ANCELOTTI, A ESTRÉIA DISCRETA, by RC
A estreia do novo treinador, Carlo Ancelotti, na
Seleção Brasileira de Futebol, ocorreu ontem, sem o brilho que o torcedor
esperava.
Mas é claro que àquele que assume,
todos os descontos são concedidos, é praxe.
Porém, o apagão de milionários
atletas que vimos frente à comum equipe do Equador, representou um tempo muito
mal empregado ao torcedor que sentou-se frente à TV e talvez uma desagradável
surpresa ao estreante e afortunado treinador.
Foi um jogo de toc-toc, trocas de
passes lateralizados. Aliás, tem sido somente o que a Seleção tem mostrado
em suas últimas apresentações. Não se vê uma jogada individual, capaz de
empolgar. E o torcedor começa a lembrar de Romário, de Rivelino, Ronaldo,
Ronaldinho, Zico e outros mais que deixaram saudades. Jogadores não se arriscam
em jogadas individuais, em dribles, e o futebol espetáculo, que empolga,
anda sumido, a arte trocada pelo sistema, futebol burocrático. Nem Vini,
com a tarja de melhor do mundo, conseguiu brilhar. Drible, é o que o futebol
brasileiro precisa ressuscitar. E a criatividade foi a grande qualidade que
Ancelotti mencionou nos craques brasileiros, nas entrevistas feitas no
desembarque.
O Brasil precisa ressuscitar o drible, o "chapéu", a "caneta", o toque de calcanhar, a alegria de jogar sorrindo. Foi o que nos garantiu os memoráveis títulos conquistados, foi o que nos fez invejados.







Talvez a Seleção ideal deva ser formada apenas por jogadores ainda não contaminados pela forma de jogar da Europa. Convocação unicamente de atletas jogando aqui no Brasil. Fomos campeões quando essa onda gigante de profissionais mandados ao exterior não existia. - RC.
Com certeza, já falo isso a anos aqui entre amigos
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