre a mesa”...

 

Ao que parece, teve gente que não entendeu o que escrevi sobre o “empréstimo” de R$ 25 milhões, que fazia parte do orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo na última quinta-feira, e por isso volto ao assunto.

 

De uma maneira mais didática, e economizando o português, tentarei seu mais direto para que haja uma maior compreensão do que foi dito. “Let’s go”, ou “vamos!”

 

O orçamento apresentado pela diretoria executiva do Avaí ao Conselho Deliberativo, apresentou números bastante realista, com uma receita R$ 29.263.457,26 em 2023.

 

Todavia, como nada é perfeito, os custos para a próxima temporada estão orçados em R$ 48.009.442,77, o que representa um prejuízo de R$ 18.745.986,00. Creio que essa parte “matemática”, ou contábil, está bem clara, né?

 

Para cobrir esse “rombo”, também conhecido como “déficit”, existe a possibilidade – repetindo, possibilidade – do clube contratar uma linha de crédito de até R$ 25 milhões, conforme consta no orçamento apresentado e aprovado.

 

Como coloquei ontem, não significa que o presidente do clube estará na próxima segunda-feira na porta dos bancos para buscar o referido empréstimo. Além disso, vale ressaltar, para que tal situação seja realizada, há a necessidade, com as devidas justificativas, passar pelo crivo do Conselho Deliberativo. Simples assim.

 

Se ainda não entenderam, no melhor estilo “the book is on the table”, passo para algumas perguntas e respostas ainda mais didáticas, facilitando o entendimento. “Let’s go again”, ou “vamos outra vez!”

 

- O empréstimo foi aprovado? Não! Ele não foi feito.

 

- Houve empréstimo? Não! Portanto, nada poderia ter sido aprovado nesse sentido.

 

- Houve pedido ao CD para fazer o empréstimo? Não! Não havendo pedido, não há o que ser aprovado.

 

Trocando em miúdos, não se pode aprovar um empréstimo que não foi solicitado, não se pode aprovar um empréstimo que não foi feito. Simples assim.

 

“Ah! Mas então eles querem fazer o empréstimo?” Talvez, e como colocado ontem, repetindo hoje, se houver necessidade, há que se passar pelo crivo do Conselho Deliberativo outra vez.

 

Obrigado! De nada!

 

QUATRO COMPETIÇÕES, QUATRO CONQUISTAS

Se tem algo que funcionou este ano no Avaí, foi o time das Leoas Caçadoras, o Avaí Kindermann, que mesmo começando absolutamente do “zero”, obteve êxito em todas as competições que participou.

 

Se não chegou nas Quartas do Brasileirão, ao menos com muita galhardia conseguiu manter o time na elite do futebol brasileiro feminino, sem compararmos a disparidade de investimento dos outros clubes.

 

Além disso, as Leoas Caçadoras também conquistaram o título nos Jogos Universitários Catarinenses (JUC’s), assim como nos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC), ambas as competições de forma invicta, tal qual o Campeonato Catarinense, encerrado.

 

Por tudo o que aconteceu, numa é demais parabenizar o trabalho das Leoas Caçadoras!

 

INVESTIMENTO

Pelo que soube, o futuro do Avaí Kindermann também esteve em pauta na última reunião do Conselho Deliberativo, cabendo ao presidente do clube, professor Edison Roberto de Souza, fazer colocações sobre o orçamento que será destinado para as Leoas Caçadoras, também com redução, como ocorreu no profissional dos “meninos”...

 

Coube a presidente do Avaí, Júlio César Heerdt, responder ao professor Edison, tendo agendado uma reunião para discutir o assunto na próxima terça-feira, o que acho salutar.

 

Como escrevi acima, com um ano tão exitoso, o mínimo que se espera é que o Avaí consiga manter o investimento deste ano, sem reduções, até porque em momento algum, nas competições disputadas, deixaram de honra nosso manto sagrado.

 

Espero, sinceramente, que cheguem num denominador comum, preservando dignamente o que foi promessa de campanha.

 

BRASIL FORA

Até por uma questão de honestidade, por nada ter comentado sobre a Seleção Brasileira até agora, não seria nesse momento, com a eliminação do time de Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, que viria a tecer alguma coisa...

 

No entanto, na condição de torcedor, sou obrigado a deixar meu lamento por outra vez, desde 2002, o Brasil esbarrando numa sina curiosa cair diante de seleções europeias. França em 2006, Holanda em 2010, Alemanha em 2014, Bélgica em 2018 e agora, Croácia.

 

Que venha 2026!

 

Vida que segue...

 

CLICKBAIT

Dia desses, num dos grupos de WhatsApp, alguém questionou uma manchete colocada nas redes sócias por alguém da mídia esportiva, que efetivamente gerou alguma especulação, quando na verdade, tratava-se de fato corriqueiro em algumas administrações.

 

Foi quando um dos integrantes do grupo, com precisão de um sniper, colocou: “Típico clickbait!”

 

É verdade. Mais comum do que se imagina, principalmente nos integrantes da mídia convencional, essa estratégia é muito usada, para angariar novos leitores ou seguidores, gerando mais “curtidas”, ou aqueles chamados “cliques” no conteúdo.

 

A característica é sempre a mesma: o “clickbait” é uma manchete chamativa, como por exemplo, uma “nova” contratação, ou uma rescisão, que vem seguido de um conteúdo raso, que não empolga, com ares de propaganda enganosa...  

 

ALEX, TÉCNICO DIFERENCIADO

Conforme havia dito após a apresentação do técnico Alex de Souza, ao longo da semana estou postando algumas frases colocadas por ele, e cada vez que faço a transcrição, tenho a certeza de que o Avaí está muito bem servido, tendo feito uma ótima escolha.

 

Por enquanto, fizemos uma na quinta, outra ontem, que podem ser acompanhadas na sequência. Hoje teremos a terceira, que será reproduzida durante o dia e também na “Bom dia, Azurras” de amanhã.

 

Confira!

 

ALEX – I

Lá atrás, após a Copa São Paulo, na época ainda era o William Thomas aqui no clube, e eu não aceitei por um motivo muito simples: eu tinha um contrato com o São Paulo e eu pretendia cumprir, como tudo o que fiz, antes na minha carreira como atleta e agora como treinador.

 

Eu achava que não poderia começar de uma maneira já quebrando um contrato, no caso a quebra de um contrato com o São Paulo, e o que eu ganhei foi mais um ano de trabalho, mais vivências, mais jogos, mais treinamentos, mais essa situação que acabei de dizer, de mudanças (no time).

 

 

ALEX – II

Um Avaí equilibrado. Um time que consiga atacar bem dentro das suas possibilidades, dentro das suas características, e um Avaí que defenda bem.

 

Todas essas coisas, esses rótulos, alguém algum dia inventou, colocou. Se eu jogo com três volantes nem sempre quer dizer que eu seja um cara defensivo.

 

Eu posso jogar com três atacantes e esses três atacantes não tocarem na bola, Então, na verdade é equilibrado, um time que possa defender bem, um time que possa atacar bem, mas principalmente, é o que eu desejo, é que o torcedor avaiano venha à campo e se divirta com o aquilo que ele vai ver.

 

Vai correr risco? Vai correr risco. Porque pra ganhar jogos em algum momento você vai correr riscos. Mas nós temos que tentar fazer, e é essa a minha busca, desde o primeiro dia, e esse é o contato e o recado que eu vou passar pros jogadores, já passei para o clube. Torcedor tem que vir e se sentir representado dentro do campo. Então essa é a nossa expectativa desde o primeiro dia treino.

 

Agora relacionado a plataforma, a forma de jogar, é equilibrada, super-equilibrado para que a gente dentro desse equilíbrio crie opções para vencer os jogos e correr atrás do nossos objetivos.”

 

 

 

 

Saudações AvAiAnAs!

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