A camisa alvi-azurra: o manto sagrado do Avaí, by Frederico Tadeu da Silva
Em 1923 os meninos de Amadeu Horn vestiram pela primeira vez o maior símbolo da história vitoriosa do então Avahy Foot-ball Club: seu manto sagrado!
Cedidas, sem temor, pelo tradicional Clube Náutico Riachuelo, as camisas em azul e branco não sabiam que representariam tanto em tão pequeno pedaço de pano.
Os primeiros modelos acompanhavam cordões para amarrar ao pescoço, grandes golas, e adornos para a cabeça, compondo assim seu alinhado uniforme.
Passam-se os anos e os trajes confeccionados em algodão de primeira linha dão lugar a tecidos mais leves, com desenhos nas tramas, mas sempre destacados em seu austero azul e branco. E assim seguiu o Avaí, trajando o "azulão 60", o azul celeste de 70, e ratificando suas origens com a tradicional camisa listrada em azul e branco na campanha vitoriosa de 75.
Em 80, o destaque é para o azul e branco em separado nas camisas. Claro que a listrada não deixou de existir, mas, com menos ênfase. E veio 88 que para mim é o auge: a camisa em azul royal, detalhes em branco, limpa, linda! E mais um troféu.
A conquista do Brasileiro da Série C em 1998 traz consigo uma nova forma de ser azul: listras diferentes tons para comemorar a conquista do Nacional, ostentando solenemente o escudo da CBF, ao centro. Privilégio de poucos.
Muitos ainda serão os mantos sagrados, carregados de histórias, significados, amor, garra e títulos. Como profundo admirador do que nasce em azul e branco, me despeço, elevando ao mais alto patamar de significado a camisa do Avaí, seu manto sagrado.
* Frederico Tadeu da Silva é associado e fotógrafo do Avaí FC. Foto: do próprio Frederico Tadeu






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