Bom dia, Azurras - nº 4.752
FALTOU DIZER
Já que a galera, inclusive o atual presidente, foi induzido a
repetir a frase “o Avaí faz coisa”, na “Bom dia, Azurras” de ontem deixei
escapar um exemplo que demonstra bem essa situação…
O Leão da Ilha estava nos preparativos para a estreia no atual
Campeonato Brasileiro da Série B, mas somente na última semana chegaram ao Sul
da Ilha o goleiro Ygor Vinhas e o zagueiro Didi, quando a equipe ainda era
comandada pelo técnico Alex de Souza.
Os dois jogadores citados, no fim de semana que antecedeu a
estreia do Avaí no Brasileiro da Série B, disputaram a finalíssima do Campeonato
Paulista, ou seja, chegaram com ritmo de jogo, vindo do estadual mais
complicado do país, com o zagueiro sendo escolhido para a "seleção" da competição.
Todavia, o então técnico da equipe optou por escalar apenas o
goleiro, deixando o zagueiro Didi no banco de reservas a partida inteira, colocando
em campo a dupla de zaga formada por Alan Costa, que estava disputando o “acirradíssimo” Campeonato Indiano desde 2021, e Felipe
Silva, da base avaiana.
O resultado da estreia contra o Bugre, todos lembram o desastre que foi, mas diante de tal situação, creio que cabem algumas correções nos números que apresentei dos jogos em que Didi participou ou não...
SEM DIDI
Se ontem comentei que o
aproveitamento da equipe sem Didi em campo, afastado na véspera da partida
contra a Chapecoense, era ruim, sem que depois disso o Avaí não conseguisse
vencer quem quer que seja, considerando que ele estava no banco de reservas na
estreia, aqueles tais 16,66% de aproveitamento, com dois empates e duas
derrotas, fica ainda pior. Vejamos:
1 – Guarani 4x1 Avaí
2 – Avaí 1x4 Chapecoense
3 – Atlético-GO 0x0 Avaí
4 – Novorizontino 2x0 Avaí
5 – Avaí 1x1 Vitória
Ou seja, cinco jogos, três derrotas,
dois empates, que significam risíveis 13,33% de aproveitamento...
COM DIDI
Para não ser injusto, obviamente que
o zagueiro Didi não joga sozinho na zaga avaiana, e até para enfatizar aqueles
50% de aproveitamento de quando esteve em campo, e preciso relembrar com quem
fez dupla de zaga.
Por enquanto, relembramos apenas os quatro jogos em que o zagueiro participou,
a saber:
1 – Avaí 1x0 Mirassol
2 – Criciúma 1x0 Avaí
3 – Avaí 0x3 Vila Nova
4 – Tombense 0x1 Avaí
DIDI – ROBERTO
Das quatro partidas em que esteve em
campo, vale lembrar que Didi fez sua estreia contra Mirassol, formando dupla
com Roberto, escalação que perdurou por três jogos, com uma vitória (Mirassol) e
duas derrotas (Criciúma e Vila Nova).
Conforme os resultados acima, a dupla
Didi e Roberto sofreu uma media de 1,33 gols por partida, menor do que a média
atual...
DIDI – ALAN COSTA
A última partida em que participou
jogando pelo Avaí, Didi formou dupla de zaga com Alan Costa, na vitória em
Muriaé, diante do Tombense, pelo placar mínimo, sem levar gol.
Ou seja, computando as quatro
partidas, a média com Didi em campo de gols sofridos cai para um gol por jogo...
PENEIRA
O Avaí tem 15 gols sofridos nesta
Série B, com a defesa avaiana sendo superada apenas pelo lanterna ABC, com 17
gols sofridos, o que não pode nem deve servir de referência...
Em 9 jogos disputados, a média de gols sofridos pelo Avaí é de 1,66 gols por jogos, o que ainda é muito alta...
MELHOROU
Ainda que os números não sejam
animadores, não podemos deixar de enaltecer que com a chegada do técnico Gustavo
Morínigo, o “vento mudou”, e em três jogos sob o comando do técnico paraguaio, três
gols sofridos, media de um gol por jogo, mesma média com Didi em campo...
Claro que o Avaí tem muito o que
melhorar, o que ajustar, mas não resta a menor dúvida de que podemos sonhar com
um futuro mais promissor.
DIRETOR DE FUTEBOL
Ao que tudo indica, hoje deveremos
ter o nome do novo diretor de futebol do Avaí, e até pelo “show de horrores”
que vimos nas duas últimas escolhas, a imensa Nação Avaiana está ressabiada com
quem pode vir...
Não é uma “questão de múltipla
escolha”, mas pelo que soube, na última segunda-feira ao menos cinco nomes
foram devidamente entrevistados, mas um em especial já tem proposta do clube.
Vamos aguardar!
COMPLICADO
O trabalho do novo diretor de futebol
do Avaí não sera fácil, até porque a cada rodada que passa as carências da
equipe, agora comandada por Morínigo, ficam mais flagrantes.
O número de reforços, ao menos no meu entendimento, já supera “uma mão”, e até por isso, encontrar esses jogadores disponíveis no mercado, e em condições de jogo, não será tarefa simples...
NA MESMA TOADA
Ontem o mandatário avaiano, Júlio
César Heerdt, recebeu na nossa bela Ressacada o pessoal da NSC, cuja
entrevista, parte dela, foi apresentada no programa de esportes da emissora no horário
do almoço, e na íntegra, no site do GE.
Nada de novo no “Reino da Ressacada”. A
diferença é que na gestão anterior, o presidente subia o Morro da Cruz, e agora
eles vão até o Sul da Ilha, mas o privilégio de uma “exclusiva”, a prioridade
segue na mesma toada...
Chegará o dia que nossos dirigentes entenderão
a importância, a dimensão do Avaí Futebol Clube e de toda sua estrutura!
OLHEIROS
Diretamente de Tubarão, o gente boa Everson Fernandes, que a
galera e as casas noturnas do Sul do Estado conhecem como “Siri”, informa que o
Fortaleza negociou o atacante Moisés, com o Cruz Azul, do México.
Poder-se-ia dizer “mais uma transação no mundo do futebol
mundial”, o que é verdade, não fosse o fato de que Moisés estava aqui do lado, em
Morro da Fumaça, vizinha de Criciúma, e mais que isso, com 26 anos, estreou no
futebol profissional aos 23 anos, saindo diretamente do futebol amador da região
para o Hercílio Luz.
Do Hercílio para o Concórdia, Brusque, Ponte Preta e Fortaleza, cuja
venda alcançou R$ 24,5 milhões, na maior negociação efetuada por um clube do
Nordeste.
Como em breve o Avaí deve contratar um novo diretor de futebol,
não estaria faltando para esse dirigente algum “olheiro” para conferir os bons
valores no nosso futebol amador, ou no “futebol raiz”? Ou será que só é
permitido contratar “jogadores de grife”?
SEM CRITÉRIO
O sucesso de Moisés no futebol, mesmo sem passar pelas
categorias de base, não é único. Não estranhem, por exemplo, se em breve o irmão
dele, também sem categoria de base, mas artilheiro no Municipal de Morro da
Fumaça, estourar em algum clube profissional...
Meses atrás, mencionei nesse espaço, que o Flamengo estaria
negociando empréstimo de um garoto ao Barcelona, outra transação no futebol,
mas o detalhe é que esse jogador, Wesley, saiu de Sambaqui, sem ter tido chance
no Sul da Ilha, nem no Estreito...
Sávio, aquele ex-jogador, viu o que nossos dirigentes não viram
e tratou de levar o menino para a Gávea...
Saudações AvAiAnAs!







Só eu não entendo a logística do Avaí? Porque ir hoje para lá e não ficar aqui e ir de ônibus após o treino de sexta. Só minha opinião mesmo. Acho que assim até gasta mais. Fora que 6 horas de ônibus é tranquilo.
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