quarta-feira, 12 de abril de 2023

Bom dia, Azurras - nº 4.702

CRUELDADE DOS NÚMEROS

Aquela tabela do nosso amigo Marcos da Trindade, apontando para o público total do Campeonato Catarinense, bem como para o show que a torcida do Tigre deu ao longo de toda a competição, parece ter deixado muita genta atordoada. Torcedores, pela incredulidade de números que espelham a realidade cruel dos fatos. Dirigentes, pela inércia, apatia, diante de uma imensa e apaixonada torcida, como no caso da Nação Avaiana. E olha que ficamos na segunda posição...

 

Verdade seja dita, as muitas ações da direção do Tigre, ações concretas, estão mais ligadas ao seu torcedor desde que o clube foi rebaixado, tanto para o Brasileiro da Série C, quanto para o Catarinense da Série B. Não lembro de ter ouvido, visto ou lido algum dirigente do Sul do Estado reclamando de “esqueletos na gaveta”, argumentação sempre em pauta em gestões comuns...

 

Diga-se de passagem, quando falo em ações, incluo inclusive aquela em que a direção carvoeira bancou ônibus para seus torcedores para vários cantos do Brasil, além de inúmeras promoções com ingressos.

 

E não por acaso, em várias oportunidades mencionei nesse espaço que a diretoria do Avaí deveria tomar por base as atitudes carvoeiras, quer por telefonemas, quer por visitas aos associados que deixaram o clube, sendo convidados a voltar. Não por acaso, atingiram a invejável marca de 17.200 sócios...

 

E por aqui? Vamos de selfie...

 

UM MANEZINHO CARIOCA

Recebi do meu querido amigo de infância, o médico Clóvis Ricardo Montenegro De Lima, ilhéu, avaiano, médico, radicado no Rio de Janeiro, a seguinte mensagem, que faço questão de reproduzir aqui, “ipsis litteris”:

 

“Avaí e Figueirense somados terem menos público do que o Criciúma é uma vergonha. O Avaí teve menos da metade do que o Tigre.

 

O Vasco voltou para a série A por causa de São Januário. O time não era bom, mas a torcida abraçou e foi guerreira. Faz diferença.

 

Todo mundo sabe que a torcida do Flamengo no Maracanã é muito mais difícil enfrentar do que o time.

 

7 mil pessoas por jogo é menos da metade do nosso estádio. Não estão precisando de renda? Ou vão ficar apenas mamando das cotas da CBF?

 

Os avaianos precisam se unir e botar gente na Ressacada. Sem isso, não sobe.”

 

Voto com o relator!

 

DESCULPA FURADA

Para quem não sabe, desde antes da pandemia estou residindo em Ingleses, ou seja, 33 km distante do Centro, e cada vez que vou para o nosso belo reduto, a Ressacada, ainda tenho que enfrentar quase 9 km até o Sul da Ilha.

 

Ou seja, por baixo, são 42 km para ir e voltar de um jogo qualquer, e falo “qualquer” sem desmerecimento, apenas porque vou à todos, independentemente de fase do time ou de competição.

 

Faço esse pequeno preâmbulo para jogar por terra a argumentação de alguns especialistas, de que em Criciúma a torcida vai ao estádio “porque não tem praia”...

 

Papo furado!

 

O criciumense sempre se adonou da praia do Rincão quando ela pertencia a Içara, e segue com o mesmo hábito de frequentar o Balneário Rincão após sua emancipação, ocorrida em 2003, que está a menos de 28 km da cidade carvoeira...

 

DICA DO MARGINO

“Os números da tabela do Blog do Tarnowsky nos mostram que hoje em dia, a Nação Avaiana é maior e mais apaixonada torcida de Santa Catarina só no slogan, porque na prática, estamos devendo em número de sócios e no número de público da Ressacada.”

 

E nosso amigo Fyllipy Margino prosseguiu...

 

“Considero ser torcedor de verdade: estar junto do clube nas horas boas e ruins, fora isso, são os oportunistas e os modinhas, que vão só na boa. Ver Flamengo, Corinthians, Palmeiras, o clássico e etc, é fácil. Estar nos jogo contra o Barra, JEC, Cambura e tal, é que quero ver.”

 

Então é bom que entendam de uma vez por todas, a atração, com “A”, chama-se Avaí, ou será que tem gente que vai pra Ressacada este ano para ver ABC, Mirassol, Tombense, Ituano, Novorizontino, entre outros?

 

ACIDEZ

“Time que tem presidente e monta elenco pra ser campeão, a torcida compra a briga...

 

Aqui só ficamos em segundo devido ao clássico, senão estaríamos em quarto.”

 

O comentário um tanto quanto ácido, mas não sem razão, é do nosso querido amigo Paulinho Ricardo Gwoszdz, que não está completamente equivocado.

 

Na frieza dos números, se tirarmos o público do clássico, efetivamente a média de público do Avaí cairia para a quarta posição, mas se descontarmos apenas os torcedores visitantes, seguiríamos em segundo.

 

O fato é que nossa torcida está literalmente acomodada, disposta apenas e tão somente para grandes espetáculos, e voltando a parte inicial do comentário do Paulinho, nosso presidente segue devendo com um elenco que ficou muito aquém das expectativas para um ano de Centenário.

 

DIA LINDO

O som que sai uôôô
No coração vai, guiar com atenção
Os nossos passos

 

Na dança da vida uôôô
Num passe de mágica
Sem uso da força a música faz
O corpo balançar com o som que sai

 

Dia lindo a gente faz (dia lindo uôôô)
Dia lindo a gente faz (dia lindo uôôô)
Dia lindo a gente corre atrás
A gente corre atrás e faz o som

 

E com “Dia lindo”, do Dazaranha, fico por aqui, na esperança de que a Nação Avaiana entenda seu papel na busca de mais um acesso neste Brasileiro que começa na sexta-feira...

 

Vamos jogar com o Leão, vamos fazer nosso dia lindo!

 

 

 

Saudações AvAiAnAs!

3 Comentários:

Gustavo Beck disse...

A torcida do Avaí só aparece quando a fase é boa ou quando tem um jogo mais importante, antes era a desculpa do trânsito, agora com acesso ao estádio bom continua com a média baixa de torcedor!

Algemiro disse...

A princípio não gosto de filme de terror. Isso vem acontecendo desde 2009. Na Ressacada

LUGO disse...

Boa tarde,
Torcida ajuda, mas, não ganha jogo. O que ganha jogo é competência, entusiasmos, treinamento, inteligência, obstinação... e outras tantas boas qualidades que se vê em equipes vencedoras.
Como todo, acredito, concordam: futebol vive de resultados favoráveis, o que pressupõe vitórias e conquistas.
O retorno emocional precisa de proporcionalidade com o investimento de dinheiro, tempo, indisposição em casa, angustia, ansiedade, desconforto... , em suma, a recompensa precisa ser maior que o risco.
Uma coisa é paixão outra é fanatismo.
O presidente do Avaí precisa observar que mesmo que ele saneie o clube pedirão sua cabeça e endeusarão, como já o vi fazerem aqui, os presidentes que, quer por ação ou omissão, trouxeram o clube até aqui, afundando-o em dívidas. Político que paga dívidas de gestões passadas não se reelege, é esquecido e quem o suceder acabará por desfrutar do que foi deixado, com grande possibilidade de, novamente, levar a bancarrota.
Pagar dívidas é importante, mas bater metas é mais. O difícil é encontrar o equilíbrio quando o sucesso depende de muitos fatores.
Veja no caso dos clubes que exigem um percentual de presença de sócios aos jogos para poderem concorrer a um lugar no estádio para assistir aos jogos importantes, ou seja, se quer comer do banquete, tem que experimentar o arrozcovo de cada dia: a recompensa é maior.
Mas qual nossa moeda de troca: oferecer jogos de uma equipe medíocre contra outras tão ou mais?

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