Bom dia, Azurras - nº 4.629
CONTRA
Extremamente salutar e interessante a movimentação nas redes
sociais dos podcasts “Isto é Avaí” e “Sempre Figueira”, que externaram o
descontentamento sobre o que fizeram com o futebol Catarinense neste fim de
semana.
Já escrevi aqui na semana passada, a
transferência de Avaí x Figueirense, do dia 28 de janeiro para 4 de fevereiro,
de sábado para sábado, pelas razões apresentadas, transmissão de Flamengo x
Palmeiras e obrigação de transmissão pela detentora da transmissão do
Catarinense, apenas e tão somente pulveriza toda a força de administração que
se possa ter...
Atitude vergonhosa, feita nas coxas,
defendendo interesses escusos, que obviamente não são os interesses dos clubes
de Santa Catarina, muito menos dos torcedores.
Lamentavelmente para aqueles
apaixonados por futebol, os dirigentes de nossos clubes não conhecem o
potencial dos clubes que comandam, e o fazem apenas e tão somente por intuição,
sem um mínimo de planejamento, sem um mínimo de profissionalismo.
Se já não bastasse mexer na data do
clássico, perfeitamente resolvido com a partida sendo realizada no dia
seguinte, hoje, domingo, dia tradicional do futebol, que por si só certamente
levaria mais público ao estádio, os “gênios” do nosso futebol, trataram de
pulverizar toda a credibilidade da competição: transferiram a quinta rodada por
completo.
Esse silêncio dos dirigentes mostra
com clareza solar o pouco pulso no comando da situação. Não por acaso, temos
uma competição com estádios sem condições de receber jogos à noite, ainda que
tenham passado por “vistoria”. Sem contar os gramados, também “supervisionado”
por uma empresa ligada à FCF...
O futebol de Santa Catarina agoniza,
muito pela incompetência de seus dirigentes.
FROUXOS
“Novamente vou falar minha
opinião.
Independente
de qual time jogaria a Supercopa...
Nesse
momento no Brasil estão rolando 56 jogos e nós vamos ficar 10 dias sem futebol,
e se duvidar, capaz de aumentar por causa da Copa Davis no dia 4 de fevereiro, em
Floripa, mesma dia para a nova data do clássico!”
O pitaco é do gente boa e presidente do Grupo Avaí Eterna
Paixão, Valdinei Albino, e ele está absolutamente certo, e até por isso “assino
com o relator”...
Os dirigentes da FCF e NSC, ajudaram a enterrar ainda mais o
futebol de Santa Catarina, com a anuência e frouxidão dos dirigentes de
clubes...
Depois reclamam da falta de din-din!
SÓ
OS FRACOS PARARAM
Como salientou Valdinei, tivemos 56 jogos ocorrendo no mesmo dia
da decisão da Supercopa, e mais que isso, 21 deles acontecendo no mesmo horário,
ou seja, faltou boa vontade, bom senso aos nossos dirigentes.
O mais engraçado, as federações Paulista e Carioca, intimamente
envolvidas na Supercopa, também não pararam suas competições, o mesmo ocorrendo
em Alagoas, Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio
Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins...
O exemplo do avesso de Santa Catarina deve ter se espelhado no “forte”
futebol do Pará, as únicas federações que paralisaram suas competições.
“BOTEMO”
A paralisação do Campeonato Catarinense deu-se única e
exclusivamente por conta de decisão dos dirigentes da FCF, NSC e dirigentes de
clubes, que como as hienas, comem merda, fazem sexo uma vez por ano e vivem
rindo...
No entanto, o início dessa desastrosa “operação” deu-se na
medida em que uma casa de apostas, a “Botemo”, anunciou a aquisição do ‘naming
rights’ da Supercopa, que também será o da Copa do Brasil de 2023.
Dessa forma, o contrato previa a transmissão da partida da
Supercopa por todas as filiadas da rede “plin plin”, o que levou a
transferência do nosso clássico. Paralisar a competição é uma outra conversa...
No melhor estilo do patrocinador, “botemo no fiofó da torcida e não reclamem”...
ATRASADOS
“No 4 a 3 de hoje, pensei
em como estão anos-luz na nossa frente. Estádio, público, patrocínio,
transmissão. Por isso a provocação da SAF, que muitos se revoltaram sem
entender…
Já
estamos atrasados!”
A colocação é do gente boa e extremamente inteligente Marcos da
Trindade. Quando temos uma competição sendo disputada em estádios sem a mínima condição
de uso, e estou falando até mesmo nas dependências para as torcidas, quando se
faz “vistorias” e liberam alguns “currais”, efetivamente não se pode reclamar
da sorte...
O futebol de Santa Catarina precisa ser reinventado, até porque
o que estamos vendo não é apenas um retrocesso dentro de campo. Fora dele, o
cheiro de esgoto está ficando insuportável...
A
TORCIDA QUER SABER
Se está na “moda” falar em transparência, ontem se soube que que
o Palmeiras abocanhou R$ 10 milhões com o título da Supercopa do Brasil,
enquanto o Flamengo, mesmo perdendo, faturou outros R$ 5 milhões.
Fato salientado pelo gente boa Maurício Della Rocca, de Santo
Amaro da Imperatriz, antes mesmo do início da decisão. Disse ele:
“Boa tarde, só para título
de informação, (quero deixar claro que também sou contra a transferência da
rodada, pois poderia ter sido jogada no domingo) a Supercopa paga mais em
premiações do que todos os estaduais.”
Quanto a dupla da Capital estará recebendo para que houvesse a
transferência do clássico para a próxima semana? Qual a compensação que os
clubes receberam pela paralisação do Catarinense?
Com a palavra, nossos sinceros dirigentes...
ALERTA
Nosso amigo Adriano Assis, do ClickIlhéu, chamou atenção dos que
comandam o Avaí sobre os possíveis problemas que ocorrerão no clássico, com a
torcida adversária, lembrando da destruição do banheiro dos visitantes. Fato,
aliás, denunciado ao TJD-SC, que outra vez, como de costume, isentou o “doladelá”
de bancar qualquer indenização...
Assis está certo, e se existe “divisão” de renda, que o Avaí só
libere a “cota” do visitante após o jogo, caso não haja qualquer estrago ao
nosso patrimônio. Nada de vender ingresso na Avenida Santa Catarina!
E como lembrei ao Assis, que não esqueçam de abrir TODOS os
portões para a imensa Nação Avaiana!
COELHO, POUCO PRA COMEMORAR
Sou de uma época em que o futebol de Joinville era representado
por América e Caxias. Em 1976, ano em que nasceu e foi campeão, vi o surgimento
da fusão que deu origem ao Joinville, o JEC, que hoje completa seus 47 anos,
como muitas glórias, mas muito pouco para comemorar nos dias atuais.
Lembro do pesadelo que era enfrentar o clube comandado por
Waldomiro Schützler, que de 1978 a 1987 papou todos os Catarinense, sendo
octacampeão. Mas tarde, já com outras gestões, campeão Brasileiro da Série C,
em 2011, e da Série B, em 2014.
Hoje o Coelho está momentaneamente a “zona de rebaixamento” do
Catarinense e sem competição nacional em seu calendário...
Ainda assim, parabéns, JEC! Levanta, sacode a poeira e dá a
volta por cima...
Saudações AvAiAnAs!









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