quarta-feira, 21 de maio de 2025

Bom dia, Azurras - nº 5.466

SAFADEZA

Sempre tive o presidente do Avaí Futebol Clube, Júlio César Heerdt, em boa conta, e continuo tendo, apesar de me bloquear no celular para ligações e mensagens de WhatsApp. Cada um com seu estilo, e se ele não consegue conviver com críticas, que busque o guarida em seus vira-latas, que estão a lhe lamber o saco.

 

Fato é que, nunca neguei, apoiei a atual gestão, até porque entendia que o clube precisava de uma oxigenação administrativa, e sejamos sensatos, o discurso de campanha acabou caindo no agrado da maioria dos associados do Avaí, que o elegeram com mais de 50% dos votos.

 

Porém, aquele discurso, com tons acadêmicos, basta lembrar da sigla mágica “PDCA” (Plan, Do, Check, Act, em inglês), foi paulatinamente sendo trocado por outra, agora SAFadeza...

 

E volto a repetir, não vai aqui nenhuma crítica ao que chamam SAF, nem um enaltecimento ao atual modelo associativo, mas SAFADEZA com todas as letras maiúsculas, no sentido de como a coisa vem sendo conduzida, vem sendo feita.

 

Não por acaso, o atento Conselho Fiscal rejeitou tempos atrás as contas da atual gestão, mas no âmbito do Conselho Deliberativo as mesmas foram aprovadas pela atuação na “tropa de choque”...

 

Da mesma forma, por estratégia que visa causar o caos financeiro no clube, apresentaram um orçamento que previa um rombo de mais de R$ 50 milhões, rejeitado em dezembro, para depois aprovar outro, em abril, com “apenas” R$ 45 milhões de rombo...

 

O que ocorre hoje no Avaí, não é o início da transformação do clube em SAF, mas a implantação da SAFadeza institucional, onde os absurdos administrativos seriam todos rejeitados em qualquer instituição séria, mas no Sul da Ilha estão batendo palmas...

 

EXEMPLO

Quando se fala em SAF, de imediato vem à cabeça dos torcedores avaianos o que aconteceu com o rival, e lamento informar, “doladelá” nunca foi SAF, apenas um arremedo do que é a Sociedade Anônima do Futebol.

 

Alguns clubes de Santa Catarina também se transformaram em SAF, casos da Chapecoense, Hercílio Luz, e o JEC no caminho, mas sem que até o momento houvesse alguém ou algum grupo investidor. Apenas adotaram o modelo. Simples assim.

 

Se querem falar em SAF, sugiro que adotem o que ocorreu em Fortaleza e Bahia, até porque, com os clubes nordestinos, antes mesmo de saírem do modelo associativo, trataram de colocar a casa em ordem.

 

Sim, exatamente isso que o amigo leitor entendeu: saíram de um modelo associativo que deu certo, com finanças em dia, e foram para o mercado mais robustos, mais fortes, na espera de investimentos sólidos.

 

CONTRAMÃO

No Sul da Ilha, ao contrário dos dois exemplos nordestinos, resolveram “construir” um rombo de R$ 197 milhões, oriundo de todas as gestões, inclusive a atual, que tratou de servir “energético” para a dívida, equacionaram o rombo com a Recuperação Judicial, mas trataram de rasgar os mais de R$ 65 milhões oriundos da Liga Forte União e agora não sabem o que fazer para pagar...

 

Ou melhor, sabem, sim, querem implantar a SAF de qualquer jeito, por qualquer proposta, que até agora, de concreto nada surgiu...

 

O que poderia ser uma transição natural para o Avaí, até mesmo em função da formação do atual gestor, ao menos na teoria, acabou sendo um processo atropelado, entrando na contramão, justamente pela piores práticas administrativas.

 

CAMINHO SEM VOLTA

E em cima disso, pelo alto grau do profissional que é, acostumado com assessorias para muitas empresas, fico com o comentário do Marcos da Trindade:

 

“É um caminho sem volta no futebol brasileiro, independentemente do modelo, não tem como dado o endividamento.

 

Até suspeito que a perda do controle das contas nos últimos dois anos foi proposital.

 

Agora é preciso entender bem quem vai ganhar com isso...”

 

E SE FOSSE SAF?

Não é de hoje que disse e digo, que apoiei a atual gestão do Avaí, ainda que altamente contrariado em relação a tudo que vem acontecendo dentro do clube, notadamente no futebol.

 

Não vou alongar-me no assunto, até porque desnecessário, continuamos uma agremiação associativa, mas vale a reflexão: com esses resultados da atual gestão (relevem o período...), qual seria o destino dos atuais dirigentes?

 

Vou ser direto: não sobraria um!

 

E quando falo que não sobraria, incluo aqui todos os PhD’s trazidos por Júlio César Heerdt, inclusive ele...

 

MAIS UMA MENTIRINHA

No último sábado, fiz uma postagem com esse print acima, que retirei do site do Avaí, ou seja, o clube havia rompido a invejável marca de 15 mil sócios, mas para minha surpresa, nenhuma manifestação do clube nesse sentido, afinal de contas, sempre enaltecem a conquistas de novos associados...

 

Ontem, após minha chegada da Princesa da Serra, tratei de atualizar-me acerca das coisas do clube, e qual não foi meu espanto ao verificar que agora o Avaí tem “apenas” 14.859 sócios...

 

Ou seja, de sábado para cá, “perdemos” 228 associados...

 

Começo a entender a baixa frequência dos sócios nos jogos...

 

COPA DO BRASIL

O Brusque perdeu para o Athletico Paranaense ontem à noite, 1 a 0, na Ligga Arena, jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil, e agora o Quadricolor está fora da milionária competição.

 

Porém, sendo bem direto, o clube não tem do que reclamar, até porque para jogar apenas três fases, quatro jogos, faturou R$ 4.145.250,00, sem os descontos, mais do que o Avaí com seu novo patrocinador máster...

 

Enquanto isso, no Sul da Ilha, além de acompanharem a competição pela TV, ainda estão esperando o “din-din” do naming rights da Ressacada...

 

G4

Terminada a 8ª rodada do Brasileiro da Série B, o equilíbrio é a tônica da competição, ao ponto de que em 80 partidas, tivemos 26 empates, 40 vitórias dos mandantes e 14 vitórias do visitantes. Ou seja, dificilmente uma equipe ganha em casa e ganha fora consecutivamente...

 

O equilíbrio fica evidente nesta 8ª rodada, com cinco vitórias dos mandantes e outra dos visitantes, além de quatro empates.

Em relação a rodada anterior, o “G4” atual mantém o líder, Goiás, seguido por Vila Nova e Remo, e o CRB fechando as primeiras quatro colocações.  

 

Em oito rodadas disputadas, tivemos 11 equipes “passeando” pelo G4, a saber: Goiás, Remo, Vila Nova, Avaí, Cuiabá, Coritiba, Athletico-PR, América-MG, CRB, Atlético-GO e Operário.

 

Essas alterações serão assim até o fim das 38 rodadas, justamente pelo grande equilíbrio na competição desse ano.

 

ZONA

Na “zona de rebaixamento”, após a 8ª rodada, não tivemos alterações, mas segue sendo uma disputa entre os mesmos clubes, que além dos quatro que mantiveram posição, ainda tem Amazonas e Criciúma por perto.

 

O primeiro da “zona” é o Volta Redonda, seguido pelo Botafogo. O Paysandu segue na 19ª colocação e a “lanterna” continua com o Amazonas.

 

Nas oito rodadas disputadas, a “zona de rebaixamento” teve outras três equipes que por lá passaram, Athletic, Chapecoense e Vila Nova.

 

Claro que ainda é cedo, mas essa pontuação de um e dois pontos ganhos é cruel, é bom ficar atento aos movimentos...

 

INGRESSOS

O Avaí divulgou o serviço de jogo da partida contra a Chapecoense, mantendo os mesmo padrões dos jogos anteriores, mas sem a promoção dos dias das mães.

 

Os ingressos físicos e on-line começam a ser vendidos nesta quarta-feira, a partir das 14 horas. 

 

Sem querer ser crítico, mas apenas deixando uma dica para os “PhD’s” do Sul da Ilha, aquela promoção para associados que pagaram a anuidade, de levar um convidado, está pegando na trave: o sócio faz o check-in, mas o ingresso do convidado não está sendo creditado automaticamente.

 

Vida que segue!

 

 

 

 

Saudações AvAiAnAs!

3 Comentários:

LUGO disse...

Boa tarde.
A ideia de SAF para esse dirigente, aliás, tem que dizer que ele já afundou outro clube em Santa Catarina, é a de dinheiro fácil.
Acredita que a solução SAF vai trazer dinheiro para sanar o rombo que vem sendo aberto.
Como tudo no mundo dos cifrões, haverá um "me ajuda que te ajudo", deve negociar, junto, uma permanência à frente da administração, perpetuando-se no poder.
Vendem o clube, usurpam do cargo jogando dinheiro pela janela, prestam contas como vêm prestando e sendo aceitas, sem responsabilização e vida que segue, FºDªC a história...o clube...a torcida.

Márcio Cavalcanti disse...

Desculpem a ausência e distância.
Mas esses SAFADOS estão é recebendo um "por fora" para fazer a SAF andar. Agora faz sentido todo esse "descuido".
Ninguém é capa de "errar" tanto, mesmo sendo alertado o tempo todo.

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