Bom dia, Azurras - nº 5.739
PARA UMA REFLEXÃO
Recebi do
meu querido amigo Paulinho Orofino, o filhão da querida dona Dilma e maridão da
não menos querida Flávia, diretamente do Campeche, um texto extraído do “BrandsDecoded”,
que está no Instagram, que merece uma profunda reflexão, e por isso repasso aos
amigos leitores:
“As SAFs foram vendidas como solução de
profissionalização e transparência para o futebol brasileiro. Na prática,
porém, o modelo concentrou poder no investidor e reduziu o torcedor a
espectador de decisões estratégicas tomadas sem participação ou previsibilidade.
Demissões em massa,
dívidas bilionárias, empréstimos controversos e mudanças bruscas de rumo
revelam um padrão de governança com baixa prestação de contas. A promessa de
gestão técnica deu lugar à sensação de opacidade e instabilidade permanente.
O debate deixa de
ser ideológico e passa a ser estrutural: sem mecanismos claros de controle,
veto e transparência, a SAF corre o risco de transformar o clube em ativo
financeiro volátil — e o torcedor, em mero figurante do próprio time.”
O que ocorre não só no Botafogo, como no Vasco
da Gama, citados na matéria original, mostra exemplos onde ambas praticaram
gestões com os mesmos vícios apresentados por clubes associativos, e até por
isso repito o que venho colocando ao longo do tempo: SAF não é solução, e
havendo gestão, quer no clube associativo, quer na Sociedade Anônima do
Futebol, só podem prosperar na medida em que haja gestão.
Outro exemplo primário, também de uma SAF mais
modesta, do América Potiguar, fez com que o clube aumentasse sua dívida, e pior
que isso, fosse rebaixado na competição doméstica por inscrição irregular de
jogador...
Como disse o amigo Marcos da Trindade, o Leão
precisa de dinheiro e gestão, com o que concordo, mas não custa lembrar, nos
últimos anos, o Avaí nunca recebeu tanto dinheiro, notadamente com aquela verba
vinda da Liga que nasceu com um nome e vem se transformando ao longo do tempo,
mas os ditos dirigentes “profissionais” e bem remunerados, trataram de rasgar
mais de R$ 68 milhões...
SOLUÇÃO PRA QUEM?
Diga-se de passagem, deixando de lado o fato de
ser contra ou a favor da SAF, o que preocupa boa parte do torcedor avaiano é
que exatamente o mesmo grupo que colocou o clube nesse caos financeiro, é quem não
está medindo esforços para sua aprovação.
Vale lembrar, no início prometeram profissionalização,
investimentos, mas o que se viu foi um desfile de dirigentes muito bem remunerados,
como nunca na história do clube, com um resultado esportivo e financeiro
desastroso.
E ainda que alguns citem a Recuperação Judicial
como fato positivo, ela se consolidou na medida em que várias outras ações
foram tomadas anteriormente.
Em cima disso, RJ em andamento e Transação Tributária
por se concretizar, o Avaí poderia seguir o exemplo da Chapecoense, que estuda
essa transformação sem a pressa do Sul da Ilha...
Por isso mesmo, como dívidas sempre existirão
nos associativos e SAFs, é preciso ter cautela e questionar SAF é solução pra
quem?
TAÇA ACESC 70 ANOS
Ao menos nos jogos de ida, quem se deu bem na
Taça ACESC 70 ANOS foi o Avaí, que bateu o Santa Catarina na casa do adversário,
mas agora precisa confirmar dentro da nossa bela Ressacada. Na outra partida,
Concórdia x Criciúma ficaram no empate, 2 a 2.
Vale lembrar, da partida da Ressacada, no próximo
sábado, a equipe que sair classificada enfrentará o perdedor do confronto das
semifinais, Barra x Camboriú, que ontem ficaram no empate em 1 a 1, no estádio
do Canto. O jogo de volta é em Itajaí.
Já o classificado de Criciúma x Concórdia,
enfrenta o perdedor de Chapecoense x Brusque, com o time do Vale do Itajaí saindo
na frente no jogo de ida, 1 a 0.
SEMIFINAIS
Ao menos num primeiro momento, diria que as duas Semifinais do
Catarinense começaram bem equilibradas, com o Brusque sendo o único vencedor
nos confrontos de ida.
Porém, as disputas estão em aberto, e nos jogos de volta
qualquer resultado pode acontecer.
No entanto, sou obrigado a concordar com o amigo tijucano Valci
Gomes da Silva, da torcida Avaí Tijucas, foram dois jogos de péssimo futebol,
principalmente a partida de ontem no Canto, e como ele salientou, “ver o
Camboriú jogar e dizer que fomos eliminados pro eles...”
REBAIXAMENTO
No que chamo “Quadrangular da Morte”, ao término do turno o
Marinheiro segue na liderança, como esteve nas três rodadas disputadas. Verdade
seja dita, todos os quatro clubes estão “vivos”, ainda que o JEC dependa de uma
combinação de resultados para escapar.
Fato é que o Marcílio Dias jogará contra o time do Canto e o Carlos Renaux,
na sequência, ambos os jogos fora de seus domínios, e define contra o JEC, em
casa.
Já o “doladelá”, encara o Marinheiro em casa, depois visita o
JEC e joga sua sorte, ou destino, contra o Carlos Renaux.
Por sua vez, o Vovô do futebol Catarinense recebe o JEC e o
Marinheiro, e depois vai jogar no estádio do Canto.
O JEC precisa vencer seus três jogos, Carlos Renaux fora, “doladelá”
em casa e define se sobrevive em Itajaí, contra o Marinheiro...
Saudações AvAiAnAs!





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