quinta-feira, 3 de abril de 2025

Bom dia, Azurras - nº 5.417

SEM PILOTO

Algumas coisa são difíceis de entender no Avaí, cuja peça orçamentária para o ano de 2025 proposta pela direção do clube foi rejeitada em dezembro próximo passado, por apresentar um déficit de quase R$ 50 milhões.

 

Depois de três meses, contando com a anuência do presidente do Conselho Deliberativo, a diretoria executiva volta com mais três propostas sobre o referido tema, e pasmem, todas com déficit...

 

Não consigo entender como pessoas tão capazes, verdadeiros “PhDs”, com salários robustos, muito acima de executivos de grandes empresas, não conseguem elaborar uma peça orçamentária com superávit, e nem seria a questão de ter resultado positivo, mas esses diretores bem pagos não conseguem aumentar a receita do clube...

 

Pior do que o que estamos vendo, é a forma como as tais propostas foram apresentadas aos conselheiros, que devem apreciar e deliberar sobre o assunto na noite de hoje, como se esses conselheiros fossem os principais responsáveis pela gastança desenfreada ocorrida no clube desde o ano passado, com essas mesmas figuras do corpo diretivo.

 

Ao que tudo indica, tal qual a comédia dos anos 80, “Apertem os cintos, o piloto sumiu”, aquele “piloto” que deveria comandar o clube num voo tranquilo, num céu de Brigadeiro recheado de muitas verbas, está tratando de transferir responsabilidades...

 

Efetivamente, aquele “piloto” eleito sumiu, deixando seus asseclas tomarem conta do destino do clube, rasgando dinheiro mês a mês...

 

LICENÇA PARA GASTAR

Parafraseando outro filme, “007 – Licence to kill”, ou “Licença para matar”, ou “Permissão para matar”, o que a diretoria executiva do Avaí está tentando é uma “licença para gastar”, tal qual fizeram no ano passado, onde dizimaram os mais de R$ 60 milhões dos negócios com a Liga Forte União.

 

Vale lembrar, para os mais desavisados, que este ano o raio não vai cair no mesmo lugar, ou seja, eles não terão os mesmos recursos pulverizados no ano passado, e até por isso, três propostas, todas com déficit...

 

E se disse que querem “licença para gastar”, o que estão fazendo verdadeiramente é utilizar-se do sentido literal do título do filme, “licença para matar”, mas aqui, matando o futuro do clube, que apesar da Recuperação Judicial, voltaria a mergulhar em dívidas...


E passo seguinte, atolado num rombo financeiro, ter a "genial" ideia de buscar novos parceiros para o clube...

 

NOVIDADE ESQUISITA

Chama atenção nas propostas da peça orçamentária feita pela diretoria executiva, que em todas há uma justificativa, ou melhor, uma observação de como ficará o futuro do clube, um reflexo imediato, como por exemplo, ter como objetivo apenas e tão somente não cair para o Brasileiro da Série C, caso tenha que reduzir despesas...

 

Mais uma vez, percebe-se com clareza solar, que os dirigentes avaianos não conseguem fazer uma equipe competitiva sem resgar um oceano de dinheiro, como fizeram no ano passado, e estão mantendo o ritmo nessa temporada, a partir da hora que adotaram uma interpretação distorcida do estatuto do clube.

 

Irresponsáveis!

 

MESMO ORÇAMENTO

A primeira proposta apresentada é a que está sendo colocada em prática desde dezembro, após a rejeição da peça orçamentária: estão gastando tanto quanto foi gasto na temporada passada, muito acima do que o clube arrecada mês a mês nesse primeiro trimestre, ou seja, caminhando para os rombos nas contas...

 

Fácil deduzir, que a conquista do Campeonato Catarinense deste ano, diferente do que disse o mandatário avaiano, foi sim com o elenco mais caro da competição, superior as folhas de Criciúma e Chapecoense.

 

Por oportuno, desminta-se aqui mais uma vez, as assertivas do encantador de serpentes, de que clubes como Novorizontino, primeiro adversário no Brasileiro da Série B este ano, e Mirassol, tinham folhas superiores a do Avaí. Mentira! O Mirassol subiu com uma folha bem inferior ao que tinha o Avaí...

 

SEGUNDO CENÁRIO

A segunda proposta, ainda que haja uma redução de receitas e de custos, também deixaria um grande rombo nas contas do clube, menor que na primeira proposta, mas igualmente temerária, até porque o déficit ficaria muito próximo do que ocorre na primeira proposta.

 

Nesta hipótese, diga-se de passagem, em vista do decréscimo nas despesas, a diretoria executiva aposta num cenário de impossibilidade de contratações na nova janela de transferências na metade do ano, ou seja, o clube faria uma campanha de manutenção na Série B.

 

TERCEIRO CENÁRIO

O terceiro cenário, o menos deficitário, aponta para um enxugamento da máquina administrativa, e até mesmo do elenco, como se fosse muito fácil dispensar ou rescindir com os jogadores de futebol...

 

Em termos de receita, ficaria a mesma da proposta anterior, a segunda, mas as despesas seriam na ordem de 50%, provocando um déficit muito menor, mas comprometendo o desempenho dentro de campo, afetando as categorias de base, antevendo apenas e tão somente uma campanha no Brasileiro da Série B para evitar o rebaixamento para a Série C...

 

DISCURSO AO VENTO

Percebam, e isso está bem claro, que outra vez a diretoria executiva fala na peça orçamentária “naming rights”, patrocínio máster, entre outras coisas, mesmo discurso utilizado em dezembro do ano passado, mas sem resultado prático passados três meses...

 

Pior que isso, o clube segue gastando mais do que devia, inclusive mantendo três jogadores que, juntos, rasgaram mais de R$ 1,2 milhão no primeiro trimestre, sem que o executivo de futebol seja cobrado, apesar das abobrinhas arrotadas em entrevista de Norte à Sul do Estado...

 

ALTERNATIVA

Mais do que escolher a peça orçamentária a ser adotada pela diretoria executiva, o que os conselheiros do clube precisam é colocar um freio na gastança desses irresponsáveis, como ocorreu ano passado, quando o ator de pornô filme francês, não economizou no verbo para dizer que o clube gastou “o que os conselheiros aprovaram”...

 

A artimanha está montada, o Conselho Deliberativo do clube precisará definir entre três propostas deficitárias, o que é lamentável, mas ainda assim, entendo que melhor seria uma quarta proposta: justamente colocar um freio na gastança desenfreada, que não levou o clube a qualquer conquista, exceto o fraco Campeonato Catarinense deste ano, e sabemos bem a que preço...

 

Talvez a criação de uma comissão para controlar esses gastos, com alguns representantes do CD, mas o que não se pode é deixar esses mesmos diretores rasgarem o dinheiro do clube como fizeram no ano passado...




Saudações AvAiAnAs!

3 Comentários:

LUGO disse...

Boa tarde.
Tudo isso ocorre porque o modelo diretivo do futebol é imperial. Quem é eleito recebe todos os poderes e quase nenhuma responsabilidade financeira. Tem que ter instâncias compostas pela base do clube, no caso o torcedor comum, que tenha força legal e regimental para se contrapor ao imperador de plantão.
Não podemos esquecer que o poder é exercido por uma cúpula de "notáveis" que se autopreservam.

Edinho disse...

Estes atuais dirigentes por certo serão candidatos na próxima eleição. Será nossa oportunidade de manda-los para muito longe do Avaí. Ou vamos falir ($) muito em breve.

Tiago Soares disse...

Lógico que um fair play financeiro no Brasil, feito igual os outros países iria resolver esses problemas, dirigentes não poderiam gastar mais do que o orçamento anual, mas claramente ninguém quer. Mais vale deixar as dívidas pro futuro, transformando clubes em Safs ou deixando a dívida pra em um futuro todos decretarem falência.

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