segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Bom dia, Azurras - nº 4.504

SEM JOGAR, SEM COMENTÁRIOS

Em condições normais de temperatura e pressão, o Avaí sofreria para vencer o São Paulo na casa do adversário, o belo estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi. Ocorre que ninguém poderia imaginar o teatro de horrores que os comandados do técnico Lisca iriam proporcionar, repetindo a pior atuação e o placar da equipe Eduardo Barroca, contra o Red Bull Bragantino.

 

Foi uma partida bisonha. Diferente do jogo de Bragança Paulista, onde o Avaí suportou o primeiro tempo com a dupla de zaga Arthur Chaves e Rafael Vaz, o time só passou a levar gols quando da saída do nosso zagueiro “europeu”. Ontem, desde que a bola rolou, até os 16 minutos iniciais, diria que o Avaí estava bem postado em campo, marcando, tocando a bola, apesar da dificuldade em chegar no ataque. Mas a partir dali, quando Bruno Silva resolveu ser Bruno Silva, levando um cartão amarelo em lance de falta marcada para o Avaí, o time se desestabilizou.

 

E desde então, só o São Paulo jogou, e bem, sem dar chance ou espaço para o time do Avaí, que fez uma partida horrorosa, com o placar ficando barato por tudo o que ocorreu na partida.

 

Logo em seguida, as 24 minutos, em cobrança de escanteio, gol de Diego abrindo o placar, ainda que tenha havido falta de Calleri em Thiago Oleques no lance. Bola aérea na defesa do Avaí é sinal de pânico, perigo constante!

 

Com a confusão criada por Bruno Silva no início do jogo, o árbitro carioca Bruno Arleu de Araújo deu mais 5 minutos de acréscimos no primeiro tempo, e com facilidade o São Paulo fez mais dois gols, fechando a etapa inicial em 3 a 0.

 

O segundo tempo foi mais um show de horrores, com o Tricolor paulista podendo ampliar facilmente o placar diante de um Leão sem inspiração ou condições de reagir. Já nos acréscimos da etapa final, em lance que contou com desvio da bola, o quarto gol do São Paulo, fechando a lamentável atuação avaiana.

 

Não há o que se escrever sobre o Avaí, que simplesmente não aconteceu, não jogou. O placar de 4 a 0 construído a partir dos 24 minutos do primeiro tempo, foi pouco. Vitória incontestável.

Foto: SPFC

FOI POUCO

Quando falo que o 4 a 0 foi pouco, não estou brincando. Sem assistir os melhores momentos da partida, esse poderia ter sido o placar da primeira etapa, com folga...

 

E o Avaí só não foi para o vestiário no intervalo amargando a derrota ainda pior, se é que pode ter coisa pior que 3 a 0 em 45 minutos, em função de que o São Paulo não “pisou no acelerador”...

 

Por oportuno, dos três gols na primeira etapa, dois ocorreram em cobrança de escanteios...

INCOMPETÊNCIA

Apesar da bisonha apresentação do Leão da Ilha, que mais parecia um felino de pequeno porte, não há no meu entendimento como destacar qualquer jogador do Avaí.

 

Pior que isso. Alguns jogadores estão jogando apenas no nome, sem um desempenho que pudesse justificar suas escalações, ou o prestígio que gozam junto à mídia e torcida.

 

E antes que alguém insinue qualquer coisa, os salários estão em dia. O time não está jogando simplesmente pela incompetência do elenco.

 

Pode até existir algum problema, ou problemas internos, mas não é salário.

MUDANÇA

Muitas críticas ocorreram em relação ao técnico Eduardo Barroca, principalmente nas partidas em que o Avaí jogava fora de casa, e até diria que tais críticas tinham sua razão de ser.

 

A vinda de Lisca, se no primeiro jogo com vitória em casa mostrou uma oxigenação no que poderia acontecer dali pra frente, a atuação da equipe ontem no Morumbi deixou todos atônitos.

 

Onde está a “mudança” no time? Os mesmos erros, a mesma falta de vontade fora de casa, marcação frouxa, lembrando aquele time horroroso de 2019, que não deixou saudades...

ESCALAÇÃO

Na “Bom dia, Azurras” de ontem, chamei atenção para o fato do Avaí ter levado 24 jogadores para São Paulo, ao menos era o que aparecia entre os relacionados.

 

A escalação da equipe acabou sendo aquela que se esperava, exceto pela ausência de Cortez, contundido. Talvez o experiente lateral tenha feito muita falta, mas diante do quadro apresentado, não sei se faria diferença...

 

Ontem, Lisca escalou exatamente o time que se imaginava, sabedor dos desfalques que teria, mas com todo o respeito, creio que o problema de ontem em São Paulo não foi na escalação, mas no desempenho de quem tanto se espera e que não mostraram nada para merecer todo esse crédito da torcida.

DOIS TIMES

Creio que fica muito fácil para alguns apontar os erros na partida de ontem, e ainda mais fácil depois de acachapantes 4 a 0. Creio que o maior problema, o maior questionamento que deveria ser feito para a diretoria, e consequentemente para a comissão técnica, qual a razão de uma mudança de postura tão brusca do time que atua dentro da Ressacada e o outro, que joga fora de casa...

 

A mudança é grande demais, são equipes absolutamente distintas, diferenciadas, e com todo o respeito, isso não é normal. E ontem, por exemplo, o Avaí estava sob um novo comando, mas exatamente com a mesma postura ineficaz, sempre se deixando dominar, sem esboçar qualquer tipo de reação.

CARÊNCIAS

O fato de fazer críticas não significa que deixo de ser avaiano, de não ser torcedor de verdade ou algo do gênero, porque estou questionando, ou que não estou acreditando. Ainda que alguns débeis mentais não entendam, não escrevo para agradar quem quer que seja, muito menos a diretoria, e assim devo seguir.

 

É fato que o Avaí tem um time limitado, quer nos onze que entram em campo, quer pelas opções dadas ao técnico Lisca, que também se mostrou “limitado” ao não fechar a equipe depois daquele tsunami do primeiro tempo...

 

As carências da equipe estão escancaradas, e o que Lisca precisa fazer é corrigi-las, e se resta um consolo, nada se decidiu em São Paulo e ainda teremos mais 10 rodadas para arrumar a rota, apesar do caminho ainda mais complicado.

 

Mãos à obra!

 

METAMORFOSE

O técnico Lisca insinuou na entrevista coletiva que o Avaí acabou prejudicado por ter seu jogo antecipado. Balela. Semana passada não havia reclamado disso, sem contar que estreou num sábado e só voltou à campo uma semana depois...

 

Agora terá mais uma semana para treinar e enfrentar o Atlético Goianiense, que joga na quarta-feira, em São Paulo, contra o Corinthians.

 

Se tiveram esse tempo para treinar, qual a razão para que o time ontem não tivesse aquela “garra” demonstrada em outras partidas, como no jogo contra o Atlético Mineiro? E não foi só a questão da falta de garra, mas pelo fato de dar a impressão de “andar em campo”...

 

ZONA DE REBAIXAMENTO

Antes mesmo do fim da 28ª rodada do Brasileirão, que termina na quarta-feira, é preciso entender que a situação do Avaí, hoje na 17ª colocação, pode ficar ainda pior, perdendo posição para o Cuiabá e vendo o Coritiba se distanciar.

 

Vamos aguardar os resultados, mas pelo andar da carruagem, outra vez parece que o Avaí precisará de duas rodadas perfeitas para deixar a “zona de rebaixamento”...

 

PARABÉNS, SUB 15

A equipe do Avaí Sub 15 conquistou o título de campeão Catarinense da categoria em 2022, ao perder para a Chapecoense, 2 a 1, na Ressacada. Vale lembrar, em Chapecó os Leõezinhos haviam vencido por 2 a 0.

 

Diferente do que li em alguns grupos de WhatsApp, apesar de ter gostado da conquista do título, é sempre bom ser campeão, creio que o verdadeiro objetivo é fazer com que bons valores surjam das categorias de base e que possam ser aproveitados num futuro próximo. Estar na final é apenas um detalhe.

 

Parabéns, Leõezninhos!

 

SENTIRAM

"Brada tanto na Internet que é o time da elite, que é o time da elite, mas dentro de campo não se comporta como tal", segundo o gente boa Filipe da Costeira, do podcast “Isto é Avaí”, foram as palavras da gauchinha do Morro da Cruz...

 

Como completou o Costeira, deve ser reflexo da raivinha acumulada porque no sábado o “estagiário” do Sul da Ilha tirou onda com o time que vai para seu terceiro ano consecutivo na Série C...

 

Esses amigos do Júlio Heerdt nem disfarçam suas preferências!

 

MACHO

A 200 metros do Scarpelli, praça do Canto, algum corajoso da vizinhança explodiu uma bateria de foguetes no fim da partida festejando nosso insucesso. Claro que foi um desrespeito e muita sorte pois se nossas organizadas tivessem conhecimento com certeza ele engoliria os foguetes.”

 

O comentário acima é de um paulistano, corintiano, que agora, por morar no Estreito, torce pelo “doladelá”...

 

É o tipo da figura que adora tirar sarro da cara dos avaianos, mas não aguenta o rojão...

 

Não sabe brincar, não desce pro play, tanso!



Saudações AvAiAnAs!

12 Comentários:

Gustavo Beck disse...

Eu me pergunto uma coisa, os caras treinam a semana inteira pra apresentar esse futebol medíocre de ontem, se fosse assim tinha mantido o barroca no comando, pensei que veria algo de novo, mas vi tudo velho!!

Sandro Azevedo disse...

Dois passeios!

Primeiro do São Paulo que dez um treino de luxo sobre nosso apático time. Segundo, da vergonhosa postura da equipe avaiana, repleta de jogadores experientes que parecem juvenis.

Bruno Silva para quem não lembra foi expulso diante do Brasil de Pelotas pela Série B, deixando a equipe em apuros. Ontem deveria ter sido expulso, mas o juiz aliviou. Vira e mexe, apronta, e ninguém faz nada!

Aliás, Marquinhos, que vivem mudando de cargo para se encaixar na estrutura do clube, ainda não justificou sua presença. Não é ele o responsável pelo diálogo com os atletas?

Se o salário está em dia, se está tudo bem , qual a justificativa para tanta passividade???

Marcio disse...

M10 é um capítulo à parte.
Enquanto estiver na Ressacada é sinal de que as coisas continuam as mesmas. Mudaram as carinhas mas, quem manda são os mesmos!

Carlos avaiano disse...

Permanência prejudicada por atitudes como a do seu Bruno.
Contra o galo mineiro no turno, levamos o gol do Huck,por que potker,fazendo teatro e não jogando futebol,estava fora de campo,punido com a espera pela autorização do árbitro pra voltar pro jogo,e seria útil na marcação em cima do goleador do galo.
Ontem,o encrenqueiro que mais atrapalha do que ajuda, Bruno, proporcionou os 5 minutos de acréscimo que por castigo,o time que paga ele em dia,levou 2 gols,e era pra ter sido expulso.
Árbitro e var foram omissos.
Então não adianta,trocar técnico, secar adversário, cobrar boas arbitragens,fazer cálculos matemáticos,se atitudes irresponsáveis e não cobradas com seriedade, vão colocando por terra todo o sonho de uma torcida em passar seu centenário na elite do futebol e receber os milhões da cota tão importantes para a direção ter uma gestão de sucesso também.
Lisca não treinou a semana inteira atitudes de anti futebol com seu Bruno.
Abre os olhos presidente Júlio, vão te fritar.
Lembrando,o encerramento pode ser vexatório no Maracanã.

GeorgeAB disse...

O jogo serviu pra confirmar que o elenco é limitadissimo (tem muito jogador velho) e os que vieram são fraquíssimos.

Sandro Azevedo disse...

Poderiam aproveitar e propor ao Guerrero uma rescisão amigável. Olha, tentamos, mas não tem a menor condição. Um abraço, boa aposentadoria!

Marcio disse...

E mais... temos que cobrar da diretoria essa contratação midiática do guerrero... fiasco em campo, gozação fora dele...
Quando digo que só mudaram as carinhas....

Carlos avaiano disse...

Gols são feitos com jogadas de intensidade na área do adversário como fez o são Paulo ontem.
E nossos atacantes fizeram o que?
Não sou viúva do guerreiro,mas o que bissoli nosso as artilheiro fez ontem? quantas jogadas fizeram pra ele?
Quando guerreiro entrou, teria que reverter um placar elástico.
Temos que parar de transferir culpas para quem não tem.
Se guerreiro recebesse boas oportunidades de gols,e não aproveitasse, aí poderia ser cobrado.
Potker,fez o que ontem, três vezes vi deixar a bola passar e ficar olhando o passe perdido.
Minha opinião.

Raniere disse...

André, as coisas mudarão também quando jogadores como o Bruno não tiver lugar no time titular. Quando se insiste com jogador que não rende, quando joga emocionalmente desiquilibrado e só arruma cartão, aparece a insatisfação dos demais.
O time é limitado, e mesmo assim tem condições de evitar o rebaixamento.

Lugo disse...

Boa tarde.
Já que tocaram no assunto: 40 minutos e Bruno Silva exausto e apoiando as mãos no joelho, na entrada da área. Volta do intervalo, Bruno Silva em campo. Assim não vai dar. Se era pra ser isso, bastava deixar o Claudnei.

Unknown disse...

Caros, dois bons Profissionais deveriam ter sido contratados pela Direção do Clube,não foram e o Avaí hoje não estaria amargando esta crítica situação.Primeiramente,um Centro Avante Finalizador.Em segundo lugar,um Psicólogo.Teríamos gols e mentes sãs.

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