terça-feira, 3 de novembro de 2026

Bom dia, Azurras - nº 5.998

MEIA VERDADE

Aproveitando a charge do nosso saudoso Mauro José Pereira, o Mausé, e usando frase do não menos saudoso Miguel Livramento, aproveito esse espaço para esclarecer outra narrativa mentirosa colocada na mídia esportiva da capital no dia de ontem.

 

Na “Bom dia, Azurras” do feriado, coloquei que Francisco José Battistotti deixou salários atrasados, mas também com o Avaí no Brasileiro da Série A, na Copa do Brasil, e campeão Catarinense. Deixou dívidas, sim, mas ao mesmo tempo cotas importantíssimas para o cofre do clube, além de ter enfrentado o período de pandemia. Cotas, inclusive, que a gestão de Júlio Heerdt impediu que fossem antecipadas, ou seja, Heerdt usufruiu do dinheiro oriundo das conquistas de Battistotti...

 

Ontem, colocado no ar levianamente numa emissora da Ilha, foi dito que a participação do Avaí no Brasileirão de 2022 ficou comprometida em função dos salários atrasados deixados por Battistotti, inclusive com jogadores entrando com cobrança no STJD, o final de 2021, quando um grupo de sete atletas cobrou os atrasos, 13º, bem como as premiações.

 

De 2021 para 2022, além da transmissão do cargo presidencial, houve também uma mudança de elenco, e o tal ajuizamento no STJD de alguns jogadores, através do Sindicato da categoria, só ocorreu não pelos atrasos salariais da gestão que saia, mas pela afirmação do então novo presidente que quitaria apenas os salários daqueles jogadores que permanecessem no clube, o que gerou a ação dos sete atletas, todos sem contratos renovados.

 

Não se pode mudar a realidade dos fatos em função da simpatia por esse ou aquele dirigente.

 

Por isso mesmo, a frase muito usada por Miguel Livramento está muito atual, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa completamente diferente"...

 

DANIEL PENHA SAINDO

“Eu não sei se vou continuar ou pra onde vou, mas, difícil, a gente só tem que pedir desculpas pra todos eles. Não somos só nós que temos a culpa, todo o Avaí, tudo... A gente pede desculpas, nunca fugimos das nossas responsabilidades, mas, o pior aconteceu e... Triste, triste... Mas é isso, a gente pede desculpas!”

 

“Sem dúvida, se você perguntar pra qualquer pessoa, se ela vai querer trabalhar e não receber, eu tenho certeza que ninguém vai aceitar assinar qualquer contrato assim, mas todos os jogadores vieram pra cá sabendo dessa realidade, ninguém escondeu, todos nós sabíamos quando assinamos contrato. A gente tentou durante o ano inteiro, cara! Sem dúvidas, isso atrapalha muito, mas a gente tentou honrar, a gente tentou dar o nosso melhor. Acho que durante o ano, em alguns momentos, a gente até conseguiu, conseguiu reviver, conseguimos colocar pra cima, mesmo com salários atrasados, e é como eu falei, tenho certeza que ninguém aceitaria trabalhar sem receber. Não é desculpa, mas agente só tem que pedir desculpas.”

 

“Seria desrespeitoso eu falar qualquer coisa, acerto, ou qualquer coisa com clube. Eu, sinceramente, não conversei com ninguém, porque eu estava focado, juro por Deus, pela minha família isso. Eu tentei focar na reta final, e acredito que tinha, no mínimo, 8 jogadores jogando com injeção, medicado, com todas as coisas. Todo mundo estava lutando em prol de ficar na Série B.”

 

Parte da entrevista de Daniel Penha, para Cristian Delossantos, após a derrota para o Náutico, sábado, em Recife.

 

DEPOIS DO JOGO DO AVAÍ

Com a derrota do Avaí para o Náutico no último sábado, o desânimo tomou conta da torcida avaiana, notadamente porque o rebaixamento, ainda que não matemático, estava muito próximo, marcado para o “dia de Finados”...

 

Pois é...

 

99,67% de probabilidade de rebaixamento, e pior, dependendo de combinação de resultados...

 

DEPOIS DO JOGO DO CEARÁ

A condição “sine qua non” para o Avaí seguir vivo, era uma derrota do Ceará ontem. E acreditem, o Vozão fez 1 a 0 no Esquadrão de Aço, ainda no primeiro tempo, mas levou o empate. Na etapa complementar, o gol da virada do Athletic, fechando o jogo em 2 a 1...

 

Não houve o famoso “jogo de compadres”!

 

Ao fim da partida, as coisa mudaram, minimamente, mas mudaram: Avaí com 99,06% de probabilidade de rebaixamento, ainda de pendendo de dois tropeços do Ceará...

 

A ÚLTIMA VAGA

Três clubes estão já estão rebaixados, Ponte Preta, América-MG e Londrina. A última vaga ficará entre Avaí e Ceará.

 

O Leão da Ilha está com os pés no Brasileiro da Série C, praticamente rebaixado. Atualmente com 37 pontos, enquanto o Vozão, único que ainda pode terminar atrás dele, soma 43.

 

Para escapar, o Avaí precisa vencer seus dois jogos, São Bernardo na Ressacada e América-MG em BH, e torcer para que o Ceará perca ambos, inclusive no Castelão contra o já rebaixado América-MG e termina contra o CRB, em Maceió.

 

Situação complicada, improvável, mas vai ao encontra da frase de Jean Lucas após o jogo: “Enquanto a matemática nos der 1% chance, teremos 99% de esperança!”

 

Então, tá!

 

COLETIVA

Conforme divulgado na mídia esportiva da capital, bem como nas redes sociais, a terça-feira será marcada por entrevista coletiva da direção do Avaí, às 14h30, no auditório da Ressacada.

 

A temperatura no Sul da Ilha está elevada, depois das declarações do técnico Marquinhos Santos, bem como de Daniel Penha, além da recusa de alguns integrantes das categorias de base não terem ido trabalhar em função dos atrasos salariais.

 

Vamos aguardar!

 

 

 

Saudações AvAiAnAs! 

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