Bom dia, Azurras - nº 5.451
A PREOCUPAÇÃO É OUTRA
Recebi um texto muito bem escrito,
provavelmente por um conselheiro (recebi por encaminhamento de um, que disse
não ser o autor), onde ele aborda que o as contas da diretoria executiva em
relação ao exercício de 2024, aprovadas com ressalvas por unanimidade, conforme
parecer do Conselho Fiscal, encerrou o exercício com um déficit de R$ 68 milhões
e um Patrimônio Líquido (PL) negativo de R$ 97 milhões.
Vale lembrar, muito desse “rombo”
pode ser amenizado na medida em que a “Transação Tributária” surta seus efeitos
desejados, mas de qualquer forma, como afirmou um “amigo dos números”, esse déficit
no PL é muito relativo, até porque, ocasionalmente, se o clube fosse fazer qualquer
negócio, os valores seriam atualizados, e a Ressacada, por exemplo, sofreria o
reajuste adequado.
Entenda-se aqui, Patrimônio
Líquido (PL) é a diferença entre os ativos (bens e direitos) e os passivos
(dívidas e obrigações) de uma pessoa ou empresa, e no caso do Avaí, a
Ressacada, exemplo dado por mim, não sofreu qualquer reajuste na aprovação das
contas.
Dito isso, o que deve
estar preocupando o torcedor avaiano, notadamente esse que vos escreve, é que
recentemente, na reunião do Conselho Deliberativo realizada em 3 de abril
próximo passado, foi aprovada a peça orçamentária para 2025, cujo déficit é de
R$ 45 milhões...
Ou seja, até agora, muito
timidamente, a diretoria executiva do clube tem conseguido apagar pequenos
focos de incêndio, como o recente problema de “fluxo de caixa” (sendo
generoso), que deve ter sido superado com o novo patrocinador máster...
Ocorre que, estamos apenas no
quinto mês do ano, cujo longa caminhada necessita de um robusto reforço de
caixa, que até agora mostra-se longe do alcance do clube, até porque
negociações como a do “naming rigths” parecem ter estacionado no tempo, ainda
que já tivessem sido “anunciadas” na reunião do CD de dezembro, quando a
primeira peça orçamentária foi recusada...
Trocando em miúdos, cedo ou tarde,
o problema do “fluxo de caixa” voltará...
GASTOS EXCESSIVOS - BDA nº
5.419 - 05/04/2025
Por óbvio, em qualquer clube de
futebol, os gastos com salários do jogadores acaba fazendo maior peso na
balança, nas despesas do clube. E com clareza solar, aproveitando o gráfico
elaborado pela própria diretoria executiva no ano passado, no Avaí, 60% das
verbas recebidas da Liga Forte União foram colocadas no futebol.
Estranhamente, como se tivessem
feito grandes mudanças, apenas 11% foi destinado para investimentos no clube,
ao mesmo tempo em que reservaram 13% para pagamento de dívidas, contando, evidentemente,
com a eficácia da Recuperação Judicial.
Os gastos maiores com a folha são
olimpicamente ignorados pela mídia esportiva, que enaltece o investidos nas
paredes azuis da nossa bela Ressacada...
É PIOR
Quando escrevi a nota acima, um
mês atrás, ao afirmar que do din-din da Liga Forte União foram colocados no
futebol 60% das verbas recebidas, estava referindo-me aos jogadores, com seus
salários e direitos de imagem.
Todavia, numa visão mais apurada,
a exorbitância gasta com o futebol vai um pouco mais longe, e nesse caso, mais
12% em “honorários profissionais”, ou seja, aqueles contratados pelo clube como
“pessoa jurídica”, como o encantador de serpentes, o ator pornô de filme francês,
entre outros...
Ou seja, 72% do din-din da LFU
saíram pelo ralo, sem que o clube crescesse em absolutamente nada do que já
existia...
Haja relatório com as atividades
desenvolvidas...
ROMBO
Segundo o setorista da Jovem
Pan, de Curitiba, Rogério Scarione, que cobre o Coxa, o time do Alto da Glória
teve uma déficit de R$ 140 milhões em 2024, mesmo tendo se transformado em SAF.
E tal “rombo” aconteceu
depois de três anos de superávit, com o prejuízo vindo em função do aumento de
gastos em diversas áreas, como por exemplo, R$ 86 milhões no futebol
profissional.
No último sábado, no
lançamento do livro “Lição de Liça”, de Gilson Kremer, um avaiano muito atento
nas coisas do futebol, disse que tem informação que o grande erro do pessoal da
SAF do Coxa foi adotar muita gente de fora, sem conhecer efetivamente o que é o
Coritiba.
Qualquer semelhança é mera
coincidência, até porque a atual gestão avaiana, antes mesmo de virar SAF,
impregnou o clube com vários sotaques diferentes, que apenas e tão somente
oneraram a folha do clube, sem nada conquistar, exceto o deficitário
Catarinense, e sabemos bem a que custo...
AVAÍ FORA DO G4
O Avaí perdeu para o Goiás,
2 a 1, partida válida pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, mas
não apenas a partida, bem como a liderança da competição, além da invencibilidade, e ontem, também uma
vaga no cobiçado G4.
De qualquer forma, a
diferença para os primeiro e segundo colocados é de dois pontos, e para os
terceiro e quarto colocados apenas um ponto.
Com qualquer resultado na
partida de Maceió, CRB 1x1 Cuiabá, o Leão da Ilha perderia uma posição. O
empate fez com que perdesse lugar para o Dourado. Na outra partida de ontem,
Athetic 0x1 Vila Nova, o Leão só perderia posição se houvesse vitória do Tigre
goiano, e foi o que aconteceu...
Sábado é dia de recuperar o
prejuízo!
G4
Terminada a 6ª rodada do Brasileiro da Série B, o
equilíbrio é a tônica da competição, ao ponto de que em 60 partidas, tivemos 17
empates, 33 vitórias dos mandantes e 11 vitórias do visitantes. Ou seja,
dificilmente uma equipe ganha em casa e ganha fora consecutivamente, como fez o
Vila Nova, invicto desde a segunda rodada, agora líder da competição.
Em relação a rodada anterior, o “G4” atual tem dois
novos integrantes, Remo e Goiás. O líder Vila Nova já havia visitado o “espaço”,
não a liderança hoje ocupada, assim como o Cuiabá, que andou por ali na 3ª
rodada e última rodada.
Em seis rodadas disputadas, tivemos 11 equipes
“passeando” pelo G4, a saber: Vila Nova, Goiás, Remo, Cuiabá, Avaí, Coritiba,
Athletico-PR, América-MG, CRB, Atlético-GO e Operário.
Essas alterações serão assim até o fim das 38
rodadas, justamente pelo grande equilíbrio na competição desse ano.
ZONA
Na “zona de rebaixamento” teve alterações, mas
segue sendo uma disputa entre os mesmos clubes, só que na 6ª rodada foi a vez
do Botafogo escapar da famigerada “zona”, após a bela goleada no Athletico
Paranaense, em Curitiba, 4 a 1.
O primeiro da “zona” é o Volta Redonda, que venceu
o Paysandu, 1 a 0, fugindo da lanterna, mas insuficiente para sair do
indesejável grupo. O Papão da Curuzu segue sem vencer...
O Athetic voltou a perder, 1 a 0 para o Vila Nova,
e o time de São João Del Rei ficou na 17ª colocação, seguido pelo Paysandu.
A “lanterna”, agora, ficou com o Amazonas, que
ontem mesmo começou a fazer uma reformulação em seu elenco, com muitas dispensas.
A Onça Pintada vai ter muito trabalho para se recuperar...
Nas seis rodadas disputadas, a “zona de
rebaixamento” teve outras quatro equipes que por lá passaram, Botafogo, Chapecoense,
Athletic e Vila Nova.
Claro que ainda é cedo, mas essa pontuação de um e
dois pontos ganhos é cruel, é bom ficar atento aos movimentos...
DOIS
INVICTOS
Concluída mais uma rodada do Campeonato Brasileiro
da Série B, a 6ª, por óbvio que teremos muita água por passar por baixo das
nossas pontes, afinal de contas, ainda faltam 32 rodadas por jogar...
Mesmo assim, estamos por entrar na 7ª rodada, que
começa amanhã, quinta-feira, dia 8 de maio, com partida isolada, Athletico
Paranaense x Chapecoense, mas nas seis rodadas iniciais, agora seguimos com
apenas duas equipes invictas: Cuiabá e Remo.
Outras duas equipes até então invictas, Avaí e
Novorizontino, perderam para Goiás e Atlético Goianiense, respectivamente.
É cedo, mas não podemos deixar de observar essas
tendências...
INGRESSOS
PARA AVAÍ X ATLÉTICO-GO
Gostei da iniciativa da direção do Avaí, que já
divulgou o serviço de jogo para Avaí x Atlético Goianiense, e mais que isso, baixou
os ingressos em todos os setores.
Uma ótima combinação, início de mês, todos com
din-din no bolso, e ingressos mais baratos...
É uma ótima oportunidade para melhorarmos nossa
média de público, e mais que isso, jogar com o time para voltar ao cobiçado G4.
Dá-lhe, Leão!
A FRASE
“Alef Manga é aquele aluno que tira 10 no
trabalho em equipe por ter segurado a cartolina.”
A pergunta que não quer calar: quando os dirigentes
que trouxeram o atacante para o Sul da Ilha vão colocar esse cara no seu devido
lugar?
O Avaí é muito maior que
ele e qualquer outro jogador. Simples assim.
Saudações
AvAiAnAs!














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