Bom dia, Azurras - nº 4.713
TRÊS PONTOS IMPORTANTES
Não vou me alongar
muito na análise da partida, até porque pelo futebol apresentado pelo Avaí,
muito fraco, e pelo que deixou de mostrar o Mirassol, pouco há o que se
enaltecer.
Durante a partida,
quando ainda sofríamos com o 0 a 0 sem inspiração, comentei com amigos que
acompanham a partida conosco: “Quem veio
pra Ressacada assistir esse jogo, certamente pensará umas 500 vezes antes de
retornar...”
Bom que se diga, o
técnico Alex de Souza teve pulso para mudar a equipe, que veio bem alterada em
relação ao time da estreia, e teve ainda mais coragem em fazer três
substituições no intervalo da partida, até porque o primeiro tempo avaiano foi
horroroso...
Diferente da
primeira partida, quando enganosamente ficou com a bola, mas não criou chances
de gol, ao menos na partida de ontem o Avaí foi mais objetivo, ainda que com
pouca inspiração e um pontaria pouco eficiente.
Verdade seja dita,
Ygor Vinhas trabalhou muito pouco, enquanto Muralha foi mais exigido pelo Leão
da Ilha, com boas defesas na primeira etapa e outras tantas no segundo tempo.
O gol de Santiago
Patiño, já nos acréscimos da partida, aos 51 minutos, premiou quem tentou jogar
futebol, quem buscou a vitória, que poderia ter vindo muito antes, até porque
Thalisson, do Mirassol, foi expulso aos 28 minutos da segunda etapa, o que
facilitou ainda mais o domínio avaiano.
Três pontos
importantes na tabela de classificação, vitória que faz a poeira baixar no Sul
da Ilha, mas que não pode mascarar o quanto o Avaí precisa evoluir na
competição se quiser almejar os 45 pontos da permanência ou até ter sonhos mais
ousados...
Foto:
Fabiano Rateke/Avaí FC
SEGURANÇA
Entre as mudanças feitas
pelo técnico Alex de Souza no time que começou a partida estava a escalação do
zagueiro Didi, que independente de ter chegado em cima da hora na partida
contra o Guarani, não poderia ter ficado no banco de reservas.
O zagueiro que veio
do Água Santa fez uma boa partida, mostrando a razão pela qual foi colocado na
seleção do Paulistão. Ao lado de Roberto, ontem capitão do time, formou uma
dupla de zaga segura, sem passar sustos, melhorando na marcação ao adversário,
com boas antecipações e até saída de jogo.
CRÉDITO
Se fui crítico na
derrota para o Guarani, colocando a responsabilidade da derrota nas escolhas do
técnico Alex de Souza, até porque é quem escala e treina a equipe, ontem creio
que o crédito da vitória precisa ser dado para ele.
Obviamente, como já
disse acima, o Avaí não fez uma grande partida, e creio que o erro de passes
ainda é nosso maior problema. Porém, Alex tentou um time, que não aconteceu, e
com as mudanças para o segundo tempo, tratou de dominar ainda mais a partida, alcançando
a vitória que ocorreu após belo passe de Robinho para a conclusão certeira de
Patiño.
ESCALAÇÃO
Se há algum mérito
em Alex de Souza na partida de ontem, está em ter tentado mudar a equipe, que
saiu jogando assim:
Ygor Vinhas; Igor
Inocêncio, Roberto, Didi e Natanael; Wellington, Giva e Eduardo; Júlio César,
Patiño e Marquinhos Cipriano.
Foram cinco mudanças
em relação ao jogo de estreia, mas sem qualquer ganho em rendimento na equipe,
por isso as três substituições no intervalo. Alex acertou.
DUPLA
Na partida contra o
Guarani, comentei que o volante Wellington começava a se desenhar como o maior
acerto da direção avaiana, que efetivamente veio para ser titular, e ontem
enquanto esteve em campo até 30 minutos do segundo tempo, confirmou a primeira
impressão. É titular.
No entanto, pelo que
assisti ontem, creio que o parceiro de meio campo de Wellington veio do banco
de reservas, Xavier, que ficaria como primeiro volante e com mais liberdade
para o camisa 5 avaiano, como segundo.
XAVIER
Ainda exibindo um
enorme “pandeiro”, lembrando Rita Cadillac, dos bons tempos do programa do
saudoso Chacrinha, Xavier entrou aos 16 minutos de segundo tempo e mostrou ter
mais disposição e garra que Giva e Eduardo, que começaram o jogo de ontem.
Sua expulsão foi injusta,
sendo marcada apenas e tão somente pela intervenção do carioca Rodrigo
Carvalhaes de Miranda, que “operou” do VAR, sendo que o “candango” que soprou o
apito, Maguielson Lima Barbosa, nada marcou. Lance normal, quando muito para
uma falta com cartão amarelo.
ESPINHA DORSAL REFORÇADA
Na última sexta-feira, comentei nesse
espaço sobre o que temos de espinha dorsal com qualidade na equipe do Avaí. Bom
que se diga, falta muito para encaixar a equipe, e não tenho dúvidas de que o
Leão da Ilha precisa melhorar muito e até se reforçar.
Mesmo assim, creio que podemos olhar
o “copo meio cheio” com a escalação de seis jogadores, a saber: Ygou Vinhas no
gol, Didi na zaga, Xavier e Wellington de volantes, Rafael Gava no meio e
Patiño no ataque.
E sendo mais atrevido, na lateral
direita, Oleques ou Igor Inocêncio não oferecem muita opção ao treinador,
qualquer um terá que jogar. Na zaga, teremos uma boa briga pela segunda vaga.
Na lateral esquerda, Natanael está absoluto, talvez por isso resolva jogar só
até o meio de campo, apoiando pouco o ataque...
No meio, além dos três já citados, cabe
Robinho jogando mais adiantado, mas a disputa ainda tem Vitinho. No ataque, com
dois gols em dois jogos, é Patiño e mais um, que deve ser Waguininho.
DECEPÇÃO
Quando dizem que “esse Avaí faz coisa”,
é bom acreditar. Aliás, o Avaí e os avaianos...
Na estreia na Ressacada pelo
Campeonato Catarinense, Avaí 3x0 Camboriú, tivemos 5.143 torcedores presentes.
Ontem, estreia pelo Brasileiro da Série B, fomos apenas 4.711...
O Criciúma, próximo adversário do Avaí, teve 13.871 torcedores na estreia no Heriberto Hülse, 2 a 0 na Tombense. Sexta-feira, dia 28, no Sul do Estado, certamente a casa vai estar cheia...
Saudações AvAiAnAs!







Bom dia André e nação avaiana. André a partir da entrada do Xavier o time melhor porque passou a ter 4 no meio de campo. Ao meu entender quem arrumou o time foi o Andrey, o 78 na camisa. Ele não pode ficar fora do time. Espero que o Alex deixa de ser teimoso e coloque 4 no meio de campo para enfrentar o Criciúma.
Perfeito
Meio com Xavier, Wellington, Andrey e Gava.
Concordo com o Davi, esse meio é melhor, e esse foi sempre o problema do Avaí, meio vazio
Lembram quando Silas colocou Luis Ricardo na lateral direita, até então ele era atacante e deu certo. Alex poderia testar alguém, já que Oleques e Igor são péssimos.
O primeiro tempo foi horroroso, jogadores mal posicionados, todos sempre próximos da bola, tiveram momentos onde os 10 jogadores do Avai estavam na sombra que a cobertura da arquibancada faz, ninguém guardava a posição para servir de alternativa para uma virada de jogo.
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