quinta-feira, 1 de junho de 2023

Bom dia, Azurras - nº 4.752

FALTOU DIZER

Já que a galera, inclusive o atual presidente, foi induzido a repetir a frase “o Avaí faz coisa”, na “Bom dia, Azurras” de ontem deixei escapar um exemplo que demonstra bem essa situação…

 

O Leão da Ilha estava nos preparativos para a estreia no atual Campeonato Brasileiro da Série B, mas somente na última semana chegaram ao Sul da Ilha o goleiro Ygor Vinhas e o zagueiro Didi, quando a equipe ainda era comandada pelo técnico Alex de Souza.

 

Os dois jogadores citados, no fim de semana que antecedeu a estreia do Avaí no Brasileiro da Série B, disputaram a finalíssima do Campeonato Paulista, ou seja, chegaram com ritmo de jogo, vindo do estadual mais complicado do país, com o zagueiro sendo escolhido para a "seleção" da competição.

 

Todavia, o então técnico da equipe optou por escalar apenas o goleiro, deixando o zagueiro Didi no banco de reservas a partida inteira, colocando em campo a dupla de zaga formada por Alan Costa, que estava disputando o “acirradíssimo”  Campeonato Indiano desde 2021, e Felipe Silva, da base avaiana.

 

O resultado da estreia contra o Bugre, todos lembram o desastre que foi, mas diante de tal situação, creio que cabem algumas correções nos números que apresentei dos jogos em que Didi participou ou não...


SEM DIDI

Se ontem comentei que o aproveitamento da equipe sem Didi em campo, afastado na véspera da partida contra a Chapecoense, era ruim, sem que depois disso o Avaí não conseguisse vencer quem quer que seja, considerando que ele estava no banco de reservas na estreia, aqueles tais 16,66% de aproveitamento, com dois empates e duas derrotas, fica ainda pior. Vejamos:

 

1 – Guarani 4x1 Avaí  

2 – Avaí 1x4 Chapecoense

3 – Atlético-GO 0x0 Avaí

4 – Novorizontino 2x0 Avaí

5 – Avaí 1x1 Vitória

 

Ou seja, cinco jogos, três derrotas, dois empates, que significam risíveis 13,33% de aproveitamento...


COM DIDI

Para não ser injusto, obviamente que o zagueiro Didi não joga sozinho na zaga avaiana, e até para enfatizar aqueles 50% de aproveitamento de quando esteve em campo, e preciso relembrar com quem fez dupla de zaga.

 

Por enquanto, relembramos apenas os quatro jogos em que o zagueiro participou, a saber:

 

1 – Avaí 1x0 Mirassol

2 – Criciúma 1x0 Avaí

3 – Avaí 0x3 Vila Nova

4 – Tombense 0x1 Avaí


DIDI – ROBERTO

Das quatro partidas em que esteve em campo, vale lembrar que Didi fez sua estreia contra Mirassol, formando dupla com Roberto, escalação que perdurou por três jogos, com uma vitória (Mirassol) e duas derrotas (Criciúma e Vila Nova).

 

Conforme os resultados acima, a dupla Didi e Roberto sofreu uma media de 1,33 gols por partida, menor do que a média atual...


DIDI – ALAN COSTA

A última partida em que participou jogando pelo Avaí, Didi formou dupla de zaga com Alan Costa, na vitória em Muriaé, diante do Tombense, pelo placar mínimo, sem levar gol.

 

Ou seja, computando as quatro partidas, a média com Didi em campo de gols sofridos cai para um gol por jogo...

 

PENEIRA

O Avaí tem 15 gols sofridos nesta Série B, com a defesa avaiana sendo superada apenas pelo lanterna ABC, com 17 gols sofridos, o que não pode nem deve servir de referência...

 

Em 9 jogos disputados, a média de gols sofridos pelo Avaí é de 1,66 gols por jogos, o que ainda é muito alta...


MELHOROU

Ainda que os números não sejam animadores, não podemos deixar de enaltecer que com a chegada do técnico Gustavo Morínigo, o “vento mudou”, e em três jogos sob o comando do técnico paraguaio, três gols sofridos, media de um gol por jogo, mesma média com Didi em campo...

 

Claro que o Avaí tem muito o que melhorar, o que ajustar, mas não resta a menor dúvida de que podemos sonhar com um futuro mais promissor.


DIRETOR DE FUTEBOL

Ao que tudo indica, hoje deveremos ter o nome do novo diretor de futebol do Avaí, e até pelo “show de horrores” que vimos nas duas últimas escolhas, a imensa Nação Avaiana está ressabiada com quem pode vir...

 

Não é uma “questão de múltipla escolha”, mas pelo que soube, na última segunda-feira ao menos cinco nomes foram devidamente entrevistados, mas um em especial já tem proposta do clube.

 

Vamos aguardar!


COMPLICADO

O trabalho do novo diretor de futebol do Avaí não sera fácil, até porque a cada rodada que passa as carências da equipe, agora comandada por Morínigo, ficam mais flagrantes.

 

O número de reforços, ao menos no meu entendimento, já supera “uma mão”, e até por isso, encontrar esses jogadores disponíveis no mercado, e em condições de jogo, não será tarefa simples...


NA MESMA TOADA

Ontem o mandatário avaiano, Júlio César Heerdt, recebeu na nossa bela Ressacada o pessoal da NSC, cuja entrevista, parte dela, foi apresentada no programa de esportes da emissora no horário do almoço, e na íntegra, no site do GE.

 

Nada de novo no “Reino da Ressacada”. A diferença é que na gestão anterior, o presidente subia o Morro da Cruz, e agora eles vão até o Sul da Ilha, mas o privilégio de uma “exclusiva”, a prioridade segue na mesma toada...

 

Chegará o dia que nossos dirigentes entenderão a importância, a dimensão do Avaí Futebol Clube e de toda sua estrutura!


OLHEIROS

Diretamente de Tubarão, o gente boa Everson Fernandes, que a galera e as casas noturnas do Sul do Estado conhecem como “Siri”, informa que o Fortaleza negociou o atacante Moisés, com o Cruz Azul, do México.

 

Poder-se-ia dizer “mais uma transação no mundo do futebol mundial”, o que é verdade, não fosse o fato de que Moisés estava aqui do lado, em Morro da Fumaça, vizinha de Criciúma, e mais que isso, com 26 anos, estreou no futebol profissional aos 23 anos, saindo diretamente do futebol amador da região para o Hercílio Luz.

 

Do Hercílio para o Concórdia, Brusque, Ponte Preta e Fortaleza, cuja venda alcançou R$ 24,5 milhões, na maior negociação efetuada por um clube do Nordeste.

 

Como em breve o Avaí deve contratar um novo diretor de futebol, não estaria faltando para esse dirigente algum “olheiro” para conferir os bons valores no nosso futebol amador, ou no “futebol raiz”? Ou será que só é permitido contratar “jogadores de grife”?


SEM CRITÉRIO

O sucesso de Moisés no futebol, mesmo sem passar pelas categorias de base, não é único. Não estranhem, por exemplo, se em breve o irmão dele, também sem categoria de base, mas artilheiro no Municipal de Morro da Fumaça, estourar em algum clube profissional...

 

Meses atrás, mencionei nesse espaço, que o Flamengo estaria negociando empréstimo de um garoto ao Barcelona, outra transação no futebol, mas o detalhe é que esse jogador, Wesley, saiu de Sambaqui, sem ter tido chance no Sul da Ilha, nem no Estreito...

 

Sávio, aquele ex-jogador, viu o que nossos dirigentes não viram e tratou de levar o menino para a Gávea...




Saudações AvAiAnAs!

1 Comentário:

wendyfloripa disse...

Só eu não entendo a logística do Avaí? Porque ir hoje para lá e não ficar aqui e ir de ônibus após o treino de sexta. Só minha opinião mesmo. Acho que assim até gasta mais. Fora que 6 horas de ônibus é tranquilo.

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