O FANTASMA DO ABISMO, by RC
As coisas começaram com uma falta burra. O zagueiro
Felipe Silva, fazendo uso de muito músculo e pouca consciência atingiu espalhafatosamente o
tornozelo de um adversário. O Adversário, é claro, literalmente deitou e rolou
no chão. Com isso comoveu o
pessoal do VAR, que chamou o árbitro para conferir o lance e este ergueu o
cartão vermelho ao Felipe, deixando o Avaí com um jogador a menos. A
teatralidade da própria agressão do Avaiano justificou sua expulsão. Ergueu e baixou com violência explícita o pé
de ferro sobre o tornozelo do adversário.
Porém, ainda que tenha acarretado
dificuldades, infelizmente não foi por isso que o Avaí foi derrotado. A derrota
viria com toda a certeza ainda que o Leão jogasse completo até o final. A Chape
não mostrou um futebol avassalador, o Avaí é que confirmou uma vez mais a sua
condição de fragilidade técnica e física. De novo uma coleção de passes
errados, de falta de criatividade. De presença vigorosa dentro da área. Nossos
dois últimos gols decorreram de falhas bisonhas de atletas adversários.
Surpreendente, sob um aspecto
negativo, a falha do arqueiro Ygor no primeiro gol. A bola era totalmente
defensável mas ele praticamente ajeitou para que o atacante tocasse para o
fundo das redes. Imperdoável.
Tivemos mais um gol
adversário entregue por via de passe errado. Aliás, não foram poucos neste
início de campeonato. E a considerar também a lentidão do zagueiro Alan Costa e
até alguma displicência, quando cometeu o pênalti nos derradeiros minutos do jogo.
Uma goleada em jogo doméstico, em
plena Ressacada, dando chances ao intragável Argel de erguer o punho e dançar
sua dança ridícula diante do torcedor Azurra.
Falta calor, falta raça, falta muita
coisa mais. O torcedor protestou e o fez cheio de razão. O torcedor está vendo
o fantasma do abismo tomar forma e consistência. Se nada for feito...
* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Foto: Frederico Tadeu / Avaí FC
Tempos houve em que diante de situações críticas, e agora atravessa o Clube uma dessas, alguns próceres juntavam-se e ajudavam a carregar o andor.
É possível que esses tempos tenham terminado, ou que os tempos de hoje sejam de mais confiança e menos amor.
O tempo dirá. Ao torcedor comum só resta seguir mastigando
o pão amargo, sem direito sequer a um centímetro de manteiga. RC
Eu rezo, torço e espero pelo dia em que alguém com perfil profissional esteja a frente do Avaí, para que a incompetência seja vista com a clareza solar necessária e erradicada do clube.
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